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terça-feira, 8 de outubro de 2019

É tempo de ter tempo


Hoje em dia somos bombardeados com milhões de informações por minutos. O tempo passa rápido demais e reclamamos muito pela falta de  ter tempo. A gente está sempre envolvido num projeto novo, querendo salvar o mundo, e muitas vezes esquecemos de nos salvar primeiro.
É tempo de respirar fundo, se conectar consigo mesmo e tirar mais de cinco minutinhos para olhar para o nada, para a vida e ter um sorriso tímido no rosto.
É tempo de sentir gratidão por todas as coisas que acontece ao nosso redor, só o fato de poder respirar, poder olhar o por do sol, imensidão melhor não há.
É tempo de ter tempo para sentar em um dia chuvoso com um livro nas mãos e poder saboreá-lo por cada palavra lida.


O tempo é certeiro, o tempo é amigo, mas também é passageiro.
O tempo nos traz novos amores, novos momentos, novas vivências e assim vamos aprendendo ser mais a gente mesmo. 
O tempo nos faz recomeçar todo dia, e ao mesmo tempo saber que ainda podemos ser o que a gente quiser. Como a gente quiser. se reinvente, reinicie, compartilhe o que você acredita.
Essa frase é tão clichê e eu tento aprender com ela: Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Como diz aquela música do Renato, não temos o tempo que passou, mas temos todo tempo do mundo. Aproveite o seu "todo tempo do mundo."
Inspire-se. 


O tempo nos faz olhar o mundo de um jeito diferente.
O tempo deixa saudades do que vivemos, mas ao mesmo tempo olhamos para o futuro, queremos viver tudo, e temos a obrigação de nos permitir. Abra as janelas, deixe o sol entrar, abra janelas diferentes, pois você tem mais chance de encontrar. 
Ah, tempo! Seja calmo, sereno, traga os melhores momentos, as melhores pessoas e faça que aprendemos te respeitar sem pressa, apenas curtindo o momento presente.

Tempo, tempo, tempo é hora de ter tempo, pra você e pra mim. Não seja ansiosa com o tempo, ele sabe de todas as coisas e e vai revelando aos pouquinhos, um pouco hoje, outro amanhã e você saberá que o tempo passou e o recomeço aconteceu. Recomece todo dia, seja mais feliz, ame mais, ria mais, e se entregue, de verdade. 

Beijo grande! 

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Sem Palavras

Oi gente!




Hoje o cursor estava teimoso, escrevi muitos começos de textos e nenhum fez sentido. Existem dias que a gente está mais assim, um pouco ausente do mundo, das palavras. Eu sei que isso não faz sentido para alguém que escreve. Estava pensando a semana inteira em que tema eu iria abordar. Anotei algumas coisas no meu caderninho particular e ao folheá-lo encontrei palavras antigas, frases soltas e nenhuma teve algum significado, ou uma corrente sucessiva de palavras que surgiriam dentro de mim. Nada. Branco. Vazio.

Sabe, pode faltar tudo em uma vida, a tinta da caneta, a borracha que terminou, a ponta do lápis que se quebrou, o caderno acabou, o livro que foi trocado, doado, apenas não pode faltar: palavras. Sem palavras não podemos nos comunicar seja por língua de sinais, mensagem de texto, e-mail ou no olho a olho onde transmitimos cada palavra que sai pela nossa boca. As palavras são essenciais na nossa vida, pois sem comunicação como iriamos viver. Já pensou nisso? Inimaginável.

Sem palavras para transmitir o que você sente por alguém, sem palavras para sorrir e falar bom dia para o porteiro. Sem palavras para explicar a teoria das estrelas e de como elas estão lá no céu para a gente admirar. Sem palavras para falar eu te amo para o grande amor da sua vida. Sem palavras para agradecer aos seus pais tudo o que fizeram por você até agora. Sem palavras para poder escrever um bilhete agradecendo alguém por alguma coisa legal que ela fez por você. Sem palavras para responder um e-mail do seu amigo de longe que está com saudades. Sem palavras para escrever tudo isso, seria impossível.

Nunca fique sem palavras para o amor e a dor, a aventura e a paixão, a música e a dança, o certo e o errado, o tudo e o nada, o perfeito e o imperfeito, para a vida e tudo de bonito que nos rodeia. Isso tudo aqui é tão breve, a vida é um sopro e quando a gente vê, já passou. Não guarde magoa ou rancor, seja feliz do jeito estranho que você é. Ficar sem palavras na vida, então, que seja por emoção.

Beijo grande!

PS: Fotografia do arquivo pessoal.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Muitas felicidades


A felicidade a gente não chama, nem acerta, ela vem, desavisada, desajeitava e se manifesta de vários e imensos sentidos. Você pode e deve ser feliz. Sempre. Não importa o quanto isso custe, ou as circunstâncias que devemos caminhar até ela. Claro que não somos felizes 100% na vida, temos vários sentimentos e emoções que quase sempre atrapalham esse caminho. Mas sabe de uma coisa?Tente ver a vida com outros olhos, se veja em outra pessoa, com outra vida, isso sempre ajuda a entender o mundo  que nos rodeiam com um olhar melhor. Um olhar para o outro e para o mundo.

Felicidade não é destino, mas sim ter a certeza que a vida pode ser melhor depois de algumas escolhas bem feitas. Felicidade é ser você e se entender do jeito que você é. É aceitar todos os nossos defeitos e as possíveis qualidades dentro de nós. Felicidade é se amar e fazer tudo que é possível para entender que além de você existe outras tantas pessoas nesse mundo com os mesmos medos, as mesmas angustias, mas o coração aberto para novas possibilidades.

Felicidade é ser a sua melhor companhia em uma segunda-feira ensolarada. É saber olhar para o mundo de uma forma diferente. Felicidade é assistir um show da sua banda favorita, é ouvir aquela música dentro do carro enquanto você dirige em uma fila que não anda. Felicidade é ter sua independência, mesmo sentada em uma cadeira de rodas, é poder fazer o máximo de coisas sozinha. Felicidade é poder realizar aquele sonho que você um dia achou inalcançável.

Felicidade é ter uma família, é ter amigos, mesmo que poucos. Felicidade é ver o riso de uma criança e também rir junto. Felicidade é poder dançar depois de um dia cansativo e estressante, mesmo que seja na sala da sua casa. Felicidade é poder abraçar e tomar um café quente em um dia frio. Felicidade é poder ouvir: Eu Te Amo do amor da sua vida. Felicidade é encontrar com aquela pessoa que mudará sua vida para sempre. Felicidade mesmo é poder retribuir em pequenos gestos tudo o que você recebeu. Felicidade é sentir emoção com as pequenas coisas da vida. Felicidade é tudo isso e muito mais. É retribuir, é oferecer, é ouvir, falar, andar (da melhor maneira que puder), é sentir e acima de tudo é amar.

Beijo grande!

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Liberdade


O que é liberdade para você? Essa palavra pode ter vários significados dependendo da perspectiva de cada um. Para algumas pessoas liberdade significa viajar sozinho, conhecer o mundo ou até conseguir sua  independência financeira. Para outros é algo mais simples como poder atravessar uma rua sozinho, ou então ficar sozinho na vida.  Nós seres humanos almejamos a tão sonhada liberdade, no entanto somos pessoas indecisas. Nada está bom a qualquer momento. Estamos sempre reclamando da inflação, da vida, dos juros ou até do nosso vizinho que coloca uma música alta. Deixa ele ser feliz, aproveita e dança também. 

Uma coisa bem legal nessa vida que não importa a nossa situação somos livres para fazer o que bem entendemos. Tá, algumas coisas não podemos fazer em público, porém o resto é de boa. Podemos ser o que  queremos ser. Sonhar, amar, fazer amizades, trabalhar, ir ao cinema em uma sexta- feira cinzenta, viajar, sair do nossa área de conforto, pois a vida está lá fora entre o sol brilhante e as árvores reluzentes. A liberdade é um caminho sem fim. A gente se prende a tanta coisa material, que não faz bem ao coração e a nós mesmos. A liberdade está dentro da gente. 


Liberdade é poder ser você onde e como quiser. Liberdade é não seguir padrões. Liberdade é poder ir e vir, é ter acesso para todas as pessoas em todos os lugares. Liberdade é não se apegar a bem  material. É olhar para um arranhão em sua cadeira e pensar: é só um arranhão. Liberdade é aceitar suas rodas, bengalas, muletas, aparelhos. Liberdade é se aceitar, do jeito que você é. Liberdade é poder ser diferente. Liberdade é aceitar os arranhões da vida. Liberdade é saber que nada dura para sempre e temos que nos acostumar com a inconstância da vida.  Liberdade é poder escolher quem você quiser ser. Liberdade é não sermos  julgadores. Liberdade é acreditar. Liberdade é poder expressar suas opiniões. Liberdade é ter as pessoas que amamos ao nosso lado. Liberdade é saber que nada é perfeito, o imperfeito também pode ser uma coisa legal. Liberdade é ser você, pois outra coisa, não vale a pena.

Beijo grande! 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O Tempo

Fotografia autoral. @tuiguevzn

Você já pensou em voltar o tempo? Tenho certeza que sim, muitas vezes. A gente sempre pensa que faz burrada e na verdade não é, são apenas ensinamentos que lá na frente tudo vai fazer sentido. Tenha certeza disso. Se pudesse voltar no tempo e encontrasse com você aos 18 anos, qual conselho se daria? Eu sei que pode parecer louco, só pense um pouco e reflita comigo.

Um dos meus conselhos é aproveite a melhor forma do seu corpo, ele é seu e uma máquina maravilhosa, suba todas as escadas possíveis, pule, dance, corra, faça exercícios, após alguns anos seus joelhos não serão mais os mesmos. Você vai sentir falta disso. Não antecipe sofrimentos, só irá te trazer rugas e você vai querer chegar bem aos quarenta. Chore o menos que puder, sorria mais, só ajudará na sua autoestima.

Não se importe tanto com o que as pessoas falam. Você é linda do seu jeito. Não siga padrões, seja o mais autentica que puder. Não sofra pelos outros. Decepções irão chegar aos montes, faz parte da vida, dos relacionamentos, sejam eles amorosos ou não, e poupar energia irá te ajudar muito a lidar com os problemas que virão. Ouça o maior número de ritmos que puder, selecione e depois as que não gostar, não ouça nunca mais, ninguém é obrigado a ouvir o que não quer. Ouça Rock’n roll no último volume, é libertador!

Tente não combinar sua roupa pelo menos um dia, saia do trivial, use meias coloridas, use roxo com rosa pink e saia feliz da vida pelas avenidas movimentadas. Às vezes os sapatos não combinam com a sua roupa, mas a vida combina com você. Não alimente relacionamentos destrutivos, ou relacionamentos que a gente “empurra com a barriga”. Lembre-se que tem coisas que não são feitas para dar certo. Ofereça algumas chances para você mesma.


Estude, aprenda algo que lhe de prazer, se esforce para tentar ser a melhor naquilo que você gosta, trabalhe duro. Sua primeira graduação não vai determinar o curso da sua vida e muito menos a carreira que você irá seguir. Leia mais, muito mais, o máximo que puder, isso ajudará muito na sua percepção com o mundo e com as outras pessoas. Tome café e nunca se esqueça de comer alguma sobremesa de vez em quando. E por último, mas não menos importante cuide muito de você, da sua saúde, dos seus relacionamentos e principalmente de quem você acredita que é. Ah, se não puder voltar aos 18 anos, comece agora mesmo: nunca é tarde para recomeçar.

Beijo grande! ;)

terça-feira, 2 de maio de 2017

Não me abandone


Oi gente!


Faz muito tempo que não posto nada no blog. Não é má vontade, não.O blog está ficando muito cansativo só com os textos, quero diversificar mais, colocar rumos diferentes por aqui. Claro que os textos românticos não vão parar definitivamente, porém acho que ele precisa de uma nova perspectiva. Para quem não sabe ainda estou escrevendo para o jornal e um site aqui da minha cidade e também estou no ultimo ano da faculdade. Estou fazendo o temido TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e também comecei a fazer trabalhos de faculdade para outras pessoas, o tempo está meio reduzido, e não posso deixar de ver meus filmes prediletos! (risos)

Ano que vem tudo estará mais calmo, e por enquanto vou tentar diversificar meus posts. Vai ACONTECER de forma lenta e gradual. Espero que vocês gostem! Quem quiser opinar sobre qual post quer ver por aqui, eu agradeço! Aceito critica, sugestões, qualquer forma de expressão e ajuda é bem vinda aqui. Mudar é algo bom, nos faz crescer e o blog está precisando de um "up"


Ps: Também quero agradecer o acesso do blog, mesmo com a minha ausência os acessos tem aumentado muito. Vocês não tem noção do que isso significa para a lesada que vos escreve! :))))

Beijos enormes.


domingo, 12 de junho de 2016

Viva o amor!


Oi gente!


Saudade de escrever para vocês!

Como hoje é o dia dos namorados eu queria escrever algo bonito e postar aqui no blog, já que quase abandonei-o: cá estou!

Como eu sempre acredito no amor e na força que ele tem para mover a vida e nossas paixões, até mesmo aquelas escondidas. O amor pode não bater na porta na hora exata, mas se ele apareceu é porque temos que vive-lo não é mesmo?  Já pensou se tiver hora marcada para o amor aparecer? Seria chato demais. Todos nós vivemos em um movimento que se chama paixão, temos paixão por música, séries (até demais rs) filmes, time de futebol, pela nossa família, pelo emprego que lutamos para conseguir, por escrever (mesmo que não seja lá grande coisa), isso nos move para o mundo, para a vida que sonhamos em viver.  Porém, ninguém nasceu para ficar sozinha a vida inteira. Temos que nos apaixonar por outra pessoa, sentir o barulho imenso que o outro vai causar no nosso mundinho tão tranquilo. Aquele que vai nos tirar da nossa área de conforto no qual estamos acostumados e ficamos acomodados ali - jogado num canto.

Você pode estar com a roupa mais difícil de decifrar pela combinação de cores que nem o Augustinho Carrara (personagem da Grande Família) ousaria em vestir. Toda suada correndo para manter a forma e de repente aquele cara de olhos verdes fala oi e tudo muda. O amor pode chegar cedo para alguns e com uma animação total, de casa limpa, roupas lavadas, com cabelos devidamente lavados e toda arrumadinha, com seu emprego novo e aquele quadro super maneiro que você comprou e colocou na sala. Isso não é uma questão de querer, pois se fosse assim todos os solteiros do universo nesse momento desejariam o amor e com um passe de mágica não existiria nenhum solteiro na face da terra.  Porém em alguns casos ele pode chegar tarde e você desiludida da vida, toda bagunçada e cheia de olheiras, e mesmo assim ser o mais incrível possível.  Ele pode passar despercebido, e quando se vê o amor já está na outra esquina.

O amor odeia momentos clichês, então não espere bombons e presentes. O amor é surpreendente, não tenha dúvida disso! Não existe pessoa certa ou errada, existem duas pessoas que almejam e querem de verdade fazer com que o amor funcione entre elas. Todos nós temos defeitos e qualidades, e se alguém amar mais o seus defeitos pode acreditar que é amor de verdade. Como eu escrevi em outro texto: o cara errado quase sempre é o mais legal de todos.
Seja paciente, amável e nunca julgue o outro sem saber o que ele tem a dizer pra você. Pois o amor não se encontra em qualquer esquina. Valorize da melhor e mais agradável forma que você puder.  O mais importante disso tudo seja feliz solteira ou namorando - comemore.  Acredite sempre, pois o amor é a força que move nossas vidas.

Beijo enorme!


domingo, 17 de janeiro de 2016

Sete coisas que fiz em 2015

Oi gente!

Faz um tempinho que não escrevo nada exclusivamente para o blog. Quase sempre são textos já publicados no jornal. Não vou prometer, pois quem promete é politico, no entanto vou tentar postar algum texto, pelo menos um por mês exclusivo para vocês, meus leitores queridos.

Hoje só vou fazer uma avaliação de 2015

Voltei a fazer fisioterapia
Bom, foi uma das coisas mais importantes que aconteceu em 2015, e estou levando super a sério. No comecinho de 2016 fiz uma reavaliação e eu estou em déficit de três quilos de massa muscular, que com o tempo fui perdendo, também pela doença ser progressiva. A fisioterapia está me fazendo muito bem, estou me sentindo mais disposta, e além de tudo é super importante ter força para poder tocar a cadeira de rodas e a vida.

Participei de um Desfile de Moda Inclusiva 
Quem me acompanha nas redes sociais, viu as fotos circulando pelas redes. (risos)  Então participei do Terceiro Prêmio Sul Brasil de Moda Inclusiva que aconteceu em Florianópolis. Desfilei por duas estilistas: Janaina Marcelino e Thayná Knapp. Foi uma experiência incrível, não só pelas rodadas na passarela: como conheci histórias e mais histórias de pessoas, lesões diferentes, amadurecimento e muita troca de experiência. Isso que fez muito sentido na minha vida e pode-se dizer que depois do desfile tenho me tornado alguém muito melhor, como pessoa e também como cadeirante. Só sei uma coisa: foi muito válido cada troca de experiência e devo muito a todos que conheci nesse dia tão especial

Comecei a escrever para uma coluna de um jornal
Penso que essa foi uma das coisas mais importantes que aconteceu comigo em 2015. Foi um desafio e tanto e ainda está sendo. Pois eu escrevo não para um público especifico como no blog: pessoas com deficiências, interessados e simpatizantes. O jornal os textos são direcionados para todos os tipos de pessoas e eu ainda estou aprendendo a equilibrar cada palavra que sai desse teclado. Às vezes você pega um jornal e não quer saber dos políticos e nem dos problemas, da crise do país e muito menos dos ladroes. Você vai direto para a crônica. Um cotidiano simples, falando de amor ou da sua própria vida, das nossas pequenas falhas, dos sorrisos e dos elogios, dos emails guardados. Queremos sair um pouco do nosso cotidiano e ir para além. Eu acho que isso que nós, escritores ou quase escritores queremos. Que por um instante a pessoa se imagine em outro lugar, ou quem sabe se identifique com aquilo que ela leu.

Deixei meu cabelo crescer 
Bom, tá ai uma coisa que não consigo, é como as pessoas que tem vícios com chocolates que não conseguem ficar sem. Tá bom, só faz seis meses que não corto meu cabelo, mais até agora estou conseguindo. Eu adoro mudar, principalmente o cabelo: já tive todos os tipos cabelos magináveis e imagináveis. Vamos ver até onde consigo.

Voltei a ler mais
Ano passado consegui ler  dez livros, além os da faculdade. É pouco, mas se você pensar também estou em um nível bom. Esse ano até um kindle comprei para facilitar a leitura e vamos ver o que acontece! (PS: Já estou no terceiro livro, no entanto ainda estou de férias da faculdade, quando a mesma começar é outra história)

Tentei manter o peso
Uma coisa muito importante na vida de um(a) cadeirante. Não engordei, já é uma boa coisa.

Deixei de me cobrar tanto
Uma das coisas mais importantes nessa vida é não se estressar por pouca coisa, deixa a vida acontecer, e assim a gente aprende muito mais. Meu novo lema de vida!

Beijo Grande!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Que a força esteja com você

Oi genteee!

Comecei outra vez a fisioterapia,  o certo seria recomecei. Recomeços, refazer, reencontros, respirar e não reclamar. São tantos verbos com "Re" que fiquei um pouco confusa. No entanto, o importante é recomeçar, pois o que mais preciso ultimamente é força. Força nos braços, nas pernas, e principalmente no tronco, perdi um pouco de equilíbrio do mesmo, consideravelmente. Tenho me sentido um pouco fraca. Que no dicionário formal significa abatida, sem intensidade, com pouca consistência. Cada um avalia a palavra fraca do jeito que bem entender, somos livres para interpretar a nossa fraqueza da melhor forma que pudermos.  Mas, também podemos sentir  fraqueza de não poder levantar uma perna, pode-se dizer que a fraqueza também seja um sentimento. Eu sei que às vezes nós, seres humanos, nos sentimentos fracos como pessoas, mas o bom disso tudo é poder recomeçar. Todo mundo sabe que é clichê, porém os clichês também são necessários para nos tornarmos mais fortes.




 Vou recomeçar com a roda direita e logo estarei mais forte, de todas as maneiras possíveis, tangíveis. Preciso ficar assim e com aquele charme de levantar a perna direita até mais um bocado de anos. Tenho tantas coisas pra fazer, o estágio da faculdade começando, o blog aqui que tenho deixado um pouco de lado e preciso retomar os posts sobre deficiência. Desculpa gente, ás vezes o tempo passa tão depressa que quando piscamos os olhos já estamos em setembro novamente. Agora também tem o jornal, que preciso um texto mais elaborado, com temas que não seja só deficiência. Tem sido um desafio, no entanto estou gostando muito. Às vezes fico um pouco perdida, que tema escrever, o que abordar e como. No entanto, acho que as pessoas estão gostando, e isso é um ponto positivo. Ainda estou aprendendo a escrever e por em prática tudo o que penso, vejo e ouço por aí.

Alguns dias atrás estava sem nenhuma inspiração para escrever e fui lendo alguns textos do blog, antigos, e percebi como melhorei no ato de escrever, como cresci e como meus textos agora são menos confusos. (risos)
Penso que tudo isso vale muito, as nossas conquistas das nossas fraquezas. Quando desistimos de alguma coisa que sonhávamos muito naquele momento não estamos sendo fracos, pelo contrário, estamos sendo fortes em desistir de algo que queríamos muito. Mas, com o tempo aquele sonho ainda fica nos espinhando e a gente pode recomeçar tudo de novo, do zero. Isso sim, é ser forte, recomeçar todos os dias, mesmo que pareça impossível. A vida é um pouco isso, vivenciamos as impossibilidades, analisamos e depois realizamos.

Que a força sempre esteja com você.

Beijos enormes!

sábado, 15 de agosto de 2015

Agora eu escrevo

Sabe, pra falar a verdade já vivi muitas experiências de andante para cadeirante, nas entrelinhas dessas duas palavras também fui aparelhante e depois muletante. Escolhi cores para minha vida, nada de preto e branco, nada de fotos amareladas com o tempo. Eu vivi e vivo até hoje experiências incríveis, e até sou quase uma escritora.




É, vivo e sempre sigo para a frente impulsionando as minhas rodas, que já foram vermelhas e agora escolhi uma cor mais adulta, é, eu cresci ouvindo as pessoas falarem que eu não podia isso ou aquilo. E as palavras se repetiam na minha memória errante. Tadinha, coitada, doente, não pode nada.

Mas eu cresci de um modo desesperado, cresci e não sou mais aquela que um dia fui. Eu sou sim uma cadeirante e ainda tenho alguns medos, anseios, tristezas e alegrias, oscilações de humores, mais eu sou e sempre serei eu. Louca, maluca, doida, em morder a vida de um jeito quase que aflito.

Eu quero, sim quero é o meu verbo preferido ultimamente. Quero rodar mais, que os pneus não fiquem carecas tão rapidamente. Quero ter menos medo e mais coragem de enfrentar tantos desafios que aparecem na minha frente. Sei que preciso de muitas palavras como persistência. A vida nos mostra como somos capazes de enfrentar tantos momentos.

Não acreditava muito no meu potencial e de tanto colocar os meus momentos aqui, fui descoberta, sim eu escrevo pra você aí, e também escrevo pra nossa gente aqui. Escrevo para o senhor que está na beira da praia, escrevo para o jovem que sempre passa de bicicleta, escrevo para a dona de casa, e também escrevo para os companheiros de vida, de vida de rodas e suas dificuldades persistentes, entretanto com maestria modificam as dificuldades em facilidades para viver. Escrevo para a criança que está aprendendo a ler, escrevo para os que estão tomando o seu café. De cadeirante virei a escrever, virei algo que eu nunca imaginei na minha vida. Há cinco anos sou cadeirante e há cinco anos atropelo as palavras que passam pela caixa preta da minha memória.

Eu só quero uma coisa, ser a "escrevinte" de uma vida com mais brilho, ser mais vívida  nesse mundo. Que a crise vire crie. Crie arte, música, crie um planejamento, crie algo que te faça sorrir mais ainda.  E nesses cinco anos cresci e criei uma vida totalmente diferente. Crie, seja o autor da sua vida e que nada faça você desistir daquilo que realmente você goste de verdade.

Agora eu escrevo não só para mim, escrevo para você também!

sábado, 20 de junho de 2015

Peculiaridades e Deficiências!



Pra começo de conversa a deficiência sempre nos trás os prós e os contras e temos que aceitar como a gente é, isso realmente é um fato importante até mesmo para a aceitação da deficiência e também como ela se apresenta em nosso corpo. ! E cada um tem sua peculiaridade, seu jeitinho peculiar de ser, como o próprio nome já diz ter uma qualidade ou condição do que é peculiar; característica de alguém ou de algo que se distingue por traços particulares; originalidade, singularidade, particularidade. E nós deficientes quase sempre ganhamos nessa estância. Bom, talvez minha peculiaridade mesmo sentada nessa cadeira de rodas seja o fato de conseguir levantar um pouco a perna direita, já que tenho alguns movimentos guardados.





Felizmente por esse mundo afora existem muitos cadeirantes e cada um tem sua singularidade particular, tenho amigos por exemplo que mesmo muitos anos de cadeira não perderam a musculatura das pernas, (as pernas continuam grossinhas, iguais como quando andantes) Outras as pernas são tão fininhas (como as minhas) Alguns não tem nenhum desvio na coluna, ou em outra parte do corpo, sentados em uma cadeira normal passariam por andantes normalmente. Outros não precisam usar sondas ou remédios pra controlar o xixi, a esfíncter também foi preservada. Ainda existe os deficientes que não têm espasmos, já outros sofrem muito com os mesmos. 
   
E agora vamos aplaudir os sortudos que tem sua sensibilidade total preservada, pois é, isso é uma coisa que eu gostaria de ter ganho, porém como nem tudo são flores nessa vida de cadeirante, fiquei com cinquenta por cento da sensibilidade. Sentir é uma coisa muito importante para nós, cadeirantes e deficientes em geral, até me arriscaria escrever que não sentir é um fator sufocante, causa estranheza e perturbações nessa vida de lesada. Como já escrevi um dia a pior coisa é não sentir a vida e tudo o que acontece ao seu redor, aproveite o sol que queima a sua pele, o vento que sopra seus cabelos, até mesmo os pés gelados em um dia frio. 

Nesses pequenos exemplos vimos como uma deficiência pode ser diferente da outra, uma lesão pode afetar bastante em uma pessoa, e a mesma lesão pode surgir diferente em outra pessoa. Cada ser humano é cada ser humano, e nosso corpo pode ter reações diversas em uma única lesão. O importante nisso tudo é que apesar da nossa deficiência somos pessoas como qualquer uma, e isso vem mudando constantemente, as pessoas estão mais receptivas quanto a isso. Claro que as perguntas de sempre, surgirão, entretanto a informação é o melhor caminho para o "pré - conceito" Então peculiaridades faz parte do nosso cotidiano e ser um pouco diferente das outras pessoas pode ser mais legal do que pareça. Pense por um lado mais positivo e otimista, porém: A diferença é a primeira coisa que nos atrai.

Beijo grande! 

domingo, 14 de junho de 2015

Somente Amarei!

Olá Caro Leitor!

Eu queria escrever algo bacana sobre os dias dos namorados, mas como não estou muito nesse clima de romance. Entãoooo... Eu escrevi um texto, daqueles meus que vocês sabem, um pouco de romantismo não faz mal a ninguém, não é mesmo! Eu sei que estou atrasada, como sempre, mas acho válido demonstrar o amor de qualquer forma que seja.

"Eu sei que você chegará de uma forma que eu nem imagino como será. Não sei a cor dos seus olhos, nem o tom da  sua pele, nem a forma como você sorri e muito menos o tom da sua voz. Não sei se você é alto ou baixo, se virá de rodas ou de pernas, normais, mecânicas ou com muletas. Talvez eu nem te reconheça de cara, estabanada que sou. Eu sei que você virá, de algum jeito, talvez um pouco desajeitado, exagerado, simplesmente, calmamente. Você não se importará com nada, muito menos com as minhas rodas, e não fará aquelas perguntas de sempre, nossos gostos serão parecidos, você vai gostar de livros, de cafés, ouvirá Pearl Jam, e assistirá filmes de Almodóvar e os mais clichês possíveis. Talvez você seja um músico decepcionado, ou  um pintor que não deu certo, talvez trabalhe com informática ou seja um desenhista super bem sucedido. Você gostará da minha risada  escancarada e do meu jeito louca, doida, maluca de ser. Gostará do meu sorriso e até das minhas ideias super fantásticas. Escutará as minhas histórias mal sucedidas sobre escrever um livro, ou escrever para mim. Contarei sobre as dificuldades da minha vida de cadeira de rodas e também te ouvirei sobre seus problemas. Mas no fim de tudo, te amarei! Simplesmente."

Beijos!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Eu não danço, e daí?

                       

                                                          
Sabe, aquele dia que você levanta não  querendo ser  você,  e sim querendo ser outra pessoa.. Na verdade vou explicar direito, pois ficou confuso. Só queria levantar, sentir os pés e quando os colocasse no piso frio, sentir o gelado como se fosse uma descoberta magnífica. Meu corpo iria se impulsionar sozinho, nem precisaria usar nenhum neurônio pra fazer esse movimento de tão leve em sua plenitude, como uma pessoa normal ficaria de pé. Veria o mundo de outro ângulo, porém ainda serei eu. Tem dias na sua vida que você quer sair batendo a porta do carro sem pensar em cadeira de rodas, sem pensar em toda essa parafernália que carrega consigo e ao mesmo tempo é tão importante na sua vida de cadeirante. Remédios para controlar suas necessidades fisiológicas, só queria ser um pouco mais normal. Será que posso? Mas posso sentar no chão,  amarrar os sapatos, posso tanta coisa, posso desfrutar de momentos que ninguém mais pode, se você souber de quão grandiosa é a vida em seus momentos incríveis podemos perceber de como podemos nos adaptar constantemente com o pouco que temos. Nada é para sempre, então desfrute do que você pode e tem nesse momento.
       Tem dias que você quer dançar mesmo sem saber.. Sentir suas pernas rodopiar, os movimentos, as pessoas te olhando e absurdamente pensando na loucura que você é.. Se eu não sei dançar, e daí? Sempre tento formas e mais formas de aprender, ás vezes troco os passos, esbarro em outras pessoas, caio, levanto e continuo a minha dança. Tem momentos que a sua dança te surpreende, isso que nos faz necessário, a surpresa das vivências.. Não quero saber do que vai acontecer amanhã, só sei que mesmo não sabendo dançar: Teremos uma vida linda, eu sei..
          Um dia um amigo me disse que pra ele seria fácil ser cadeirante, pra ele é cômodo falar isso, pois ele está com suas pernas normais. Ninguém pode julgar outra pessoa sem viver a situação que ela está passando. Nunca deixe ninguém te criticar, pois ninguém sabe o que realmente você está pensando e sentindo naquele momento.   Não estou reclamando de nada é apenas algo que escrevi em um quarta - feira cinzenta. Sou feliz do meu modo, das escolhas que fiz e sei das consequências que irão vir. Sabe, eu tenho sonhos, muitos sonhos e até juvenis e as costas doem, ás vezes dói pra caramba. Eu não me importo que dói e também que eu não sei dançar, só sei que estou aqui como todo mundo, vivendo, aprendendo, reaprendendo e reescrevendo a minha história, a minha vida de uma  "relis" cadeirante e seus problemas juvenis.                                    


Beijo grande!
     

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Cronologia da Felicidade!

     

Quando nascemos somos condicionados a seguir regras. Que regras são essas? Regras que nós criamos dentro do nosso mundo limitado. E fingimos segui-las. Quando criança aprendemos que pra ser feliz é preciso três coisas na vida: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho e quem não seguir essa cronologia não alcançará a felicidade. Grande bobagem!  Como uma boa garota e como gosto de contrariar a vida não fiz nada disso. E como mortais,  somos jogados como asteroides aqui na terra, sem tempo, espaço e futuro... Ninguém me avisou sobre tudo isso. Ninguém me avisou quão complicado iria ser. Ninguém me avisou que nasceria com uma doença rara. Ninguém me avisou que andaria dez anos com muletas e por fim ninguém me avisou que definitivamente eu seria uma cadeirante. Quando tinha doze, treze anos imaginava que com 34 meu mundo seria muito diferente de hoje, ingenuidade pura. Como toda e boa pisciana imaginaria que meu primeiro namorado seria o amor da minha vida e com o mesmo casaria e teria filhos, nós mulheres somos loucas. Loucas pela vida e principalmente pelo amor. Ah! Inconsequente amor, sem nos arriscar de vez em quando, sem nos apaixonar, acho que não conseguiríamos viver. Essa loucura é quando nos sentimos vivas de verdade.  E agora? Bom, agora você vai ter que se virar com todos esses questionamentos e também com essa tal cronologia da sua felicidade. Eu uma pobre mortal, "relis" cadeirante fico sem respostas e sem palavras.  A nossa é realidade é muito outra, e a gente só cresce com as rasteiras que a vida nos dá. Simplesmente eu não acredito nessa cronologia da felicidade, acredito que vivenciamos momentos maravilhosos e não tão bons. Acredito se tudo fosse fácil de conseguir a vida não teria graça.  E a felicidade é a gente que faz.  Na simplicidade que está a mais autêntica forma de ser feliz. E a gente é feliz por quem somos e o que conseguimos na vida, não estou falando somente de dinheiro, claro que também faz parte do nosso mundo, entretanto há momentos, coisas que superam a vida. Existem muitas coisas que nenhum dinheiro do mundo paga.
    Eu quero poucas coisas e muitas coisas ao mesmo tempo, nós, seres humanos somos uma incógnita de complicações, dores e delícias. Espero que você consiga ser o que quer ser, espero que sejas tão feliz nesse caminho chamada vida e também espero que não siga nenhuma cronologia ou script, siga somente uma coisa: o seu coração. Penso que seguir seus sonhos seja um passo para a simples palavra chamada "Felicidade". E mais uma coisa, não ligue para que os outros irão pensar e só porque sou cadeirante que eu vou aceitar qualquer coisa, mesmo tendo em déficit nas pernas, há uma pessoa além das rodas em cima dessa cadeira.
Seja o melhor de ser você.

Beijo grande!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Um 2015 cheio de vida!

   






2015, meu filho, seja bem vindo! É, literalmente e realmente o ano começou hoje pra muita gente. E esse ano quero tantas coisas, tantos sonhos, desejos e vontades que estão guardadinhas, quietinhos em algum lugar do coração. O ano novo é como um despertar para a vida. A gente planeja, planeja e às vezes fica só na vontade, mas esse ano quero algo diferente, não ficar só no planejamento, quero realmente realizar tudo que anotei. Normalmente nos consideramos incapazes de realizar qualquer coisa que seja, mas isso é puro idealismo mal colocado, eu sei que sou capaz, e sei que vou conseguir, é só questão de foco e força de vontade.
     Sabe aquela velha frase: "O ano novo não vai ser novo se você continuar o mesmo." Então, vamos começar as mudanças, mas devagar, nada de dar o passo maior que a perna, ou seria a impulsão maior que a roda. (risos) Tenho uma certeza dentro de mim, acreditando, somos mais capazes de realizar as coisas que queremos, não importa o tamanho do impulso, mas seguindo a direção certa, com certeza a cadeira de rodas vai chegar em algum lugar, mesmo que seja um impulso pequeno. O caminho é grande, mas é redondo e obstáculos fazem parte da jornada, só precisamos ter o trabalho de ultrapassá-los. É hora que colocar os planos para fora do papel...
       Esse ano eu  quero mais chegadas e menos partidas. Desce aqui que eu to chegando! Quero uma vida mais simples, mais leve, com mais sorriso, mais amor, menos ter e mais ser. Ser inteira, ser eu, ser menos rabugenta, menos chata. Conseguir arrancar mais abraços, mais sorrisos, mais estalos na bochecha. Que não me falte café, pois sem ele não vivo. Não me falte amor e nem paciência. Que eu não perca as esperanças nos dias mais difíceis, que com certeza irei enfrentar. Que eu saiba empinar a cadeira na hora que precisar (risos) Que eu tenha fé! Eu acredito muito no poder da vida, e não duvido em nada da grandiosidade que é viver, está aqui com pés nessa terra. A vida nos ensina, reconstrói, resgata, ajuda, ela nos reinventa, e com certeza, reencontra. Ah! A vida nos cura! Um 2015 cheio de esperança e amor pra todos nós!

Beijo grande!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Apenas um texto!


 Bom, o meu primeiro texto saiu no jornal Os Dias. Êêêêêêêê! O Gabriel me pediu para que a lesada que vos fala escrevesse sobre uma moça cadeirante chamada Bruna Priscila Pfleger que leva seu nome na Plataforma Elevatória construída no prédio da Câmara de Vereadores da cidade de São João Batista.
  Eu sei que são apenas 800 caracteres, porém pra mim é um passo muito importante. O blog é só um diário onde escrevo o que penso, meus anseios, esperanças, medos, acessibilidade, e principalmente sobre a vida. Sair no jornal é uma rodada mais importante, algo mais formal. Então!!!!! Sai no Jornal.
      Bom, quando recebi o realese e comecei a ler, nossa, que história emocionante, fiquei com medo de que minhas palavras não alcançassem o que as pessoas esperavam. No primeiro momento eu até pensei em não escrever, pois tinha pouco tempo e não saberia se iria ficar um texto legal. A noite me deitei e fiquei pensando, então resolvi levantar, peguei o notbook e comecei a escrever. Li o realese umas 5 ou 6 vezes e também entrei no facebook da menina. Eu acho que ver ela me inspirou, os depoimentos dos amigos, da família, fotos, textos, tudo que ela pensou um dia estava lá..Todos nós temos medo de ser esquecidos, é natural do ser humano, queremos sempre ser lembrado por algo extraordinário, mas acho isso besteira, todos nós já somos seres magníficos, só de estar  aqui, passando por esse mundo, por isso que devemos só plantar coisas bonitas. E então eu escrevi o texto tão esperado....  Quando terminei, mandei um e-mail com o texto, no outro dia me respondeu dizendo que estava show, que só tinha trocado algumas palavras do final, mas o sentido ficou o mesmo.
      Sempre temos planos, mas os planos sempre são adiados, e substituídos por coisas menos importantes, porém temos que tentar mudar nossa posição diante desses questionamentos. Esse ano quero fazer diferente, não só pela Bruna, mas por tantas pessoas que se vão tão jovens, muitas vezes injustamente. Suas vidas são cortadas no auge, você não se prepara para partir, não se despede dos pais, irmãos e amigos. E deixa aquele vazio de sempre, nas pessoas, nas ruas, na cidade e com o tempo você é esquecido. É muito triste o que tem acontecido ultimamente, pessoas se despedindo cedo demais e o que é pior injustamente, mas tenho certeza que a Bruna não será esquecida, no jornal ou no elevador seu nome será evocado.
Quero agradecer muito ao Gabriel pela oportunidade, foi muito enriquecedor, mesmo simples, foi muito legal ter participado desse momento. É bom ver que as coisas estão mudando, elevadores, acesso, precisamos muito disso no nosso dia-a-dia de cadeirante.


Sobre a homenageada:


Bruna Priscila Pfleger viveu apenas 25 anos, mas nos corações daqueles que a conheceram estará viva para sempre. Isso porque a vida dela foi marcada pelo entusiasmo. Além disso, determinação é uma palavra que a descreve bem. Natural de Nova Trento, ela só foi até a Terra de Santa Paulina para nascer em 02 de outubro de 1988, pois sempre amou viver em São João Batista e deixava isso bem claro para quem a perguntasse. Filha de Cecília Pfleger, viveu sempre rodeada de amigos e cresceu ao lado dos avós Pedro João Pfleger e Ademilda Maria Petri, no bairro Tajuba II. Desde o dia 26 de março de 2005, a menina ativa teve que readaptar a vida, devido um acidente de carro, em Tijucas, na SC 410, antiga rodovia SC 411. No perído de nove anos e meio após o acidente, Bruna esteve cinco vezes no Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek, onde aproveitou cada oportunidade, pois nunca se imaginou parada em volta de quatro paredes. Ela tinha pavor disso e fica muito preocupada ao saber que algumas pessoas que se tornavam cadeirantes desistiam da vida, e quando acontecia algo com elas, ninguém mais nem lembrava. Mas, como todo ser humano, é claro que para uma adolescente enfrentar a notícia de que dependeria da cadeira para se locomover foi também difícil no início, porém foram questão de dias. Tanto é que no mesmo ano, Bruna seguiu seus estudos e se formou no Ensino Médio, indo ela própria buscar seu diploma. Bruna se despediu da vida em 13 de agosto de 2014, após seis dias de internação no Hospital de Azambuja devido a uma infecção que começou urinária e terminou generalizada. Um dia antes, tranquilizou o próprio coração e o daqueles que a amavam ao relatar que teve uma visão de Nossa Senhora Aparecida, a quem eram muito devota.




Meu texto:



     Hoje escrevo para a menina de sorriso largo e sem espaços em branco, ela soube com maestria preencher seu mundo de quatro rodas, amigos, família, amor, lar e vida. Sim, vida linda, querida, mesmo quando as ruas calçadas pareciam tão distantes do seu ideal, rampas mal projetadas, tudo fora da sua realidade, ela seguia seu trajeto com o sorriso de sempre, contagiando as pessoas que passavam por sua presença. Ela enfrentou, superou, amou, abraçou, sorriu, viveu e nos deixou com saudades imensas e corações apertados.

     Sua vida será sempre lembrada, pois ninguém esquecerá que sua luta também foi nossa e hoje nos deixa seu nome em um elevador para outros cadeirante que como ela buscam respeito e a oportunidade de ir e vir.
      Seu nome será recordado cada vez que o elevador subir, para a estrela lá do céu, sempre brilhar.


Um beijo grande!


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ela!


Eu rodo apaixonada por aí, sim, apaixonada por ela. Ela que me aguenta o dia inteiro, minhas neuras, alegrias, sorrisos e felicidades, as maluquices de uma cadeirante. Ela que suporta os dias terríveis, as TPMs e tudo mais. Ela que aguenta os dias menos felizes que a gente tem. Ela que aguenta as pernas cansadas, a coluna torta e também as neuras de uma cadeirante. Ela que se olha no espelho e por nada se acha gorda e por muitas vezes também se acha legal. Tenho saudades imensas dela, das suas maluquices e da quietude que ela também me traz.  Das conversas e daquele chocolate gostoso que sempre está  junto com algum livro ou o computador que ela fica ali pensando no que irá escrever. Gosto do jeito de moleca e também da seriedade quando é preciso. Gosto de saber que mesmo com poucas palavras ela está se transformando em uma pessoa melhor. Gosto de quando ela se arrisca e faz coisas sem pensar. Gosto de pensar na vida e na paz que ela sempre me traz. Gosto de saber que além das rodas existe uma pessoa como outra qualquer sentada na cadeira de rodas. Gosto de quando ela não se preocupa e come aquela pizza com o maior prazer. Gosto de pensar no que se foi, nessa vida de cadeirante e também dos vários momentos que ainda estão por vir. Gosto quando ela assume o papel de ser só ela, apesar das diferenças que a encontra nas ruas, nas calçadas, por onde ela passa. Gosto de pensar na sombra e na timidez que sempre trouxe consigo, a sombra dela sempre será desenhada por rodas, mas não rodas comuns, rodas de uma cadeirante que apesar de todas as consequências e turbulências que o ruído da vida traz consigo, ela se fez diferente. Gosto de pensar nos filmes Franceses que ela tanto ama. Gosto de escutar o seu gosto musical, pois assim sempre serei mais pra ela. Gosto dos livros e dos textos que ela sempre lê, pois seus olhos ainda tem o brilho do primeiro que se apaixonou. Ela me aguenta, me suporta, me irrita, me faz chata e também "praguinha", às vezes ela é tão chata que não sei como suportei  por todos esses anos. Quando ela quer, ela sabe ser irritante, mas ela também tem seu lado doce e meiga como toda e boa pisciana com ascendente em sagitário, ela é mística e gosta de pensar na vida como uma forma natural de si mesma. Sabe? Eu gosto dela, ultimamente ela tem sido uma boa menina, ai penso! Puts, eu amo ela, não porque gosto e também por suportar tudo isso, mas porque preciso. Percebeu? Ela sou eu, eu sou ela, e nós fizemos uma única pessoa. Diferentemente, talvez às vezes não concordo com tudo que passa nesse mundo. Ainda tenho muito o que aprender, aprender a ser, aprender a fazer, mas o necessário é gostar da vida que levamos, da vida que temos e muitas vezes queremos mudar, entretanto há coisas imutáveis, mesmo que o conformismo não faça parte da nossa existência, temos que nos adaptar, claro que a adaptação é sempre para melhor! Eu precisava desse dia, dessas palavras, porque talvez sendo ela, sempre serei eu.



Beijo Grande! 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Rótulos!

As pessoas estão extremamente julgadoras de si mesmas e também das outras pessoas. Encontram rótulos e mais rótulo e em consequência disso entram na onda de se auto rotular. Você é espírita? Porque vai à missa. Você gosta de meninos? E está ficando com a Ana? Viu a Clara, sempre se intitulou santinha e agora bebe cerveja.  E o Gustavo que você ficava ano passado? Vegetariano, mas usa creme anti rugas testada em animais.  Ele é vegetariano? Pode ser vegetariano, macrobiótico, ou só comer peixe uma vez na semana, pode-se tantas coisas. Gosta de meninos e meninas?  Ou só de meninos? Não tem coisa mais ultrapassada que opção sexual. A gente não foi condenada a ser só uma coisa na vida, limitar-se como todo pensamento retrógrado. Rotular é fazer com que uma pessoa e todos os seus sentimentos, ações, qualidades sejam definidos por apenas uma característica. Rótulos são feitos para garrafas, potes de nutella, nós podemos ser mais, não somos feitos para julgar e muito menos comparar. Não somos limitados a uma única coisa, somos feitos para experimentar, ousar, sentir sensações e emoções. Somos pessoas em constante mudança e não apenas garrafas com seus rótulos que não podem mudar sua característica e precisam ficar para sempre assim, daquele jeito, como uma garrafa de vinho. Você vai ser vinho tinto pra vida inteira? Por favor, tem tantas opções de vinho, podemos ser rose, vinho tinto seco e também suave, vinho branco e vinho de uvas tardias. Nunca siga rótulos ou deixe alguém rotular você. Se deixe levar pela emoção, não siga padrões, não deixe que as outras pessoas te critiquem, (mesmo quando for uma crítica construtiva, às vezes você não está com saco), siga seu coração, ouça música alta, coloque um batom vermelho e ouça "Sex Pistols" no último volume, mas se preferir pode ser Pearl Jam mesmo, seja criativa, espontânea, dance, ria muito e tente de novo. Inspire-se, conheça pessoas novas, feche o passado como um livro velho e olhe para frente. Quase sempre dá medo! Arriscar-se novamente, mas acredite, momentos novos nos faz sorrir como se fosse a primeira vez. E nunca mais escreva essa palavra "Rótulo", no sentido de rotular pessoas. Precisamos de mais inspirações e menos rótulos!

Beijo grande! 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Escrever...


    Dizem que escrever é quase sempre, um ato solitário. E eu concordo, temos um inferno dentro de nós que transcende em palavras. O que seria da gente sem as palavras e sentimentos dos outros. Já imaginou um mundo sem livros, palavras, textos, simplesmente não teria sentido. Para falar a verdade nunca me imaginei escrevendo, primeiro no blog e agora aqui: uma coluna que posso chamar de minha.  Muitas coisas doces aconteceram depois de colocar tudo que sinto e vejo por aí, nesse espaço. Eu sei que vocês devem estar pensando que ultimamente meus textos tem tomado um rumo diferente, a deficiência não está tão presente como antes. Ela tem deixado um pouco a desejar. Talvez porque no momento não seja tão importante na minha vida, ela está relaxada, ali naquele canto, um pouco escondida. Talvez ela tenha se tornado inerente na minha vida, no entanto a mesma não é tão importante quanto ser eu. 

     Escrevo para poder me libertar, amar, e também transmitir minhas ideias.  Isso quer dizer que eu não penso em agradar aqueles que irão ler. Posso escrever para o público ideal, ou para mim, existe uma obsessão em escrever, mesmo que ninguém leia, mas só o prazer de colocar minhas ideias em um papel já me satisfaz.  O escritor tem fome de escrever aquilo que o tormenta. Nunca imaginei que alguém lesse o que escrevo, mas sempre há pessoas que se identificam com a sua história. Assim é a vida: uma amontoado de histórias sem cronologia nem direção.

Dizem que alguns escritores se tornam românticos, depressivos ou obsessivos, acho que meu perfil se diferencia desses mitos que nós construímos. Eu nem imagino qual perfil me encaixo, só sei que sou um pouco louca, tenho ideias diferentes, penso em um mundo um pouco melhor, não só para as pessoas deficientes, e sim para nós todos.

        Todo ser humano é perfeito em sua imperfeição, temos falhas e muitas, angústias que vivem nos atormentando, faz parte da vida moderna, onde não paramos um segundo, tudo gira numa velocidade que quando vê, nem acredita que o ano passou num piscar de olhos.  Há muita vida nessas letras, palavras, que tornam livros, textos, poesias. Existe uma grande diferença em escrever e ser lido: escrever pode-se adjetivar como uma arte, e toda arte é um pouco solitária. Há pessoas que tem o dom, há outras que estudam, se esforçam para tentar serem um pouco óbvias nas suas escritas. E ser lido, isso sim, você sente que sua palavra tem sentido pra alguém. Pessoas que se identificam, isso é o grande objetivo de qualquer escritor: ser reconhecido por suas palavras.

Realmente, não sei o porquê escrevo e agora tenho me esforçado mais, ou as palavras tem surgido tão facilmente que às vezes me espanto.  Nesse momento que estou vivendo, talvez seja o melhor da minha vida; e só quero uma coisa: continuar escrevendo.

Beijo Grande





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Por uma vida sem make.


Oi gente!

A última do momento é o desafio, mais especificamente o desafio sem make (maquiagem), eu penso que isso é uma babaquice. Como se fossemos medidos pela beleza de um rosto. Cada um é o que é, com seus defeitos, sua simplicidade. Somos seres únicos, diferenciados uns dos outros e cada um de nós tem uma beleza única, que ninguém mais vai ter igual. Nenhum filtro ou maquiagem vai os fazer mais ou menos bonitos, somos o que somos e ninguém vai mudar isso.  O pior são as críticas desse desafio, algumas meninas ficam criticando as outras, que não acredita que seja ela sem maquiagem ou filtro, que a outra está burlando o desafio. Muitas meninas  apoiaram, algumas desafiaram, outras exageraram, demais. Tantos acontecimentos em prol de nada. Até me desafiaram, e eu por respeito aceitei, mas não sou adepta a maquiagem, tenho falhas em meu rosto que ninguém vai ter igual, e essa sou eu, sem tirar nem pôr, manchas de espinhas, olheiras, algumas rugas, minhas sobrancelhas grossas que sempre estão desarrumadas, meu nariz torto, e minhas covinhas que se mostram quando a lesada aqui sorri. E sabe de uma coisa, não precisa ser bonita, muito menos  perfeita, seja você da melhor forma que você encontrar, seja você por dentro, onde ninguém vai te encontrar ou julgar. Seja mais capaz de olhar pra dentro que por fora. Não precisamos de batom, blush, rímel, corretivo para tentar ser o que não somos, muita gente tenta ser uma pessoa que não é e isso acaba prejudicando. Somos todos iguais, apesar de ser utopia, a recíproca é verdadeira. Sabe o que esse movimento de "Desafio" mostrou? Foi pobreza, somos pobres de espirito e ficamos apegados a imagem "bonita", queremos ser iguais a moça da capa de revista, como atriz de cinema, queremos ser perfeitas como elas são, ilusão, nem elas parecem perfeitas, imagina nós, pobres mortais. Prefiro está aqui embaixo.  Se conselho fosse bom, ninguém daria de graça, mas eu os dou, pois eu aprendi muitas coisas nessa vida de cadeirante: O primeiro deles, não leiam revistas de beleza, você não está gorda, você está legal e com tudo em cima, você não é feia, só é diferente das outras pessoas, uma beleza única. Troque beleza e maquiagem por poesia, esperança e amor. Isso é o que nos falta e raramente as pessoas sentem a ausência do que não é capaz de sentir.  Tanta gente anda de um lado para o outro levando uma vida sem sentido, uma vida que não gostaria de ter. Tire a maquiagem no rosto e ande de cara limpa, talvez o sentido seja esse, sentir mais a vida e deixar a maquiagem de lado. Talvez as olheiras façam a gente mais feliz e realizada do que quilos de make na cara.

Por uma vida mais feliz e sem máscaras!

Beijo grande!