quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
A Cadeirante!
Eu vivo com pernas e asas
Sem pernas e com asas
Sem asas e com pernas
Sou um dilema
Em cima de uma
Cadeira de rodas vermelha,
vermelha, vermelha...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
A gente não quer só comida! (A gente também quer fazer amor)
Adaptações, adaptações e adaptações! Ah, essa palavra que vira o cotidiano da gente, que significa mais liberdade para uma pessoa com alguma deficiência ou locomoção reduzida. Estamos sempre precisando nos adaptar mesmo sem querer e perceber. E hoje em dia quem não precisa de alguma adaptação nesse mundo maluco, corrido e cheio de coisas pra fazer. Vou contar a vocês um fato real, que aconteceu faz um tempinho. Bom, eu tive um namorado que não posso reclamar, ele topava tudo, e não reclamava de nada em se tratando da minha deficiência, eu sei que você deve tá pensando, quem está com você deve e tem o dever de te aceitar como você é. Bom, mas não é assim que as coisas funcionam. Vamos ao fato, sabe como é quando começa namorar e depois de algum tempo as coisas vão ficando "quentes", é gente, não é diferente com deficiente viu. Para com essa ideia retrógrada. Todo mundo que ama e consequentemente faz sexo, amor, transa, seja lá que palavra você usa, mas o significado é o mesmo. E vocês sabem como é a família, então imagina em se tratando de um deficiente, super, hiper, mega protetores, claro que com o tempo as coisas melhoram e você tem que mostrar que é capaz, assim irão confiar mais em você. Infelizmente, ainda é assim que as coisas funcionam. Mas voltando ao assunto, depois de um tempo, não adianta protelar vocês irão fazer e tem que ser um lugar legal, tranquilo e tal. (risos) Então a gente foi num motel, tá, foram alguns até a família liberar. (risos) Um deles a porta do banheiro era tão estreita, que claro que a cadeira não entrou. Como ele era um super herói que salva a cadeirante em apuros, e também era um cara prevenido, ele tinha chaves no carro... O que ele fez? É, isso que você está pensado sim, tirou a porta do lugar e a minha super cadeira entrou no banheiro. E para piorar a situação existia um degrau, então ele usou a porta como rampa como vocês estão vendo aí na foto. Ele colocou um travesseiro debaixo da porta para sustentar e assim a rampa foi feita. Infelizmente aqui no Sul é bem raro motéis que tenham suítes adaptadas. Liguei para alguns, mas nada... Alguns não tem degraus e as portas são um pouco mais largas. Claro que meu ex namorado é andante. Agora, pensam comigo, se fossem dois cadeirantes, (Isso me lembra alguma coisa... hehehe), ou um muletante e cadeirante. Como todo mundo por aí, a gente ama, transa. Isso que eu uso uma cadeira número 38 e se a cadeira for maior. As pessoas tem que perceber que existem várias possibilidades e o direito de ir e vir é de todos. Por isso que alguns cadeirantes nem saem de casa para evitar dor de cabeça, saindo você vai enfrentar problemas e as outras pessoas irão perceber que precisam mudar sua atitude e até o lugar para que você e outros deficientes também possam ser recebidos como qualquer outra pessoa. Só precisamos de um pouco de vontade e alguns ajustes. Porque o direito de amar também é de todos!
Aqui tem uma listinha de alguns motéis adaptados, quem souber mais algum, favor deixar nos comentários. Assim podemos atualizar essa listinha!
Para visualizar, clique aqui.
Beijos enormes!
Aqui tem uma listinha de alguns motéis adaptados, quem souber mais algum, favor deixar nos comentários. Assim podemos atualizar essa listinha!
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Beijos enormes!
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
OI?
Oi gente!
Bom, agora o blog está com uma novidade. A partir de agora todo mês vai ter um post de algum convidado, seja deficiente ou não. E também pode ser qualquer assunto, não precisa ser só ligada a deficiência. Pois assunto é que não falta, não é mesmo!!! hehe
E vamos começar bem. O texto de hoje é do queridíssimo Mario Sergio, morador de São Paulo que também possui uma deficiência chamada Osteogênese Imperfeita, mais conhecida como "A doença dos ossos de vidro". Mas é isso aí,a vida continua e nós também continuamos, mesmo com as nossas dificuldades. Então, é melhor sentar e curtir o texto. hehe
Bom, agora o blog está com uma novidade. A partir de agora todo mês vai ter um post de algum convidado, seja deficiente ou não. E também pode ser qualquer assunto, não precisa ser só ligada a deficiência. Pois assunto é que não falta, não é mesmo!!! hehe
E vamos começar bem. O texto de hoje é do queridíssimo Mario Sergio, morador de São Paulo que também possui uma deficiência chamada Osteogênese Imperfeita, mais conhecida como "A doença dos ossos de vidro". Mas é isso aí,a vida continua e nós também continuamos, mesmo com as nossas dificuldades. Então, é melhor sentar e curtir o texto. hehe
OI?
Bom... A dona do blog me convidou para falar um pouco sobre deficiência.
Algo que me toca de perto, já que possuo alguma. Todo ser humano possui. Se não
fisicamente, psicologicamente, culturalmente ou espiritualmente, mas falo
especificamente de uma deficiência no corpo, na carne, mais especificamente
ainda nos ossos. É, nos ossos. Eu tenho uma síndrome rara conhecida como
Osteogênese Imperfeita. Na verdade, não muito conhecida por esse nome. É mais
facilmente lembrada se você disser que é "a doença dos ossos de
vidro". Com aspas e tudo para dar um tom mais dramático e emocionante.
Bem... Não sei muito bem como falar sobre ela. Digo desde já que é a
minha companheira mais fiel, sempre comigo, onde quer que eu vá. Não sei se uma
mulher tão grudenta pode ser considerada uma boa parceira, mas é isso. Desde
pequeninho, ela tem estado comigo. Perturbando e moldando a minha vida como bem
quer, ou como eu bem deixo. E tento não deixar muito. Quero ser um marido
autoritário. Que ela saiba que quem manda nessa bagaça aqui sou eu!
Brincadeiras à parte, como o próprio jeito popular de nomear a doença
deixa claro, ela é um tipo de fragilidade óssea. Os meus ossos são bem mais
frágeis do que os do pessoal "normal". E isso traz alguns
inconvenientes. Como não poder praticar atividades muito radicais. Como piscar
os olhos, por exemplo. Tá... Zoei. Mas jogar futebol é melhor não tentar. Nem
manobras espetaculares no skate. É melhor nem tentar se equilibrar no skate só
para garantir... Enfim.
A minha vida é o mais comum que eu consigo fazer com que seja. Fora as
limitações que vêm ou podem vir da OI (jeito mais tranquilo e simples de chamar
a parada. Favor não confundir com operadora de celular), eu tenho todas as
potencialidades que qualquer outro ser humano tem. Aprendo, ensino, amo, odeio,
sou magoado, magouo, alegro, sou alegrado, me entristeço e trago tristeza.
Totalmente monstruoso e maravilhoso como qualquer outro. E até poderia enfeitar
isso com uma história de vida, mas não estou muito a fim de biografias
hoje.
Mario Sergio
sábado, 23 de novembro de 2013
É!
É...
Eu não quero mais você.
Ou quero você?
Existe um dilema...
Quando seu nome vem de repente.
Meu coração bate mais forte.
Mas é só um nome, uma palavra, sem nenhum significado...
Será felicidade disfarçada?
Porque o destino é assim, faz a cadeirante rir e chorar ao mesmo tempo...
É apenas a vida!
Vida querida... Vida com felicidade e sorrisos estampados em rostos já conhecidos.
Olhos lacrimejados, sentidos aguçados...
Isso sim é viver... Vivo para que nossos destinos se cruzem novamente.
(A Cadeirante)
Eu não quero mais você.
Ou quero você?
Existe um dilema...
Quando seu nome vem de repente.
Meu coração bate mais forte.
Mas é só um nome, uma palavra, sem nenhum significado...
Será felicidade disfarçada?
Porque o destino é assim, faz a cadeirante rir e chorar ao mesmo tempo...
É apenas a vida!
Vida querida... Vida com felicidade e sorrisos estampados em rostos já conhecidos.
Olhos lacrimejados, sentidos aguçados...
Isso sim é viver... Vivo para que nossos destinos se cruzem novamente.
(A Cadeirante)
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Muito mimimi!
Oii gente!
Como vocês sabem ser blogueira já é considerada quase uma profissão, e por ter esse espaço aqui muitas pessoas me adicionam no facebook e pedem conselhos e tal e também recebo e-mails todos os dias com alguma pergunta, dúvida e tal que eu acho muito válido essa troca de informações sobre a respeito da deficiência. Então, alguns meses atrás uma pessoa me adicionou no facebook e como eu estava online ela começou a puxar assunto e tal. Na verdade essa pessoa nem é deficiente. A mesma falou que eu era muito bonita (risos), mas que era uma pena por eu estar na cadeira de rodas. Putz, fiquei louca com isso e infelizmente ainda há muitas pessoas como essa que não enxergam a pessoa como ela realmente é e sim a primeira coisa que veem em sua frente é a cadeira de rodas. Tá, não vou dizer que ser cadeirante é a coisa mais legal do mundo, mas cada um é o que é, e se eu não posso andar tenho que me adaptar com a minhas condições de hoje, minha realidade. Eu tenho muito orgulho das minhas cicatrizes e marcas, minhas pernas finas, e é por pessoas como essas que o preconceito anda latejante por onde ela vá. Preconceito existe em todo lugar, não só em pessoas com deficiência. E nós, deficientes somos os mais prejudicados, mas não é por isso que vamos desistir agora. Muita coisa tem mudado e para melhor em pequenos passos, ops, rodadas o mundo anda menos exigente com o fato de relacionamentos entre cadeirantes e não cadeirantes. As adaptações estão evoluindo a cada dia, ruas, avenidas, estacionamentos, claro que temos muitos passos para dar e uma luta muito grande, sem tamanho. Mas quem sabe daqui há 50 anos, os próximos cadeirantes sofram menos e ganhem mais respeito. Não somos heróis nem nada, só queremos o direito de ir e vir e claro, o respeito como qualquer cidadão "normal".
Beijo grande!
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Romance no ar!
Oi gente!
Eu sei que estou devendo alguns posts mais voltado para a deficiência, mas para começar bem o mês de novembro vamos de romance... Esses dias eu estava sem sono e peguei meu celular e comecei a escrever, até que saiu um texto legal, então decidi postar aqui no blog! Na verdade tem uma série de mini textos sobre isso, mas o que eu achei mais legal foi esse. hehe
O amor que eu não tive.
Sempre quis ter um namorado roqueiro, tipo pop star... Iríamos ao show juntos, e eu ficaria nos bastidores só ouvindo sua voz e sua melodia, enquanto as garotas gritavam seu nome enfurecidas...
Ou então esperaria em casa e quando ele chegasse de madrugada depois de uma noite de muita música, ele pegaria sua guitarra envenenada e tocaria aquela canção mais melodiosa para mim. Naquela hora seria só eu e ele. Eu ouvindo, enquanto seus gestos estariam todos voltado para a música, seus olhos fechados, seus dedos grifados na sua guitarra, cada nota, cada letra, palavra lembraria nós. Porque roqueiros também são poetas, talvez disfarçados. Rebeldia que nada! E depois que terminasse a "nossa canção" encostaria a guitarra e viria ao meu encontro. E com a sua voz rouca e extasiada diria: Oh! Baby, (sim ele me chamaria de Baby) como senti saudade! E assim acaba a noite entre vinhos, beijos, guitarras e canções.
Ah, eu sou romântica assumida, não tenho jeito mesmo!
Beijo grande!
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