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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vida Sexual do Cadeirante



Oiii Gente!


Bom quem não sabe eu tive uma participação pequena em uma matéria no Portal IG sobre a Sexualidade do cadeirante! A matéria é bem interessante e fala sobre as nossas experiência no mundo da sexualidade. Quem quiser ler fique a vontade! Vou deixar o link aqui: Cadeirantes Derrubam Mitos Sobre a Sexualidade


Uhuuu! É nós em tudo que é lado!

Beijão! ;)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A gente não quer só comida! (A gente também quer fazer amor)

Adaptações, adaptações e adaptações! Ah, essa palavra que vira o cotidiano da gente, que significa mais liberdade para uma pessoa com alguma deficiência ou locomoção reduzida. Estamos sempre precisando nos adaptar mesmo sem querer e perceber. E hoje em dia quem não precisa de alguma adaptação nesse mundo maluco, corrido e cheio de coisas pra fazer. Vou contar a vocês um fato real, que aconteceu faz um tempinho. Bom, eu tive um namorado que não posso reclamar, ele topava tudo, e não reclamava de nada em se tratando da minha deficiência, eu sei que você deve tá pensando, quem está com você deve e tem o dever de te aceitar como você é. Bom, mas não é assim que as coisas funcionam. Vamos ao fato, sabe como é quando começa  namorar e depois de algum tempo as coisas vão ficando "quentes", é  gente, não é diferente com deficiente viu. Para com essa ideia retrógrada. Todo mundo que ama e consequentemente faz sexo, amor, transa, seja lá que palavra você usa, mas o significado é o mesmo. E vocês sabem como é a família, então imagina em se tratando de um deficiente, super, hiper, mega protetores, claro que com o tempo as coisas melhoram e você tem que mostrar que é capaz, assim irão confiar mais em você. Infelizmente, ainda é assim que as coisas funcionam. Mas voltando ao assunto, depois de um tempo, não adianta protelar vocês irão fazer e tem que ser um lugar legal, tranquilo e tal. (risos) Então a gente foi num motel, tá, foram alguns até a família liberar. (risos)  Um deles a porta do banheiro era tão estreita, que claro que a cadeira não entrou. Como ele era um super herói que salva a cadeirante em apuros, e também era um cara prevenido, ele tinha chaves no carro... O que ele fez? É, isso que você está pensado sim,  tirou a porta do lugar e a minha super cadeira entrou no banheiro. E para piorar a situação existia  um degrau, então ele usou a porta como rampa como vocês estão vendo aí na foto. Ele colocou um travesseiro debaixo da porta para sustentar e assim a rampa foi feita. Infelizmente aqui no Sul é bem raro motéis que tenham suítes adaptadas. Liguei para alguns, mas nada... Alguns não tem degraus e as portas são um pouco mais largas. Claro que meu ex namorado é andante. Agora, pensam comigo, se fossem dois cadeirantes, (Isso me lembra alguma coisa... hehehe), ou um muletante e cadeirante. Como todo mundo por aí, a gente ama, transa. Isso que eu uso uma cadeira número 38 e se a cadeira for maior. As pessoas tem que perceber que existem várias possibilidades e o direito de ir e vir é de todos. Por isso que alguns cadeirantes nem saem de casa para evitar dor de cabeça, saindo você vai enfrentar problemas e as outras pessoas irão perceber que precisam mudar sua atitude e até o lugar para que você e outros deficientes também possam ser recebidos como qualquer outra pessoa. Só precisamos de um pouco de vontade e alguns ajustes. Porque o direito de amar também é de todos!


Aqui tem uma listinha de alguns motéis adaptados, quem souber mais algum, favor deixar nos comentários. Assim podemos atualizar essa listinha!

Para visualizar, clique aqui.

Beijos enormes!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

A sexualidade dos Cadeirantes!





Ser deficiente físico não é fácil, sempre existe dúvidas quanto a nossa realidade de estar sentado em uma cadeira de rodas. Como é isso? Como é aquilo? E lá vão perguntas que nunca acabamos de responder durante a nossa vida inteira. Não estou criticando, sei que o ser humano é curioso e acho válido de querer saber como é, assim construiremos um mundo quem sabe, com menos preconceito e mais aceitação entre as pessoas diferentes. Uma das coisas que mais nos perguntam de como é? É, estou falando nisso mesmo. Como se faz? Como é? Às vezes dá vontade de responder: - Bom a gente começa desabotoando a camisa e.... Claro, que não vou colocar detalhe aqui, mas que dá vontade, isso dá. O sexo é um tabu, imagina então, em se tratando de pessoas com alguma limitação física, mas estamos aqui para desmistificar a vida sexual do cadeirante.O sexo está sempre relacionado a cintura, bunda, pernas, então, as pessoas imaginam que como temos déficit nesses requisitos, a vida sexual não faz parte do nosso cotidiano. É bom lembrar que as pessoas em cadeiras de rodas são iguais a você em quase tudo, a única diferença é a mobilidade. Os sentimentos, as conversas, os interesses são iguais. Há algum tempo atrás acreditava- se que o deficiente era um ser assexuado. Você pode ser frígida, não sentir tesão, ter impotência, mas chegar pensar que somos assexuados está totalmente fora de questão. Sinto muito informar, mas temos vida sexual sim e de muita qualidade, eu garanto. (risos) Geralmente a família protege demais o deficiente, assim atrapalhando a vida sexual e afetiva do mesmo. Aceitar que nós, deficientes temos o direito de amar, que como qualquer pessoa precisamos de afeto, autonomia é o primeiro passo para nos tornar independentes sexualmente.  Vou falar aqui como mulher e cadeirante e com as minhas experiências. (risos) Como nós cadeirantes temos pouca sensibilidade da cintura pra baixo, muitas pessoas imaginam que não sentimos prazer. Claro, que cada pessoa é única, mas de modo geral as cadeirantes sentem prazer, orgasmo, igual a qualquer mulher, só que o jeito de chegar lá é um pouco diferente. Mas você vai me perguntar: Como é isso? Vamos por partes pra ficar com mais suspense. (risos) A principal diferença está na maneira de sentir prazer, uma vez que as zonas erógenas, responsáveis
pelo prazer não estão mais ligadas á parte genital. Um beijo mais "quente", ou toque em uma parte não convencional, pode se tornar mais excitante que o habitual. O cadeirante explora mais os sentidos, e o estímulo visual ganha mais atenção.  O prazer está diretamente ligado ao cérebro,  então é válido explorar a imaginação. Se você sente tesão em imaginar que está em uma praia deserta com o seu amor, vai em frente.  E tem mais, o orgasmo é uma função cerebral. Segundo a sexóloga Laura Müller:  "No cérebro  há o que se chama de centros de prazer: diversos núcleos onde se concentram as células nervosas responsáveis pelo prazer." Ou seja, é possível ter orgasmo sem sentir nada da cintura pra baixo. Alguns movimentos estão perdidos, mas mesmo assim podemos explorar de outros jeitos. Arrancamos algumas páginas do Kama Sutra e reinventamos outras, pode até não acertar na primeira tentativa, mas com jeito tudo se ajeita. Outra preocupação que as cadeirantes enfrentam é a questão fisiológica, esvaziar a bexiga antes da relação para não correr o risco de vazar, para elas isso é  primordial. O preconceito é nato do ser humano, quando uma parte do casal não é deficiente, os andantes são vistos como heróis, corajosos por "assumir" uma grande responsabilidade. Quando, isso é uma grande bobagem, já que ninguém está à procura de um enfermeiro, e sim de namorados. E o que todo mundo quer é carinho, prazer e amor. Então, relaxa e curte o momento! E você  vai me perguntar: Como fica a vida sexual depois de uma lesão medular? Eu respondo - Ela continua...

Beijo Grande!


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O poder da mulher deficiente...



Vamos lá, um momento complicado na nossa vida depois de um acidente ou então quem nasceu com uma deficiência (defeito de fábrica rs) Olha eu aiiii... hehe... é a retomada à vida sexual, sei que esse assunto remete medo, dúvidas e ainda é um tabu para algumas pessoas... Existe ainda, quem acredita que um cadeirante seja assexuado (que não pensam em sexo, que não tem  libido, excitação) As mulheres deficientes físicas, como todas as mulheres, conseguem melhor do que os homens unir o amor ao sexo, e o resultado disso que o amor se torna paixão e o sexo erotismo.
A mulher sem problemas com a  sua sexualidade realiza  a fantasia masculina de ter várias mulheres em uma mulher só....
Mais para isso se concretizar, ela tem que aceitar a sua deficiência, gostando do seu corpo do jeito que ele é, se aceitando e acreditando que mesmo com um corpo fora dos padrões, ela pode ser sexy, desejada e amada como qualquer mulher “normal”...
Ela pode descobrir novas formas de dar e receber prazer.. A mulher entende mais a linguagem do seu corpo sabe desfrutar do prazer, e tem como seu órgão principal a pele, e olha como elas cuidam da mesma... (haja creme  hidratante)
É claro que enfrentam alguns problemas, é o maior deles são os homens, inseguros, ciumentos, machistas, pouco sensíveis... Fazer o que? Acredito que Deus estava certo em fazer homens e mulheres oposto uns dos outros, já imaginou seres iguaizinhos? Seria um tédio...

As mulheres ainda têm mais uma vantagem, o sexto sentido, nós sabemos o momento certo de atacar... rsrrs
Uma mulher que se aceita, gosta do seu corpo do jeito que ele se apresenta, terá uma vida sexual saudável e mostrando ao seu parceiro deficiente ou não que eles podem tudo...
Mesmo deficientes somos poderosas, conseguimos tudo o que quisermos, é só uma questão de prática.. srsrs Temos o poder em nossas mãos, não é porque você é deficiente que não pode... hehe
Então se liberte! Tire essa mulher dentro de você, arrase, ouse, experimente... 

O amor é maior que um corpo torto, uma cadeira de rodas, muletas, ele  vai além de apenas uma aparência... Ele está em cada toque, cada olhar, então entregue-se a essa sintonia e seja feliz!!!! 

Bom fim de semana!!!!
Beijos Muletantes!!!! =] 

sábado, 17 de abril de 2010

A Revolução Sexual Sobre Rodas


 Ainda falando sobre a sexualidade do deficiente físico, hoje estava mexendo em uns livros, e encontrei esse livro do Fabiano Puhlmann, "A Revolução Sexual Sobre Rodas", me lembrei que tinha lido ele, já faz uns dois anos, mais vou reler, sempre é bom...


Mais falando do livro, o mesmo é muito bom pra quem teve um acidente recente, pois não trata só da vida sexual de um deficiente, e sim da vida em si. Ensina como voltar a viver, a gostar de si mesmo, voltar a ter relacionamentos não só amorosos, mais relacionamentos com as pessoas. Voltar a viver em uma sociedade. Ter uma vida mais normal possível, só que agora em uma cadeira de rodas. Encarar a vida de frente, sem as angustias ou medos que a deficiência trás...
Voltar a ser independente!
Sugiro, não só os deficientes, mas todas as pessoas deviam ler esse livro, é muito interessante.
Como o subtítulo do livro diz, "Conquistando o Afeto e a Autonomia", esse livro realmente me ajudou bastante. Sei que não tive nenhum acidente, mais ter uma doença também tem seus deslizes... rsrsr


" O deficiente físico não tem que se isolar do mundo como um eremita, ele tem que viver no meio do mundo, rodeado de gente, envolvido e apaixonado. A maior de todas as limitações, seja de pessoas "normais", seja de deficientes físicos, é a ignorância, a alienação, o preconceito e a impotência para acreditar no amor." (Fabiano Puhlmann)

Espero que gostem da dica!!!!
Bom Fim de Semana!!!
Aproveitem bastante!!!!!
Beijos Muletantes!!!
=]

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Falando Naquilo!!!

Ontem, no blog do Jairo, (Assim como você), tem um post muito interessante sobre "Sexo dos Cadeirantes" com o título "Tô na viznha, já volto", se puderem ler, vale muito a pena!!!
E acho que hoje ou amanhã na novela "Viver a Vida", finalmente vai acontecer a tão esperada  transa de Miguel e Luciana, é isso mesmo vamos quebrar alguns mitos e tabus  criados pela sociedade que somos assexuados...  E aquelas perguntas que eu não sei de onde vem...
É verdade você também faz sexo? E como é que é?
Igual como você faz!!! rrsr
Tem horas que a gente perde a paciência né?
Hoje resolvi postar algo sobre a sexualidade dos defcientes, já que não tinha abordado o assunto.

Então aqui vai um texto  interessante falando um pouco da Sexualidade dos Deficientes físicos, espero que vocês curtam...

 
Sexo sobre rodas


Toda mulher tem alguma parte do corpo que gostaria de mudar, seja uma gordurinha extra, um nariz longo ou um cabelo armado. De qualquer forma, existem algumas coisas que não podem ser mudadas com tanta facilidade, como uma paralisia ou a falta de um membro do corpo.
A vaidade pode ser um ponto comum entre elas, mas as semelhanças não param por aí. A sexualidade também está na lista. Deficiência não é sinônimo de impotência, é apenas uma forma de desenvolver novos métodos para sentir o prazer.
A psicóloga e consultora de órgãos públicos e ONGs, Ana Rita de Paula, parou de andar aos oito anos por conta de uma síndrome neurológica progressiva. Hoje, ela não come nem escreve sozinha, mas isso não a impede de ter relações. "Meu namorado é negro e eu sou tetraplégica. Ambos enfrentamos preconceitos e isso nos uniu ainda mais. Estamos juntos há 26 anos e nenhum tipo de deficiência pode afetar o desempenho sexual da mulher, desde que ela se sinta desejada."


O psicólogo e especialista em sexualidade humana Fabiano Puhlmann Di Girolamo, explica que apenas pessoas que possuem algum tipo de lesão na medula correm o risco de perder a sensibilidade. Mesmo assim, essas pessoas ainda possuem outros sistemas (simpático e parassimpático) que permitem algum tipo de sensação como o calor do corpo ou arrepios. Além disso, a mulher ainda é capaz de seduzir e ter filhos.
Uma das pacientes de Puhlmann, por exemplo, é uma mulher tetraplégica, ou seja, que não possui movimento nos quatro membros, mas trabalha, estuda, se apaixonou e vai dar a luz a gêmeos nos próximos meses.
Diferente do tetraplégico ou paraplégico, uma pessoa que sofre algum tipo de amputação, possui paralisia cerebral, osteogenese imperfecta (ossos quebradiços) ou outros problemas, não perde a sensibilidade. Nesse caso, a questão maior que se enfrenta é o preconceito.
Quebrar esse obstáculo é a principal barreira que qualquer pessoa com alguma deficiência carrega. "Eles vêm aqui querendo ser ouvidos, eu ouço, mas sem pena. Precisam ter força e se levantar, temos que trabalhar a auto-estima", completa o especialista.
A vereadora (SP) Mara Gabrilli, 39 anos, sofreu um acidente, em 1994, que a deixou paraplégica. Há sete anos fez um ensaio sensual para a revista Trip e namora há cinco. "Logo após o acidente, uma das coisas que questionei foi em relação à sexualidade, sobre o que ia sentir e a intensidade. Eu estava com medo, mas tudo seguiu bem", conta Mara, que teve a sensibilidade aumentada na parte interna do órgão genital e diminuída na parte externa.


O sexo feminino deve estar atento aos seus pontos erógenos, que variam de pessoa para pessoa. De acordo com o especialista em sexualidade da AACD, Marcelo Ares, aquelas que sofreram lesão medular perdem parcial ou totalmente a sensibilidade dos órgãos genitais, podendo atingir o chamado paraorgasmo, uma sensação de prazer que não chega a ter todas as propriedades de um orgasmo. Para isso, ela deve descobrir áreas do corpo que antes não eram tão exploradas, como os mamilos, por exemplo.
Já o homem possui uma sexualidade focada no órgão genital. Apesar da possibilidade de manter a ereção presente quando sofre de alguma paralisia, ele perde o controle da ejaculação. Quando a lesão é incompleta, é possível que ele consiga ejacular normalmente através da relação sexual ou estimulado por procedimentos mecânicos. Em homens que tiveram lesão completa, um número pequeno (de 1% a 5%) pode conseguir ejacular.

Fonte: Bengala Legal

Beijos!!! =]