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sábado, 26 de outubro de 2019

Desafio



Oi Gente! 



Lá vem ela escrever sobre livros novamente. Estou muito nessa vibe e quando encontramos gente que também lê a vibe se multiplica.  Sabe aquelas promessas que a gente faz no começo do ano. Então, me desafiei a ler 20 livros. Eu sei que pode parecer pouco, mais ao mesmo tempo é muito se comparado a média que o brasileiro lê por ano. Tem tantas opções, tantos livros interessantes, a leitura é um leque de oportunidades, de conhecimento, de autoconhecimento também. Tantos autores bons, alguns que não conheço ainda, e já estão na minha lista de livros desejados. Outra coisa que tem me ajudado bastante é uma rede social de livros chamada skoob, lá a gente faz lista e histórico da sua evolução na leitura e ainda pode adicionar livros que você quer ler. Ah, também tem um recurso sobre sua meta de leitura que é muito legal, ele identifica quantas páginas você está lendo por dia. Interessante, né? 

Como eu tenho o kindle, não preciso comprar livro físico, eu fiz uma assinatura na Amazon que pago 9,90 por mês que além de títulos disponíveis no Prime reading, me oferece frete grátis em qualquer compra pelo mesmo site e ainda assinatura do Prime vídeo. Quem não conhece, pode experimentar por um mês gratuito. Então, com esse prime reading, tem me oferecido títulos e autores bem legais, onde estou adorando ter essa nova experiência com a leitura. Quando quero um livro específico, eu compro. 


Vou colocar aqui os livros que li esse ano. quem quiser opinar, ou então me indicar títulos, ou autores, fique à vontade. 

1- A princesa salva a si mesma nesse livro - Amanda Lovelace 

2- A amiga genial- Elena Ferrante 

3- História do novo sobrenome - Elena |Ferrante 

4- História de quem foge e quem fica - Elena Ferrante 

5- História da menina perdida - Elena Ferrante (Os quatro livros pertencem a uma Tetralogia Napolitana da Elena Ferrante)

6- Aprendizados - Gisele Bundchen

7- Memórias da infância que morri - Hugo Pascottini Pernet

8-A máquina de contar histórias- Mauricio Gomyde

9- A vida em quatro pés e quatro patas- Isa Ribeiro

10- 9 de novembro - Colleen Hoover 

11- Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

12- A bruxa vai para a fogueira nesse livro- Amanda Lovelace

13- Tulipas azuis - Will Monteath

14- Todo o tempo do mundo - Mauricio Gomyde 

15- O peso do pássaro morto - Aline Bei

16- Dama de paus - Eliana Cardoso 

17- O sol e o peixe - Virginia Woolf  (em leitura)

18- Fique Comigo - Ayòbámi Adébáyò (em leitura) 

* Sim, às vezes eu leio dois livros ao mesmo tempo. Essa técnica ajuda muito a você diferenciar os personagens e se infiltrar na história novamente. Estudos afirmam que esse hábito força o nosso cérebro a lembrar de mais coisas e abrir espaço para mais memórias, além de aguçar a concentração. Outras pessoas afirmam que ler vários livros ao mesmo tempo fazem com que o livro fique menos chato, e a vontade de terminá-lo aumente.

Bom, estou quase chegando ao fim do meu desafio, e nem foi tão difícil assim, eu acho que posso até ultrapassar essa marca, mas por enquanto estou feliz de ter chegado até aqui com minhas leituras. Teve alguns livros que consegui ler em uma semana, outros demoraram mais e assim foi fluindo. O ano está quase terminando, e aí? 
Vamos nos desafiar em 2020 e ler mais um pouquinho? A leitura pode mudar sua visão do mundo, fazer você escrever e falar melhor, te proporcionar a ser mais criativo. A leitura pode mudar vidas. 


Beijo grande. 

sábado, 5 de outubro de 2019

Motivos para começar a ler

Oi gente!


Quanto tempo que não apareço por aqui, né? Aproveita, pega um café e senta. 


Hoje vou falar sobre leitura e dar dicas para ler mais. Eu gosto de ler e ultimamente a leitura tem me proporcionado momentos agradáveis e ao mesmo tempo muitas reflexões,  uma delas é voltar a escrever. Pois bem, aqui estou de volta ao MCR. Sinto saudades, mas ao mesmo tempo sempre estou insegura do que escrevo e do conteúdo que forneço para vocês. Inseguranças são normais, eu quero aprimorar ainda mais a minha escrita. E como fazer isso? Escrevendo, escrevendo e escrevendo. E lá vamos nós novamente, nos aventurar nesse mundo mágico da escrita. Sejam bons passageiros e me acompanhem!

Primeiramente vou dar 10 motivos para ler mais ou começar a ler.




1- Ler aumenta o seu vocabulário - Você aprende palavras novas, sinônimos e expressões diferentes;
2- Ler desperta a sua curiosidade, ao mesmo tempo que aguça e explora a sua imaginação - Ou seja, você coloca outras partes do cérebro para funcionar;
3- Ler estimula a criatividade - Ao conhecer diferentes histórias e pontos de vista, você poderá criar suas próprias versões com mais autenticidade e estilo;
4- Ler permite que você aprenda com os erros e caminhos dos outros - As biografias são excelentes maneiras de observar comportamentos, atitudes e suas consequências;
5- Lendo mais você aprende a se comunicar melhor, de forma mais clara e objetiva - aos poucos você transforma o vocabulário em opinião;  
6- Ler aumenta a habilidade na escrita - Você conhece palavras, expressões e opiniões diferentes, assim agregando ao seu conhecimento, automaticamente sua escrita será melhor. 
7- Ler aumenta o foco e a concentração - Começar e terminar um livro requer foco, atenção e compromisso, habilidades e características que fazem diferença em todas as áreas de vida;
8- Ler torna você mais tranquilo - o fato de envolver você em uma história e livra-lo do estresse cotidiano faz do livro uma ótima ferramenta para alcançar a paz interior. Ler ajuda a acalmá-lo e a melhorar seu humor;
9- Leia 20 páginas por dia - se você conseguir ler 20 páginas por dia, em um ano você lerá aproximadamente 15 livros. Reflita sobre isso;
10- Ler não tem efeito colateral - Ou você aprende uma palavra nova, ou fica mais calmo, ou conhece uma história diferente, ou desperta a imaginação, ou passa saber de algo que não sabia. Ler não machuca, não dói, não incapacita e você estará de mente aberta para novos mundos e conhecimentos. Leia sempre, leia mais, torne a leitura um hábito. 

Dicas para direcionar o foco na leitura.

- Leve um livro pra onde for, quando tiver um tempinho livre, leia. Na fila do banco, na fila da padaria, na sala de espera. 
- Trace metas. Se for um livro por mês, beleza, só não deixe de ler. 
- Tenha um diário de leitura, ajuda a você se motivar para ler mais. 
- Troque o livro físico por digital, você vai se surpreender. Tenha livros disponíveis na biblioteca do seu leitor digital.
- Troque, compartilhe livros com seus amigos, parentes e afins. 
- Visite uma biblioteca ou uma livraria, o ambiente dos livros irá te inspirar. 
- Comece a ler por assuntos que você goste, depois vá se aventurando e conhecendo autores e temas diferentes. 
- Ouça Podcast sobre leitura, ajuda a você conhecer autores novos e também no seu autoconhecimento como leitor. 

A leitura me ajudou sim, em uma fase não muito boa em que estava passando e hoje faz mais sentido ainda, a leitura é como uma amiga me trazendo novas experiencias, um novo olhar para o mundo e também comigo mesma. Não deixe de ler!

 Observação: Estou voltando com tudo com o blog, a leitura também me proporcionou isso. Vou escrever resenhas de livros por aqui e também quero fazer uma resenha especial sobre o Kindle, claro que não vou apagar a essência do blog, como o subtítulo do mesmo já diz: Histórias, devaneios e maluquices de uma cadeirante.  Vai ter os textos da lesada, minhas experiências e alguns "pitacos" da Tô, ou seja, dessa blogueira que lhes escreve. Aproveite e leia textos antigos do blog. 


Beijo Grande!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Da série livros: A Redoma de Vidro


Oi Gente!

Hoje vou escrever sobre um livro que li no final do ano passado  da Autora : Sylivia Plath, que foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana. Reconhecida principalmente por sua obra poética, Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, "A Redoma de Vidro, sob o pseudônimo Victoria Lucas, com detalhamento do histórico de sua luta contra a depressão. Assim como Anne Sexton, Sylvia Plath é creditada por dar continuidade ao gênero de poesia confessional, iniciado por Robert Lowell e W. D. Snodgrass.Ho.

"Na ponta de cada galho havia um figo maduro − um maravilhoso futuro. Um figo era um marido, um lar feliz e filhos; outro, ser uma poeta famosa; outro, uma professora ilustre e mais outro era ser Éxis, a incrível editora; outro, conhecer a Europa, África e América do Sul e ainda outro era Constantin, Sócrates, Átila e um monte de outros namorados com nomes estranhos e profissões esdrúxulas; e um figo era ser campeã olímpica de equipe de remo e além desses tinha tantos outros figos que eu não conseguia nem ver." (Trecho do livro) 

Sinopse:  Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. “Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia”.
Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de menina para uma jovem mulher. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.


Ainda existe um fato triste sobre "A Redoma de Vidro e Sylvia Plath. Com 30 anos de vida, família e carreira sólida, era de se pensar que Plath finalmente havia escolhido os figos da sua figueira. Após um mês a publicação da "A Redoma de vidro", na manhã de 11 de fevereiro de 1963, Sylvia vedou completamente o quarto dos filhos com toalhas molhadas e roupas, deixando comida perto de suas camas, tendo ainda o cuidado de abrir as janelas do quarto para entrar ar. Em seguida, tomou uma grande quantidade de remédios, deitou a cabeça sobre uma toalha no interior do forno com o gás ligado e morreu em poucos instantes. Na manhã seguinte, seu corpo foi encontrado por uma enfermeira que ela havia contratado.

Bom, comecei a ler o livro no escuro, ou seja não sabia nada sobre a história do mesmo. O livro quase caiu no meu colo em uma lista de uma loja virtual. Bom, demorei um tempo maior para ler: "A redoma de vidro", um livro genial escrito pela Plath em  apenas três dias. Com seu único e quase póstumo romance, ela abre o coração, abre suas feridas e lança uma luz sob uma doença que pode atingir qualquer pessoa e que todos nós devemos ter cuidado e respeito. Plath escreve de uma forma intensa,  triste, mas ao mesmo tempo percebe-se as poucas alegrias que ela sente e  muito bem, é impossível não sentir as dores da personagem Esther que entra na vida do leitor despertando um interesse sobre o livro. A Redoma de vidro é poético, denso, bonito e extremamente melancólico. Com certeza o livro vai despertar algo em você. Seja como for, que seja necessário. 

Beijo grande! 




sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Livro - A sutil arte de ligar o F*da-se






Quando eu li o livro: A sutil arte de ligar o F*da-se que naão faz muito tempo, muitas pessoas vieram perguntar se eu gostei. Bom, esse livro não pode-se classificar entre gostei ou não gostei, depende da perspectiva de cada pessoa. O livro traz vários questionamentos do cotidiano como: exibicionismo, depressão, cultura de consumo, entre outros,  principalmente para a galera da geração Y, nascidos nos anos 80/90, (olha eu aí).

Uma coisa posso afirmar que o livro é um tapa na nossa cara, principalmente para a galera mais "pesada", porém  alcança todo público.  O livro é sincero, não fica fantasiando, ou colocando "panos quentes", realidade nua e crua, talvez seja esse a grande sacada do autor. Ele não se classifica em um livro de auto-ajuda, mas com certeza ele é sim, e não tem nada de errado nisso. Às vezes precisamos de um livro das coisas comuns que acontecem e não achamos soluções, é óbvio, mas sempre esquecemos das coisas que importam de verdade e esse livro nos lembra disso.

Algumas citações são tão clichês que fica difícil não se identificar com o livro. Além do mais Mark ( o autor) também escreve algumas vivências, assim comparando e explicando o que ele quer nos passar diante daquele questionamento. (achei isso muito legal)

Algumas citações do livro para vocês terem uma ideia:

"Fazendo a minha melhor imitação de Yoda: Mude, ou não mude, não existe caminho."

"Ninguém além de você é responsável pela sua situação. Muita gente pode ser culpada pela sua infelicidades, mas ninguém além de você será responsável por isso. É você quem escolhe como ver o que vive, como reagir aos acontecimentos e avaliá-los. É sempre você quem escolhe o parâmetro a seguir ao avaliar suas experiencias de vida."

"A rejeição dói, ok. Fracassar é uma merda. Mas nos apegamos com mais força a algumas certezas - certezas que temos medo de questionar ou abandonar, valores que deram significado a nossa vida ao longo dos anos."

"A maioria das pessoas quer encontrar um parceiro, mas ninguém conquista uma pessoa maravilhosa sem saber lidar com a turbulência emocional causada pelas rejeições exaustivas, com a tensão sexual reprimida e com a obsessão em olhar fixamente para um celular que nunca toca. tudo isso faz parte do jogo do amor. É impossível ganhar sem jogar. o que determina o sucesso não é "De que prazer você quer desfrutar?". A questão relevante é: "Qual dor você está disposto a suportar?" O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações.

O livro é questionável e ao mesmo tempo te lembra que você não é sempre o coitadinho da história, mas podemos nos posicionar de outra maneira para que a vida seja melhor. Seja para encontrar a felicidade, um amor, ou solucionar um problema.

Uma coisa que também gostei do livro é que Mark diz: que quando você realmente quer fazer alguma coisa: Faça! Por exemplo na nossa situação em escrever. Escreva, todo dia, uma frase, uma palavra, um texto. Com certeza tem dias que o seu texto vai ficar uma merda. Mas com a prática voc~e vai alcançar seu objetivo e isso é muito recompensador. Acho que todo mundo deveria ler, só acho!

PS: Se você gostou da minha resenha e quer aproveitar para comprar o livro,  só apertar no link abaixo:



Beijo grande!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Dica de livro - Uma pergunta por dia


Ano passado estava navegando e procurando indicações de livros para ler, (Sim, sou dessas) quando me deparei com o livro - Uma pergunta por dia (Intríseca) Fui pesquisar mais, e me deparei com um livro diferente, um livro interativo.

Comprei na Amazon por R$ 29,90. A ideia do livro é bem interessante: são 365 perguntas diferentes que você deve responder um a cada dia do ano.  Sendo assim, você acaba respondendo 1.825 questões durante cinco anos. O interessante disso tudo é que você pode perceber  a sua mudança de pensamento no decorrer dos anos, ou seja ele acaba funcionando como uma cápsula do tempo.


Ele é de capa dura, isso ajuda na durabilidade do livro, a lateral ( o corte) dourado que ficou super bonito. Achei o livro pequeno e os espaçamentos da linhas estreitos para escrever, mesmo contendo quatro linhas dependendo da pergunta terá que diminuir sua letra, se for uma letra maior. Outro ponto negativo é que ele não abre muito, dificultando quando voce for escrever. Porém, no geral é um livro legal e também diferente.

Ah, comprei mais dois exemplares e deixei em casa, comoto de presentear pessoas, é um presente diferente, tenho certeza quem ganhar vai gostar! (Fica a dica - quem sabe um presente para a namorada)


Alguns exemplos de perguntas que você deve responder:  O que tem na sua geladeira? O que faz você ser "você"? Qual é a sua missão?  Qual foi a última fruta que você comeu?  De quem é a sua última chamada perdida? E por aí vai. Algumas perguntas tem a opção da sua interpretação ( achei bem bacana esse aspecto), outras são bem diretas.
Bom, não importa o dia que você comece, vá respeitando os dias e respondendo cada um deles.

SINOPSE DO LIVRO: "Todos os dias criamos uma imensa quantidade de registros em celulares, redes sociais e aplicativos. No entanto, quase nunca temos o hábito de retornar a eles. Às vezes podem parecer só besteiras, mas quantos desses relatos não mostrariam nosso crescimento e nossas mudanças em todos esses anos? 
Uma pergunta por dia convida você a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir."

Espero que vocês gostem da minha dica. Se quiser ver algum post por aqui, coloque nos comentários.

Beijo Grande!



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Como eu era antes de você


Bom, para começo de conversa semana passada terminei alguns livros que queria ler: Crônicas para variar, quero melhorar meu modo de escrever. Então estava atrás de um romance, queria algo novo, não romances água com açúcar. Então procurei e procurei pela internet, estava com a intensão de experimentar alguma autora nova, que não conhecia. Gosto de me arriscar em leituras diferentes. Encontrei um livro da Jojo Moyes, cujo titulo é: "Como era antes de você. Li a critica e também a sinopse, gosto de saber um pouco sobre a história do livro que irei ler, fico mais familiarizada com os personagens e assim percebo que a leitura flui um pouco melhor.







Sinopse:
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Não se engane pelo título do livro e a capa "fofa', é um livro intenso, uma história de renúncia, morte, companheirismo, doação e principalmente acima de tudo:  novas oportunidades, esperança e  amor.
É o primeiro livro da Jojo que leio e me arrependo de não ter a conhecido antes, se todos outros livros forem tão bem narrados quanto esse, já virei fã. Vou dar um tempo, ler outras coisas,  quem sabe mais tarde voltar a seus títulos. Não estou preparada para chorar novamente. (risos) Li o livro em apenas três dias, teve uma noite que fiquei até 2:00 horas da manhã lendo-o. Realmente me apaixonei pelo livro. Ela soube com maestria prender a atenção do leitor, abriu um leque de possibilidades, de elementos e sentimentos dentro de mim. O livro me destruiu e  me construiu novamente. Ela pisoteou em cima de mim, me jogou no chão - mas também deixou coisas boas. 

Wil me tocou profundamente de um jeito estranhamente exacerbado, que nenhum personagem de nenhum outro livro me tocou.  Wil me fez frágil, insegura e ao mesmo tempo me fez forte e segura. Me fez repensar na vida e em tudo que eu acredito.    Foi como se uma explosão de algo desconhecido estivesse a ponto de estourar e meu coração não aguentaria. E não aguentou. Lágrimas surgiram em meu rosto, ele realmente me deixou com o coração na mão. E sabe quando o livro é realmente bom, e você se imagina na história ou quando parece que você conhece aquele personagem de anos. Abracei-o e agradeci. Me fez querer mais. Não vou mudar por um livro, não é isso. No entanto, me fez ver coisas que talvez estivessem escondidas dentro de mim que nem eu mesma soubesse que existia. 



A leitura é de fácil compreensão, pois teve alguns livros que não me motivaram a terminar. O título realmente é merecedor, pois Louise realmente não é a mesma daquela do começo do livro - no final você percebe quanto Will transforma sua vida para melhor, e quanto o amor dos dois é merecedor um do outro. Em junho estará nos cinemas a versão do livro em filme, estou louca para assistir e até imaginando algumas cenas.


"Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente — ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela — obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem."






“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark.
Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas,
suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente."


Ps: É somente a minha visão diante do livro. 




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Da série: Para gostar de ler

Extraordinário

Oiii gente!

Bom, semana passada terminei de ler o livro: Extraordinário. O nome já diz tudo e um pouco mais. O livro é lindo, sensível, inspirador, totalmente extraordinário.
Pode até parecer bobinho, mas ele nos traz a leveza e a sinceridade de uma criança ciente de sua estranheza e de seu deslocamento do mundo, criando  um manifesto em favor a gentileza. Sabe, aquele livro que depois que terminou de ler te torna uma pessoa melhor? Então, foi assim que me senti, não que isso seja tão visível. (hahaha) O livro é dividido em oito capítulos, alguns em que o August, o personagem principal, descreve e alguns capítulos outros personagens participam, assim mostrando um olhar diferente sobre o mesmo personagem, e como as outras pessoas o veem realmente.  Eu derramei algumas lágrimas, principalmente no fim, raramente uma história me tocou tanto, de um jeito que não tem explicação. Pode até parecer clichê, porém em algumas partes me vi como o August, às vezes você não quer ser notado e nem identificado, no meu caso como a garota da Cadeira de rodas. Seria uma boa usar um capacete de astronauta, ou quem sabe do Darth Vader. (O personagem tem um amor imenso pelo Star Wars) (risos) No livro, os personagens tem uns nomes engraçados como: da Professora Peitosa e o Diretor, Senhor Buzanfa, assim dando um ar infantil e até cômico. Eu me surpreendi com a história do Auggie e de seu crescimento quanto a sua situação, me identifiquei em algumas partes. Tenho certeza que todos nós vamos nos identificar com algo tão extraordinário que é o ser humano e sua grandeza de dar reviravoltas em suas vidas, adaptando-se ao corpo que nos habita.



August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Então, não julgue um livro pela capa, ou seria um menino pela cara?

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." (August)

 

Beijos enormes!

domingo, 13 de setembro de 2015

Da série: Para gostar de ler.

O Apanhador no Campo de Centeio.

Oii Gente!

Hoje terminei  o livro O Apanhador no Campo de Centeio que é um romance do escritor americano J. D. Salinger. Publicado inicialmente em formato de revista, entre 1945-1946 nos Estados Unidos, foi posteriormente editado no formato de livro em 1951 tornando-se um dos romances mais lidos do país. Existe algumas curiosidades que rondam esse livro: 

- O assassino do Jonh Lennon estava lendo o "Apanhador no Campo de Centeio", minutos antes de cometer o crime e da obra teria tirado a inspiração para matar John. 
- Green Day e Gun's Roses gravaram músicas inspiradas no livro.
- O desenho South Park teve um episódio"A Historia de Scrootie Sodomita" baseado na obra. 
-  No filme "Teoria da Conspiração", Mel Gibson faz o papel de um motorista de táxi psicótico, que acha que todos estão contra ele, e possui uma compulsão em comprar diariamente o livro "O Apanhador no Campo de Centeio", e que em sua casa há milhares de exemplares dessa obra. 


Ai você vai me perguntar. O que esse livro tem? Qual seu enredo principal? Simplesmente não tem. O livro é todo narrado em primeira pessoa, como se o Holden Caulfild estivesse com 17 anos ainda hoje e estivesse narrando sua história.  Ficava me perguntando o que ia acontecer, pois a falta de história, e o vocabulário vasto de palavrões que o protagonista possuía era exorbitante. Nunca lutei tanto para terminar de ler um livro,  só que chegou uma parte que o livro me pegou e eu não consegui mais largar do mesmo até que terminei, com louvor. 

O Holden é  um típico adolescente, mimado, mau amado, individualista e que narra seus amores, desamores, ódio, sua visão do futuro e toda insegurança. Mas, o que me pegou foi o seu amor quase que venerado por sua irmã mais nova Phoebe de dez anos, acredite se quiser, mas o Holden também tem um coração. É bonito de se ler quando ele fala da sua irmã e demonstra todo seu amor por ela. Na verdade é  que um dia nós todos tivemos um pouco do Holden, quando adolescentes. Quem nunca teve insegurança, e medo do futuro? Quem nunca ficou em cima do muro? Porém, quando li a ultima frase do livro fiquei com um sentimento de esperança, com um sorriso nos lábios, acho que já esbarrei com ele por aí, em algum lugar. O fim é vago, parece que vai vir muitas e muitas páginas adiante. Valeu Holden, por me lembrar de como é difícil ser adolescente, (que um dia também fui) mesmo com toda a insegurança que o mundo nos oferece, um dia a gente cresce e tudo muda Todas as mudanças do  nosso ser e da nossa vida nos tornam mais fortes e quem sabe preparados para o futuro. 


"Pra dizer a verdade, eu estava a ponto de chorar de tão feliz que me sentia. É que ela estava tão bonita, do jeito que passava rodando e rodando, de casaco azul e tudo. Puxa, só  agente estando lá para ver."

 
 Beijos enormes!
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Livro: O Segundo Suspiro


A História-  Philippe Pozzo di Borgo era um executivo de sucesso e herdeiro de duas tradicionais famílias francesas. Porém em 1993 sua vida sofre uma reviravolta dramática quando, após um acidente de parapente, ele fica tetraplégico. Na mesma época, sua mulher, Béatrice, enfrenta uma doença terminal. Em meio à dor, Pozzo di Borgo isola-se em sua luxuosa casa em Paris e passa a ter como acompanhante o argelino Abdel, genioso e desinibido com as mulheres — mas que, por trás de sua fachada temperamental, também sofre da solidão e da sensação de deslocamento.
Entre o aristocrata e seu “diabo guardião”, surge uma inesperada camaradagem que transforma suas vidas. Abdel introduz em seu cotidiano a aventura e o imprevisível, e Pozzo di Borgo descobre que, mesmo nas mais adversas das condições, é possível cultivar um intenso apetite pela vida, voltar a amar e ser amado.

Bom, falar de livros sempre nos remete  lembranças boas e esse em especial me tocou profundamente. É acima de tudo um livro de superação, amor, rebeldia, adrenalina e também nos remete  situações difíceis enfrentadas por um tetraplégico. Ele é considerado um drama, porém entre as linhas também existe  a esperança de uma pessoa como as outras de parecer normal entre as dores, e o sofrimento, onde de uma hora para outra viu sua vida mudar radicalmente. É a mescla de tragédia com ironia. A sensibilidade é inerente ao leitor, ele é puro e sincero. A história é linda! A história de vida é comovente. Várias vezes me peguei com água nos olhos por um momento em que ele, Philippe passava por um momento radicalmente insatisfatório para não falar uma palavra mais forte.  Eu não aguentaria tudo como ele soube com maestria enfrentar a vida e dar a volta por cima (radicalmente) nessa história toda. A história é  forte e bela, porém se perde entre o fraco desenvolvimento. Imagino que isso tudo tenha um sentido, talvez ele queria que a sua história fosse realmente verdadeira, nada de fantasias ou inevitáveis lágrimas. O que é mais importante ele tinha, sua história, e ninguém poderia mudar cada linha, palavra e sentido, principalmente o amor por Béatrice. A tetraplegia é forte, dolorosa, brutal, não há como definir essa palavra, mas também pode ser doce, cheia de caminhos floridos, onde podemos passar dependendo do olhar daquele que a adquiri. 

" No hospital, eu descobri a miséria da dor, a solidão dos estrupiados, a exclusão dos velhos, dos não produtivos, a perda da inocência de tantos jovens. Até que o acidente me fizesse entrever a imensidão desse sofrimento, eu estava protegido dele! Alguns jovens passam um ano nesse tipo de clínica. Não têm televisão, rádio nem visitas. Eles se escondem para chorar suas aflições, suas culpas o sentimento de uma extrema injustiça." ( Página 100)


"Ele é insuportável, vaiodoso, orgulhoso, brutal, inconstante e humano. Sem ele, eu estaria morto por decomposição. Abdel cuidou de mim sem cessar, como se eu fosse um bebê de colo. Atento ao menor sinal, presente em todas as minhas ausências, ele me liberou quando fiquei preso, me protegeu quando eu estava fraco. Ele me fez rir quando eu não aguentava mais. Ele é meu diabo guardião." (página 108)

Eu termino esse post com uma frase do livro; 

Eles são anjos.


Beijo grande! 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Aproveita o feriado e vai ler um livro - "Na minha cadeira ou na tua?"



Sabe aquele livro que você começa a ler e a vontade de saber o fim é imensa, então esse é um deles. Você ri, chora, e dá gargalhada junto com a autora. É um livro leve que revela os pensamentos e a vida de uma menina de 19 anos, onde uma doença colocou a cadeira de rodas no caminho da sua vida. (realidade de muitos jovens no nosso Brasil seja por alguma doença ou acidente). Sem esconder a vontade de desistir, este relato autobiográfico traz humor e esperança das situações difíceis e também não poderia faltar à tragédia, como parte da vida de uma cadeirante, pois só quem senta em cima dessas rodas sabe realmente o que a realidade. Não tem palavras para explicar os sentimentos que passam por nossa cabeça, alegria, tristeza tudo ao mesmo tempo, mas nós seres humanos somos pessoas adaptáveis e adaptar a nova realidade é o começo. Juliana Carvalho, com muito humor conta os desafios do dia-a-dia.  Sem falar das "Las Turbinadas" (risos) Ela também conta seus amores e desamores. Recomendo muito esse livro, seja cadeirante ou não, pois na vida temos que seguir um caminho, não importa se seja fácil ou difícil o importante é percorrer até conseguir os nossos sonhos.

Como ela mesma relata no livro, Juliana Carvalho passou cinco anos da sua vida "assexuada" e foi no Sarah que conheceu o primeiro parceiro pós-lesão. Desde 2001 ela está em uma cadeira de rodas. "Eu vivi relações antes e depois de estar numa cadeira de rodas. O curioso é que, depois da lesão, tive um dos melhores orgasmos da minha vida. Tem muita mulher que anda, e nunca soube o que é isso. Mesmo com limitações, o tesão é o mesmo, a capacidade de dar e receber prazer também", assegura.

"Fazia sete meses que minha vida tinha dado uma grande virada. Da água pro rum. Sete meses que eu não caminhava, não jogava futebol, não tomava uma cerveja. Sempre acreditei que ficaria boa. Precisava acreditar nisso, e essa esperança vai morrer comigo. Foi ela que me manteve viva. 
Eu sabia que tinha uma grande guerra pela frente, mas valorizava muito as batalhas vencidas. Era engraçado está ciente de tudo o que tinha passado, como se eu fosse uma criança, só que com plena consciência das minhas limitações. Lembro que com poucos meses antes eu não conseguia nem escovar os dentes ou abrir um zíper.
Após muita reflexão, descobri que era possível sobreviver a essa experiência colocando em prática o sábio trio: fé, paciência e perseverança. “Fé, porque se acreditarmos, a coisa acontece; paciência, porque depender dos outros é um grande desafio, lesão medular é escola de humildade; e perseverança porque nada cai do céu, e o esforço, por mais demorado que seja, traz a recompensa.”

Espero que gostem! 
Beijo grande!