terça-feira, 30 de junho de 2015

Possibilidades!

Oiii gente!

Desde que o mundo é mundo ninguém está contente com o que tem, isso não tem diferença entre as pessoas, pode ser negro, branco, baixo, cadeirante e até andantes. Uma coisa que eu aprendi durante a minha vida de andante, muletante e agora cadeirante, não importa o que se passe, você tem que se aceitar do jeito que você é. Se você não se aceita assim, o jeito é trabalhar um pouquinho para as coisas que podem ser modificadas, por exemplo no meu caso, eu sei que não vou voltar a andar tão cedo, mas posso trabalhar para não piorar não é mesmo, isso também acontece com a minha barriga de lesada, se eu não gosto dela, o jeito é comer menos besteira e cuidar mais da alimentação e também dos exercícios, resumindo: ter uma vida mais saudável.
 
Mas pra cá nós: Comer é tão bom, no inverno então, aquelas comidinhas quentinhas, chocolate quente, pinhão, sopas e tudo mais, que engordam horrores.   Mas voltando o assunto o meu corpo teve uma mudança drástica, lembro da adolescencia as minhas pernas ainda não tão finas e de uma hora pra outra tudo muda e pareço não ser mais a mesma, entretanto eu sou aquela que fui quando criança, passei pela rebeldia da adolescencia e cá estou na minha fase adulta, um pouco maluca, porém eu tento ser aquela que eu quero ser.
 Não adianta contrariar a nossa natureza, não estamos apegados a formas, um dia toda essa nossa beleza vai embora e não vamos ter mais o sorriso largo e as covinhas na bochecha que teimam em aparecer quando sorrio, vou sentir até saudade das pernas magrinhas e de meu corpo fora dos padrões. Então sorria o quanto puder e quiser, não ligue na abundância que existe ao seu redor, pessoas sérias tentando te mudar o tempo todo. 
Claro que o crescimento é algo que acontece com a gente o tempo todo, e temos que acompanhar essa vida maluca e frenética. Algumas pessoas são mais calmas, mais ponderadas e sofrem menos dessa mudança eterna que se chama vida. Não se agarre em coisas e sentimentos e aproveite as oportunidades que aparecerem na sua frente. E como diz a música: "Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!!! 
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. 
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto." Então aproveite-o de todas as maneiras possíveis e impossíveis, pois você nunca saberá o que acontecerá amanhã e eu digo com muita razão, as minhas pernas fazem falta, por enquanto ainda posso dançar, mesmo que na cadeira de rodas, tenho movimento e quero ficar com eles por algum tempo, quem sabe até os 40. Me faz falta poder andar, porém eu me viro e reviro de outras alternativas que ainda escancaram todos os dias na minha frente, ops, na frente das minhas rodas.

Não pense em corpos perfeitos, pessoas perfeitas, um dia já pensei assim como você aí sentado na frente do computador lendo esse texto, as alternativas mudaram, minhas perspectivas também. Andar nunca foi um problema, mas sinto falta daquilo que já tive. Aproveitando essa reflexão, noite passada eu sonhei que andava de bicicleta, foi um sonho tão real, meus pés estavam do pedal com meus All Star preto e minhas meias coloridas (como sempre). eu pedalava com as mão firmes nos punhos da bicicleta, sentia o vento bater no meu rosto e eu pedalava forte de um jeito até que um pouco desesperado, não sei como eu freio e caio no chão, de repente de uma hora para outra tudo muda e não consigo mais me levantar. E o sonho termina. (Não tenho mais nada pra falar e esse post termina aqui.)

Beijos enormes!

sábado, 20 de junho de 2015

Peculiaridades e Deficiências!



Pra começo de conversa a deficiência sempre nos trás os prós e os contras e temos que aceitar como a gente é, isso realmente é um fato importante até mesmo para a aceitação da deficiência e também como ela se apresenta em nosso corpo. ! E cada um tem sua peculiaridade, seu jeitinho peculiar de ser, como o próprio nome já diz ter uma qualidade ou condição do que é peculiar; característica de alguém ou de algo que se distingue por traços particulares; originalidade, singularidade, particularidade. E nós deficientes quase sempre ganhamos nessa estância. Bom, talvez minha peculiaridade mesmo sentada nessa cadeira de rodas seja o fato de conseguir levantar um pouco a perna direita, já que tenho alguns movimentos guardados.





Felizmente por esse mundo afora existem muitos cadeirantes e cada um tem sua singularidade particular, tenho amigos por exemplo que mesmo muitos anos de cadeira não perderam a musculatura das pernas, (as pernas continuam grossinhas, iguais como quando andantes) Outras as pernas são tão fininhas (como as minhas) Alguns não tem nenhum desvio na coluna, ou em outra parte do corpo, sentados em uma cadeira normal passariam por andantes normalmente. Outros não precisam usar sondas ou remédios pra controlar o xixi, a esfíncter também foi preservada. Ainda existe os deficientes que não têm espasmos, já outros sofrem muito com os mesmos. 
   
E agora vamos aplaudir os sortudos que tem sua sensibilidade total preservada, pois é, isso é uma coisa que eu gostaria de ter ganho, porém como nem tudo são flores nessa vida de cadeirante, fiquei com cinquenta por cento da sensibilidade. Sentir é uma coisa muito importante para nós, cadeirantes e deficientes em geral, até me arriscaria escrever que não sentir é um fator sufocante, causa estranheza e perturbações nessa vida de lesada. Como já escrevi um dia a pior coisa é não sentir a vida e tudo o que acontece ao seu redor, aproveite o sol que queima a sua pele, o vento que sopra seus cabelos, até mesmo os pés gelados em um dia frio. 

Nesses pequenos exemplos vimos como uma deficiência pode ser diferente da outra, uma lesão pode afetar bastante em uma pessoa, e a mesma lesão pode surgir diferente em outra pessoa. Cada ser humano é cada ser humano, e nosso corpo pode ter reações diversas em uma única lesão. O importante nisso tudo é que apesar da nossa deficiência somos pessoas como qualquer uma, e isso vem mudando constantemente, as pessoas estão mais receptivas quanto a isso. Claro que as perguntas de sempre, surgirão, entretanto a informação é o melhor caminho para o "pré - conceito" Então peculiaridades faz parte do nosso cotidiano e ser um pouco diferente das outras pessoas pode ser mais legal do que pareça. Pense por um lado mais positivo e otimista, porém: A diferença é a primeira coisa que nos atrai.

Beijo grande! 

domingo, 14 de junho de 2015

Somente Amarei!

Olá Caro Leitor!

Eu queria escrever algo bacana sobre os dias dos namorados, mas como não estou muito nesse clima de romance. Entãoooo... Eu escrevi um texto, daqueles meus que vocês sabem, um pouco de romantismo não faz mal a ninguém, não é mesmo! Eu sei que estou atrasada, como sempre, mas acho válido demonstrar o amor de qualquer forma que seja.

"Eu sei que você chegará de uma forma que eu nem imagino como será. Não sei a cor dos seus olhos, nem o tom da  sua pele, nem a forma como você sorri e muito menos o tom da sua voz. Não sei se você é alto ou baixo, se virá de rodas ou de pernas, normais, mecânicas ou com muletas. Talvez eu nem te reconheça de cara, estabanada que sou. Eu sei que você virá, de algum jeito, talvez um pouco desajeitado, exagerado, simplesmente, calmamente. Você não se importará com nada, muito menos com as minhas rodas, e não fará aquelas perguntas de sempre, nossos gostos serão parecidos, você vai gostar de livros, de cafés, ouvirá Pearl Jam, e assistirá filmes de Almodóvar e os mais clichês possíveis. Talvez você seja um músico decepcionado, ou  um pintor que não deu certo, talvez trabalhe com informática ou seja um desenhista super bem sucedido. Você gostará da minha risada  escancarada e do meu jeito louca, doida, maluca de ser. Gostará do meu sorriso e até das minhas ideias super fantásticas. Escutará as minhas histórias mal sucedidas sobre escrever um livro, ou escrever para mim. Contarei sobre as dificuldades da minha vida de cadeira de rodas e também te ouvirei sobre seus problemas. Mas no fim de tudo, te amarei! Simplesmente."

Beijos!

domingo, 31 de maio de 2015

Vida sobre rodas!


Bom, depois do  Carnaval ( eu sei que faz tempo rs), uma amiga virtual me procurou falando que ela iria fazer um Grupo no "Watsapp"  e perguntou se eu queria participar, é claro que a resposta foi: simmmm. A Aldrey falou que não seria qualquer grupo, seria um grupo só de pessoas legais, (risos) a mesma já tinha participado de outros grupos e ao longo do tempo as pessoas ficam chatas e não falam mais nada até que  se acabaram por conta própria.  Mas o  nosso não é assim, sempre tem alguém falando lá, e claro como qualquer grupo entra e sai gente todo dia... haha Posso dizer que  longo do tempo vem se tornando cada vez mais interessante, pois temos algo em comum, a vida sobre rodas, nome bem sugestivo que a Aldrey nomeou o grupo, já aconteceram até encontros com alguns membros. Legal, né?  A maioria dos componentes são do Rio Grande do Sul, alguns cariocas, e eu sou a única Catarinense no meio de toda essa gauchada. rs

E eu vou contar um pouquinho dos primeiros componentes do "Vida sobre rodas"

 Luciano:  gaúcho, um cara muito gente boa que foi atingido por uma bala quando tinha 17 anos e hoje é um cara super alto astral, pra cima, até demais, (risos) também inteligente e super independente, mora sozinho, dirige, monta e desmonta a cadeira, bom costumamos chamar o Luciano de "Bunda Estradeira", pois ele não para no lugar e também é um pouco convencido só pelo fato de ter olhos azuis.

Daniela: carioca de Angra dos Reis, ela se considera ogra, porém eu não percebo isso, acho que ela é super mulherzinha. Haha A Dani tem DM (Distrofia Muscular), nove anos cadeirante, ela está numa reeducação alimentar pra colocar inveja em qualquer cadeirante.  Faz hidro e fisioterapia e está conseguindo manter seus movimentos. Os meninos do grupo chamam ela de "Ministra da Saúde" (risos)

 Aldrey: a líder chefa do grupo, gaúcha, ariana e gremista (já perceberam o clima, né?) haha, brincadeirinha! A Aldrey é muito gente boa, cadeirante desde muito novinha, casou e tem uma filha linda. Ela faz tudo que você está ai sentado lendo faz e muito mais. E ela também tem dois blogs lindos Vida Sobre Rodas e o Lesada e Apimentada.(Aproveita, e dá uma clicada lá também)

Angela: Também gaúcha e cadeirante desde muito nova também por acidente de carro, por nós é conhecida como Angel, a Ministra dos Esportes e uma das Colorada entre os gaúchos! Uhuuuu! A Angel passou poucas e boas e está aí como todo mundo vivendo, aprendendo e reaprendendo, além de gostar de sopa e vinho, adora cachorros e defende os animais.

Osorio:  Cadeirante, gaúcho, gremista, e defende a acessibilidade dentro e fora dos Estádios do Rio Grande do Sul. Eu e o Osório somos amigos desde os tempos dos Orkuts, (2008) Osório também é casado e tem dois filhos adotivos. Legal, né? Os membros do grupo o chamam de Coronel (risos)

Simone, mais conhecida como Sisi, tetraplégica, gaúcha, tatuada e roqueira. A Sisi é uma garota pra frente, cheia de tatuagens, fã do Bon Jovi. E ela tem um filho lindo o Vicenzo (será que escrevi certo?)  Dentro das suas limitações como todo mundo aqui, ela vive e reaprende todo dia e o melhor, adora se cuidar como mulher e cadeirante. Sisi é a fashion do grupo.

Tuigue: Bom, dispensa apresentações (hahaha)

Esse post só foi uma pequena forma de homenagear as pessoas que por algum motivo nessa vida passam por alguma limitação, seja ela fisica, motora ou de qualquer outro tipo. Eu sei que estamos avançando cada  vez mais na medicina e também as descobertas de curas de qualquer tipo de doença. Entretanto, ainda não fazem cadeirantes andar de uma forma tão fácil, como se você fosse no Bob's e pedisse um milkshake de células tronco. Temos que viver com as nossas limitações e tentar nos aceitar como somos. E por favor, chega desse papo de se fazer vítima, estamos aqui para coisas maiores. Eu penso, como mulher e também cadeirante e louca que sou, a vida é uma só e nada de trocar rodadas por passos. Eu acho que não me trocaria por uma andante, claro que é tão mais fácil. Eu sei que a vida amorosa como andante seria mais calma, só que sabe de uma coisa. Cansei! Cansei desses caras chatos que ficam me perguntando se sou igual outra mulher, só por não mexer as pernas e meu quadril não estar tão a mostra. Eu sou como sou e pronto, e quem me quiser, vai me aceitar do jeitinho que sou, eu e um monte de mulheres cadeirantes por aí! A gente é igual todo mundo, eu arriscaria escrever que até melhores. (haha)

Beijo grande!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Eu não danço, e daí?

                       

                                                          
Sabe, aquele dia que você levanta não  querendo ser  você,  e sim querendo ser outra pessoa.. Na verdade vou explicar direito, pois ficou confuso. Só queria levantar, sentir os pés e quando os colocasse no piso frio, sentir o gelado como se fosse uma descoberta magnífica. Meu corpo iria se impulsionar sozinho, nem precisaria usar nenhum neurônio pra fazer esse movimento de tão leve em sua plenitude, como uma pessoa normal ficaria de pé. Veria o mundo de outro ângulo, porém ainda serei eu. Tem dias na sua vida que você quer sair batendo a porta do carro sem pensar em cadeira de rodas, sem pensar em toda essa parafernália que carrega consigo e ao mesmo tempo é tão importante na sua vida de cadeirante. Remédios para controlar suas necessidades fisiológicas, só queria ser um pouco mais normal. Será que posso? Mas posso sentar no chão,  amarrar os sapatos, posso tanta coisa, posso desfrutar de momentos que ninguém mais pode, se você souber de quão grandiosa é a vida em seus momentos incríveis podemos perceber de como podemos nos adaptar constantemente com o pouco que temos. Nada é para sempre, então desfrute do que você pode e tem nesse momento.
       Tem dias que você quer dançar mesmo sem saber.. Sentir suas pernas rodopiar, os movimentos, as pessoas te olhando e absurdamente pensando na loucura que você é.. Se eu não sei dançar, e daí? Sempre tento formas e mais formas de aprender, ás vezes troco os passos, esbarro em outras pessoas, caio, levanto e continuo a minha dança. Tem momentos que a sua dança te surpreende, isso que nos faz necessário, a surpresa das vivências.. Não quero saber do que vai acontecer amanhã, só sei que mesmo não sabendo dançar: Teremos uma vida linda, eu sei..
          Um dia um amigo me disse que pra ele seria fácil ser cadeirante, pra ele é cômodo falar isso, pois ele está com suas pernas normais. Ninguém pode julgar outra pessoa sem viver a situação que ela está passando. Nunca deixe ninguém te criticar, pois ninguém sabe o que realmente você está pensando e sentindo naquele momento.   Não estou reclamando de nada é apenas algo que escrevi em um quarta - feira cinzenta. Sou feliz do meu modo, das escolhas que fiz e sei das consequências que irão vir. Sabe, eu tenho sonhos, muitos sonhos e até juvenis e as costas doem, ás vezes dói pra caramba. Eu não me importo que dói e também que eu não sei dançar, só sei que estou aqui como todo mundo, vivendo, aprendendo, reaprendendo e reescrevendo a minha história, a minha vida de uma  "relis" cadeirante e seus problemas juvenis.                                    


Beijo grande!
     

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Cronologia da Felicidade!

     

Quando nascemos somos condicionados a seguir regras. Que regras são essas? Regras que nós criamos dentro do nosso mundo limitado. E fingimos segui-las. Quando criança aprendemos que pra ser feliz é preciso três coisas na vida: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho e quem não seguir essa cronologia não alcançará a felicidade. Grande bobagem!  Como uma boa garota e como gosto de contrariar a vida não fiz nada disso. E como mortais,  somos jogados como asteroides aqui na terra, sem tempo, espaço e futuro... Ninguém me avisou sobre tudo isso. Ninguém me avisou quão complicado iria ser. Ninguém me avisou que nasceria com uma doença rara. Ninguém me avisou que andaria dez anos com muletas e por fim ninguém me avisou que definitivamente eu seria uma cadeirante. Quando tinha doze, treze anos imaginava que com 34 meu mundo seria muito diferente de hoje, ingenuidade pura. Como toda e boa pisciana imaginaria que meu primeiro namorado seria o amor da minha vida e com o mesmo casaria e teria filhos, nós mulheres somos loucas. Loucas pela vida e principalmente pelo amor. Ah! Inconsequente amor, sem nos arriscar de vez em quando, sem nos apaixonar, acho que não conseguiríamos viver. Essa loucura é quando nos sentimos vivas de verdade.  E agora? Bom, agora você vai ter que se virar com todos esses questionamentos e também com essa tal cronologia da sua felicidade. Eu uma pobre mortal, "relis" cadeirante fico sem respostas e sem palavras.  A nossa é realidade é muito outra, e a gente só cresce com as rasteiras que a vida nos dá. Simplesmente eu não acredito nessa cronologia da felicidade, acredito que vivenciamos momentos maravilhosos e não tão bons. Acredito se tudo fosse fácil de conseguir a vida não teria graça.  E a felicidade é a gente que faz.  Na simplicidade que está a mais autêntica forma de ser feliz. E a gente é feliz por quem somos e o que conseguimos na vida, não estou falando somente de dinheiro, claro que também faz parte do nosso mundo, entretanto há momentos, coisas que superam a vida. Existem muitas coisas que nenhum dinheiro do mundo paga.
    Eu quero poucas coisas e muitas coisas ao mesmo tempo, nós, seres humanos somos uma incógnita de complicações, dores e delícias. Espero que você consiga ser o que quer ser, espero que sejas tão feliz nesse caminho chamada vida e também espero que não siga nenhuma cronologia ou script, siga somente uma coisa: o seu coração. Penso que seguir seus sonhos seja um passo para a simples palavra chamada "Felicidade". E mais uma coisa, não ligue para que os outros irão pensar e só porque sou cadeirante que eu vou aceitar qualquer coisa, mesmo tendo em déficit nas pernas, há uma pessoa além das rodas em cima dessa cadeira.
Seja o melhor de ser você.

Beijo grande!