segunda-feira, 8 de julho de 2013

Primeiro Playlist do Muletas!



A música sempre esteve presente na minha vida! E quem não gosta de uma música boa? Todo mundo não é mesmo! Meu namorado fala que sou chata, só gosto de um estilo de música. Claro que ele fala isso pra pegar no meu pé, ops, roda. (risos)  Mas isso não é verdade, cada um tem um gosto, isso faz parte da personalidade de cada pessoa, e eu não vou escutar uma música chata só porque a outra pessoa quer. (risos)

Então, agora cada mês vou colocar uma listinha das dez músicas mais TOP que estou escutando ultimamente. Quem quiser comentar, dar sugestões, o espaço está aberto. 

1-On The Radio - Regina Spektor
2- Hey Jude- The Beatles 
3- No Regrets (Non, Je Ne Regrette Riem) Emmylou Harris
4- All Star - Nando Reis 
5- Wonderwall - Oasis
6- Brasil - Casssia Eller
7- Cherish - Renato Russo
8- Love Is - Renato Russo 
9- O Retorno De Saturno - Detonautas
10- Scrivimi - Renato Russo 


Perceberam que sou fã do Renato né?

Beijos! 
Ah, ouça com alguém que você goste, ou sozinho mesmo. O importante é curtir. :)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Aproveita o feriado e vai ler um livro - "Na minha cadeira ou na tua?"



Sabe aquele livro que você começa a ler e a vontade de saber o fim é imensa, então esse é um deles. Você ri, chora, e dá gargalhada junto com a autora. É um livro leve que revela os pensamentos e a vida de uma menina de 19 anos, onde uma doença colocou a cadeira de rodas no caminho da sua vida. (realidade de muitos jovens no nosso Brasil seja por alguma doença ou acidente). Sem esconder a vontade de desistir, este relato autobiográfico traz humor e esperança das situações difíceis e também não poderia faltar à tragédia, como parte da vida de uma cadeirante, pois só quem senta em cima dessas rodas sabe realmente o que a realidade. Não tem palavras para explicar os sentimentos que passam por nossa cabeça, alegria, tristeza tudo ao mesmo tempo, mas nós seres humanos somos pessoas adaptáveis e adaptar a nova realidade é o começo. Juliana Carvalho, com muito humor conta os desafios do dia-a-dia.  Sem falar das "Las Turbinadas" (risos) Ela também conta seus amores e desamores. Recomendo muito esse livro, seja cadeirante ou não, pois na vida temos que seguir um caminho, não importa se seja fácil ou difícil o importante é percorrer até conseguir os nossos sonhos.

Como ela mesma relata no livro, Juliana Carvalho passou cinco anos da sua vida "assexuada" e foi no Sarah que conheceu o primeiro parceiro pós-lesão. Desde 2001 ela está em uma cadeira de rodas. "Eu vivi relações antes e depois de estar numa cadeira de rodas. O curioso é que, depois da lesão, tive um dos melhores orgasmos da minha vida. Tem muita mulher que anda, e nunca soube o que é isso. Mesmo com limitações, o tesão é o mesmo, a capacidade de dar e receber prazer também", assegura.

"Fazia sete meses que minha vida tinha dado uma grande virada. Da água pro rum. Sete meses que eu não caminhava, não jogava futebol, não tomava uma cerveja. Sempre acreditei que ficaria boa. Precisava acreditar nisso, e essa esperança vai morrer comigo. Foi ela que me manteve viva. 
Eu sabia que tinha uma grande guerra pela frente, mas valorizava muito as batalhas vencidas. Era engraçado está ciente de tudo o que tinha passado, como se eu fosse uma criança, só que com plena consciência das minhas limitações. Lembro que com poucos meses antes eu não conseguia nem escovar os dentes ou abrir um zíper.
Após muita reflexão, descobri que era possível sobreviver a essa experiência colocando em prática o sábio trio: fé, paciência e perseverança. “Fé, porque se acreditarmos, a coisa acontece; paciência, porque depender dos outros é um grande desafio, lesão medular é escola de humildade; e perseverança porque nada cai do céu, e o esforço, por mais demorado que seja, traz a recompensa.”

Espero que gostem! 
Beijo grande!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Necessito!


Necessito de um sorriso. Necessito de  um abraço. Necessito de lágrimas. Necessito elogios. Necessito de uma conversa. Necessito de pessoas. Necessito amigos. Necessito de risadas gostosas. Necessito de banho de chuva. Necessito de ar, sol e mar. Necessito escrever. Necessito ler tudo o que posso e não posso. Necessito aprender dizer não. Necessito escutar Gil e Caetano. Necessito de raiva. Necessito ficar sozinha por alguns instantes. Necessito me desligar de tudo. Necessito de crianças. Necessito da vida sem prós e contras. Necessito de rodas e mais rodas. Necessito de rampas. Necessito de espaço. Necessito de liberdade. Necessito de inteligência. Necessito de elegância.Necessito matar as saudades. Necessito ser compreendida e compreender os que estão ao meu redor. Necessito de elogios. Necessito mudar o rumo. Necessito de amor. Necessito de paixão. Necessito compreender o que há de novo. Necessito de mudança. Necessito observar o pôr do sol. Necessito desabafar. Necessito deitar na grama e olhar o céu. Necessito pensar. Necessito ficar de pé novamente por um instante. Necessito de tempo. Necessito me organizar. Necessito esquecer tudo o que me faz mal. Necessito de confiança. Necessito ter coragem. Necessito de paz. Necessito de compaixão. Necessito de motivação. Necessito fugir  por um dia, sem dar satisfação a ninguém. Necessito dormir ao ar livre. Necessito saber ouvir. Necessito falar as coisas certas. Necessito sentir o vento bater ferozmente em minha pele.  Necessito de um dia totalmente perfeito. Necessito de você. Necessito de alguém. Necessito de alguém que me abrace forte e me fale que tudo vai ficar bem, que no final, vai valer a pena. Necessito de muito e ao mesmo tempo de tão pouco. Necessito da vida. Necessito ser feliz.

(Simplesmente eu) (Tuigue)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cadeira!

Oi gente!

Hoje vim aqui contar uma experiência não muito boa.(risos) Algumas semanas atrás como qualquer pessoa normal fui ao shopping com a minha irmã e eu tive a infeliz ideia de deixar a minha cadeira em casa, pois não iríamos demorar, assim poderia usar aquelas cadeiras de rodas que estão disponíveis para o uso de qualquer pessoa com a locomoção reduzida, ou seja os quebrados mesmo. Chegando no shopping, minha irmã estacionou o carro e foi até a recepção pegar a cadeira,  a aparência não era das piores, comentei com ela, trocaram as cadeiras, essa deve ser melhor. Engano meu, sabe aquela sensação de você sair de um carro sedã e entrar em um fusca. (não estou criticando quem gosta de fusca, é só um exemplo) A cadeira era pesada, acho que pesava uns 100 quilos, sem brincadeira, vocês não tem noção... Rezei até pra Nossa Senhora dos Cadeirantes para eu conseguir tocá-la, se é que existe algum Santo que ainda ouve nossas preces. Deve estar atolados de tanta reclamação, rampas, acesso e lá vai. Mas
Meus pés na cadeira de rodas do shopping.
continuando, até que consegui por algum tempo, depois minha irmã empurrou um pouco que estava exausta, os braços cansados, desconfortável naquela cadeira. Pior que quando a minha irmã entra no shopping, ela demora anos luz pra sair de lá. (risos) Quando ela falou: - Vamos embora! O alívio tomou conta de mim. Ruim foi no outro dia, senti uma dor imensa nas costas e nos braços de tanto esforço, nunca senti uma dor como aquela, deve ser a idade que está ajudando. Por isso, nunca reclame da sua cadeira de rodas, existem piores por aí! 
Mais uma experiência da lesada! 

Beijo grande! 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pouco a Pouco!

Oiii Gente! 

Esse é mais um vídeo que fiz para o blog , um sábado sai com minha cadeira e uma câmera digital e filmei o trajeto de 20 minutos, só que cortei algumas partes para não ficar cansativo! Vocês irão conhecer um pouco mais da minha cidade, até que as ruas são legais, o calçamento, pois a calçada de passeio simplesmente é um artigo de luxo, então temos que andar pelo calçamento mesmo. Perigo? Não, imagina! Dei umas rodadas com a cadeira no vídeo, não se assustem. Espero que gostem!



Ah! O título do post é a tradução da música do Oasis, que simplesmente amo. "Little by little" e também a música que usei para abafar o barulho do vento, mas não adiantou muito. (risos)

" Nós, o povo, lutamos por nossa sobrevivência
Nós não nos pretendemos perfeitos, mas sermos livres
Sonhamos nossos sonhos sozinhos sem resistência
Desvanecendo com as estrela que desejamos ser." (Oasis)


Beijos cadeirantes! ;)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A sexualidade dos Cadeirantes!





Ser deficiente físico não é fácil, sempre existe dúvidas quanto a nossa realidade de estar sentado em uma cadeira de rodas. Como é isso? Como é aquilo? E lá vão perguntas que nunca acabamos de responder durante a nossa vida inteira. Não estou criticando, sei que o ser humano é curioso e acho válido de querer saber como é, assim construiremos um mundo quem sabe, com menos preconceito e mais aceitação entre as pessoas diferentes. Uma das coisas que mais nos perguntam de como é? É, estou falando nisso mesmo. Como se faz? Como é? Às vezes dá vontade de responder: - Bom a gente começa desabotoando a camisa e.... Claro, que não vou colocar detalhe aqui, mas que dá vontade, isso dá. O sexo é um tabu, imagina então, em se tratando de pessoas com alguma limitação física, mas estamos aqui para desmistificar a vida sexual do cadeirante.O sexo está sempre relacionado a cintura, bunda, pernas, então, as pessoas imaginam que como temos déficit nesses requisitos, a vida sexual não faz parte do nosso cotidiano. É bom lembrar que as pessoas em cadeiras de rodas são iguais a você em quase tudo, a única diferença é a mobilidade. Os sentimentos, as conversas, os interesses são iguais. Há algum tempo atrás acreditava- se que o deficiente era um ser assexuado. Você pode ser frígida, não sentir tesão, ter impotência, mas chegar pensar que somos assexuados está totalmente fora de questão. Sinto muito informar, mas temos vida sexual sim e de muita qualidade, eu garanto. (risos) Geralmente a família protege demais o deficiente, assim atrapalhando a vida sexual e afetiva do mesmo. Aceitar que nós, deficientes temos o direito de amar, que como qualquer pessoa precisamos de afeto, autonomia é o primeiro passo para nos tornar independentes sexualmente.  Vou falar aqui como mulher e cadeirante e com as minhas experiências. (risos) Como nós cadeirantes temos pouca sensibilidade da cintura pra baixo, muitas pessoas imaginam que não sentimos prazer. Claro, que cada pessoa é única, mas de modo geral as cadeirantes sentem prazer, orgasmo, igual a qualquer mulher, só que o jeito de chegar lá é um pouco diferente. Mas você vai me perguntar: Como é isso? Vamos por partes pra ficar com mais suspense. (risos) A principal diferença está na maneira de sentir prazer, uma vez que as zonas erógenas, responsáveis
pelo prazer não estão mais ligadas á parte genital. Um beijo mais "quente", ou toque em uma parte não convencional, pode se tornar mais excitante que o habitual. O cadeirante explora mais os sentidos, e o estímulo visual ganha mais atenção.  O prazer está diretamente ligado ao cérebro,  então é válido explorar a imaginação. Se você sente tesão em imaginar que está em uma praia deserta com o seu amor, vai em frente.  E tem mais, o orgasmo é uma função cerebral. Segundo a sexóloga Laura Müller:  "No cérebro  há o que se chama de centros de prazer: diversos núcleos onde se concentram as células nervosas responsáveis pelo prazer." Ou seja, é possível ter orgasmo sem sentir nada da cintura pra baixo. Alguns movimentos estão perdidos, mas mesmo assim podemos explorar de outros jeitos. Arrancamos algumas páginas do Kama Sutra e reinventamos outras, pode até não acertar na primeira tentativa, mas com jeito tudo se ajeita. Outra preocupação que as cadeirantes enfrentam é a questão fisiológica, esvaziar a bexiga antes da relação para não correr o risco de vazar, para elas isso é  primordial. O preconceito é nato do ser humano, quando uma parte do casal não é deficiente, os andantes são vistos como heróis, corajosos por "assumir" uma grande responsabilidade. Quando, isso é uma grande bobagem, já que ninguém está à procura de um enfermeiro, e sim de namorados. E o que todo mundo quer é carinho, prazer e amor. Então, relaxa e curte o momento! E você  vai me perguntar: Como fica a vida sexual depois de uma lesão medular? Eu respondo - Ela continua...

Beijo Grande!