sábado, 25 de maio de 2019
Uma felicidade
A felicidade a gente não chama nem acerta, ela vem, desavisada, desajeitava e se manifesta de vários e imensos sentidos. Você pode e deve ser feliz. Não importa o quanto isso custe, ou as circunstancias que devemos caminhar até ela. Claro que não somos felizes 100% da vida, temos vários sentimentos e emoções que quase sempre atrapalham esse caminho. Mas sabe de uma coisa tente ver a vida com outros olhos, se veja em outra pessoa, com outra vida, isso sempre ajuda a entender o mundo e todos os que nos rodeiam com um olhar melhor. Um olhar para o outro e para o mundo.
Felicidade não é destino, mas sim ter a certeza que a vida pode ser melhor depois de algumas escolhas bem feitas. Felicidade é ser você e se entender do jeito que você é. É aceitar todos os nossos defeitos e as possíveis qualidades dentro de nós. Felicidade é se amar e fazer tudo que é possível para entender que além de você existe outras tantas pessoas nesse mundo com os mesmos medos, as mesmas angustias, mas o coração aberto para novas possibilidades.
Felicidade é ser a sua melhor companhia em uma quinta feira cinzenta. É saber olhar para o mundo de uma forma diferente. Felicidade é assistir um show da sua banda favorita, é ouvir aquela música dentro do carro enquanto você dirige em uma fila que não anda. Felicidade é ter sua independência, mesmo sentada em uma cadeira de rodas, é poder fazer o máximo de coisas sozinha. Felicidade é poder realizar aquele sonho que você um dia achou inalcançável.
Felicidade é ter uma família, é ter amigos, mesmo que poucos. Felicidade é ver o riso de uma criança e também rir junto. Felicidade é poder dançar depois de um dia cansativo e estressante, mesmo que seja na sala da sua casa. Felicidade é poder abraçar e tomar um café quente em um dia frio. Felicidade é poder ouvir seu próprio nome na boca de outra pessoa. Felicidade é encontrar com aquela pessoa que mudará sua vida para sempre. Felicidade mesmo é poder retribuir em pequenos gestos tudo o que você recebeu. Felicidade é sentir emoção com as pequenas coisas. Felicidade é tudo isso e muito mais. É retribuir, é oferecer, é ouvir, falar, andar (da melhor maneira que puder), é sentir e acima de tudo é ser você, é se amar, de verdade, sem fingimentos, nem amarras. sem vergonha de ser sua melhor versão. Pensando bem na vida não temos apenas uma felicidade, e sim várias felicidades, é só uma questão de saber olhar.
Beijo grande!
terça-feira, 21 de maio de 2019
Da série: Filmes
Oi Gente!
Bom, 2019 já está quase na metade e não postei nenhum filme legal aqui. Vou tentar postar mais filmes, sei que vocês adoram. Fiz uma listinha de alguns filmes interessantes que assisti em 2019 e vou compartilhar com vocês. Prepare a pipoca, e um lugar bem confortável, pois lá vem dicas da lesada para assistir com quem você gosta. ( isso é muito importante - ou com você mesmo.)
Sexy Por Acidente
Renee, uma mulher comum, luta diariamente com sua insegurança. Depois de cair de bicicleta e bater a cabeça, ela de repente acorda acreditando ser a mulher mais capaz e bonita do mundo, começando a viver a vida mais confiante e sem medo das falhas. Esse filme serve para todas nós, de uma hora para outra Renee se torna a mulher mais confiante do mundo - é engraçado e ao mesmo tempo inspirador. Temos que seguir o exemplo da Renee, adoro filmes desse estilo, que traga alguma lição como mulher, que podemos ser quem a gente quiser. Vale muito assistir.
Megarrômantico
Natalie é uma jovem arquiteta que se empenha para ser reconhecida por seu trabalho. Após um encontro conturbado, ela termina sendo assaltada, o que a deixa inconsciente. Quando acorda, percebe que misteriosamente foi parar em um filme de comédia romântica.O filme tem todos os elementos que uma comédia deve ter, é engraçado, e o mais legal disso tudo é que a heroína sabe que está dentro dessa comédia romântica. É engraçado, é bom sem ser incrível.
Como Superar Um Fora
Quando uma solitária publicitária sofre mais uma desilusão amorosa, ela decide que precisa desabafar sobre as coisas que ocorrem em sua vida, por mais que tenha vergonha de mostrar seus sentimentos a outras pessoas. Para driblar esse impedimento, ela cria um blog e escreve lá todos os anseios da vida de uma mulher solteira de meia-idade, mas se surpreende com o sucesso que atinge. É bonito de se ver a evolução da personagem. Gosto de filmes assim.
Gente que vai e volta
Após ser traída pelo namorado, a arquiteta Bea volta a morar com sua excêntrica família para tentar reavaliar a sua vida. É baseado no romance de Laura Norton.
O filme é uma graça, um drama leve e ao mesmo tempo divertido. O apoio da família de Bea nos mostra acolhedor e onde acontece muitas cenas engraçadas por ter uma família excêntrica. o Titulo do filme logo já nos traz a ideia que as pessoas que passam por nossas vidas são passageiras.
Espero que gostem das minhas dicas.
Beijo grande!!!
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Mais uma
A última quimioterapia chegou e com ela todas as lembranças. Mas sabe de uma coisa: todas as coisas ruins que o câncer trouxe vão passar, mas as coisas boas que o câncer trouxe, essas sim - vão ficar.
Depois que você completa a quimioterapia, chega em casa e tomba na
cama e só acorda no dia seguinte e nos primeiros três dias acontece umas coisas muito louca com seu corpo.
Primeiro dia - Bom, você não sabe o que fizeram com o seu olfato e
paladar. Te deram superpoderes e não te avisaram nada. Você sente cheiros a
quilômetros de distância. Os enjoos que vem e vão. Você então começa a paranoia
dos cuidados diários - você não pode se cortar, nada de sol, nada de sereno,
escovação bucal perfeita, nada de gordura, café, açúcar e muita água para se
hidratar. Ok, ok?
Segundo dia- Seu corpo começa a doer, costas, quadris e pernas,
principalmente. O sono e o cansaço são constantes, mas pelas dores você
consegue dormir pouco. E os remédios? Analgésico para isso, analgésico para
aquilo, relaxante muscular e lá se vai mais um dia.
Terceiro dia- Você sente muita fraqueza mesmo, parece que um
caminhão te empurrou e suas forças são reduzidas a nada. Fome? Bom, amigo
leitor isso é uma coisa que não existe nesses primeiros dias, porém é importantíssimo
se alimentar para poder adquirir forças, pois tem vezes que parece que você vai desmontar.
O apoio da família é fundamental nesse momento, mas sabe de uma coisa, você se sente sozinho nesses dias, é você com você mesmo. Você quer ter
forças, quer estar bem, porém é algo maior que sua vontade, maior que suas próprias
forças. Então pense comigo, pense positivo - é só uma fase, tudo isso vai passar.
Além disso tudo tem os cabelos. Você pensa: - não vai cair, mas
minha amiga sinto muito lhe informar caí, na verdade todos os pelos do seu corpo irão
cair, cílios, sobrancelhas, alguns que incomodam, outros que a gente sente
falta, mas de todos os cabelos que mais sentimos um impacto. Tive muitos tipos de cabelos, mas ultimamente estava com cabelão, e sempre tinha um amarrador no pulso. Tinha dias que esquecia que estava careca e de vez em quando pegava o amarrador para amarrar o mesmo. Cadê o cabelo? (risos)
Depois de todas essas aversões, e a última quimioterapia feita.
Pronto, agora que você pensa que estava livre de todos médicos e tratamentos, porém
existe o acompanhamento a cada 03 meses. Tudo bem que agora temos que conviver
com consultas e exames, mas a vida segue mais leve, com menos preocupações.
CARA, você venceu uma doença que só de pronunciar o nome já
assusta. Você encarou, caiu às vezes, lutou e venceu isso tudo. E o mais
importante conseguiu tirar lições positivas. Às vezes não damos valor nas pequenas coisas
da vida, estar VIVO é uma delas, e eu agradeço todo dia por ter conseguido
superar – de verdade. A gente está tão acostumado com os problemas do dia a dia
que esquecemos de agradecer e valorizar os pequenos momentos, as pequenas
coisas. Não importa se o pneu da sua
cadeira furou, que você esqueceu aquele compromisso, o eletrodoméstico que
estragou. O trânsito infernal que você tem que enfrentar, o dinheiro que não
entrou na sua conta no dia exato. Pare. Pense. Viva como se não houvesse
amanhã.
A vida é mais que esses problemas corriqueiros, viver é lindo - e
viva! Viva cada segundo, escreva o que quiser escrever, seja você inteiramente.
Cante, grite, ria alto, dance, escute as suas músicas, fotografe. Se inspire. Nada é mais bonito que viver da melhor forma que você puder.
Beijo grande!
Beijo grande!
sexta-feira, 15 de março de 2019
Da série livros: A Redoma de Vidro
Oi Gente!
Hoje vou escrever sobre um livro que li no final do ano passado da Autora : Sylivia Plath, que foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana. Reconhecida principalmente por sua obra poética, Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, "A Redoma de Vidro, sob o pseudônimo Victoria Lucas, com detalhamento do histórico de sua luta contra a depressão. Assim como Anne Sexton, Sylvia Plath é creditada por dar continuidade ao gênero de poesia confessional, iniciado por Robert Lowell e W. D. Snodgrass.Ho.
"Na ponta de cada galho havia um figo maduro − um maravilhoso futuro. Um figo era um marido, um lar feliz e filhos; outro, ser uma poeta famosa; outro, uma professora ilustre e mais outro era ser Éxis, a incrível editora; outro, conhecer a Europa, África e América do Sul e ainda outro era Constantin, Sócrates, Átila e um monte de outros namorados com nomes estranhos e profissões esdrúxulas; e um figo era ser campeã olímpica de equipe de remo e além desses tinha tantos outros figos que eu não conseguia nem ver." (Trecho do livro)
Sinopse: Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. “Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia”.
Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de menina para uma jovem mulher. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.
Ainda existe um fato triste sobre "A Redoma de Vidro e Sylvia Plath. Com 30 anos de vida, família e carreira sólida, era de se pensar que Plath finalmente havia escolhido os figos da sua figueira. Após um mês a publicação da "A Redoma de vidro", na manhã de 11 de fevereiro de 1963, Sylvia vedou completamente o quarto dos filhos com toalhas molhadas e roupas, deixando comida perto de suas camas, tendo ainda o cuidado de abrir as janelas do quarto para entrar ar. Em seguida, tomou uma grande quantidade de remédios, deitou a cabeça sobre uma toalha no interior do forno com o gás ligado e morreu em poucos instantes. Na manhã seguinte, seu corpo foi encontrado por uma enfermeira que ela havia contratado.
Bom, comecei a ler o livro no escuro, ou seja não sabia nada sobre a história do mesmo. O livro quase caiu no meu colo em uma lista de uma loja virtual. Bom, demorei um tempo maior para ler: "A redoma de vidro", um livro genial escrito pela Plath em apenas três dias. Com seu único e quase póstumo romance, ela abre o coração, abre suas feridas e lança uma luz sob uma doença que pode atingir qualquer pessoa e que todos nós devemos ter cuidado e respeito. Plath escreve de uma forma intensa, triste, mas ao mesmo tempo percebe-se as poucas alegrias que ela sente e muito bem, é impossível não sentir as dores da personagem Esther que entra na vida do leitor despertando um interesse sobre o livro. A Redoma de vidro é poético, denso, bonito e extremamente melancólico. Com certeza o livro vai despertar algo em você. Seja como for, que seja necessário.
Beijo grande!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
A primeira
Bom, faz tempo que quero postar um texto
sobre o que estou passando nesse momento. Já ensaiei esse texto várias vezes,
mas não consegui escrever realmente algo bom. Então, eu decidi escrever de trás
para frente. Vou começar com processo de quimioterapia. É difícil escrever de
um momento complicado na sua história, tenho certeza que vai ser só mais uma
lembrança que renasci mais forte ainda. Com ideias e ideais diferentes sobre a
vida, sobre aproveitar até a última gota cada momento que você tem a oportunidade
de ser diferente, de renascer, pois a vida é agora.
Na noite do dia 31 de janeiro tomei
os cinco comprimidos que o médico receitou para antes da quimioterapia e
fui dormir. Na manhã seguinte, dia 1 de fevereiro, acordei às 4:30 horas da
manhã, engoli mais cinco comprimidos que o médico recomendou. Tomei banho, me
arrumei. Levei uma bolsa térmica com sucos, gatorade (eu
fiquei com muito medo de ficar enjoada) biscoito, maçã e barrinha de cereal.
Nada muito saudável, eu sei, mas estou tentando mudar. 5:30 saímos de casa,
minha irmã me acompanhou nesse dia, levamos mais de uma hora de viagem até
chegar ao hospital. Quando a gente chega lá, pega uma senha e dois crachás.
Esperamos até abrir, e fomos uma das primeiras a ser atendida, pois quem faz
quimioterapia tem prioridade. Ufa!
Entramos no hospital, passamos por uma
triagem e seguimos a bolinha amarela até o setor de quimioterapia. Cada bolinha
amarela no chão que passávamos ficava mais frio, até chegar lá, não parecia que
estávamos no verão e sim no inverno. Eu estava ansiosa, não sabia o que
estava para acontecer naquele dia, mas ao mesmo tempo estava feliz pois seria
menos uma quimioterapia para a conta. Chegamos a recepção mostramos a guia para
a quimioterapia, os exames de sangue, a enfermeira nos mostrou o leito que iria
ficar, sim eu fiz a primeira quimioterapia deitada, pois a minha levaria quase
cinco horas, é deitar e curtir o geladinho entrando na veia.
Deitei na cama, era quase 9:15 horas, logo
a enfermeira veio "pegar" uma veia boa. Colocou o coquetel antes da
quimioterapia que são: soro e remédios para o enjoo. 9:30 veio um lanche,
iogurte, água de coco e pão quente, também tive uma visita da TO
(Terapeuta Ocupacional). Uma conversa bem bacana, que acrescentou bastante.
Enquanto isso o remédio corria pela as veias do meu corpo. Perguntei sobre os
possíveis efeitos colaterais, a enfermeira respondeu que as pessoas aumentam muito,
no meu caso, só depois de 24 horas que o remédio iria começar a fazer efeito.
Ufa, novamente.
Enquanto isso eu e a Paula conversávamos e
comíamos (risos) A quimioterapia me deu uma fome doida. 11:00 horas veio uma
sopinha em um copinho (tão pouco), se tivesse mais eu comia. Enquanto isso as
enfermeiras trocavam os remédios que passavam pela veia. Depois a Paula foi
almoçar e trouxe um copo de salada de fruta e comemos novamente. (risos).
Ah! Um efeito que a gente sente depois de duas horas mais ou menos é uma
vontade doida de fazer xixi, bom como vocês sabem eu uso sonda de alivio, eu
não sinto à vontade nitidamente. Algumas vezes quando a bexiga está muito cheia
começa uns espasmos e também dor na perna. Então vazou (Tiveram que tirar toda
a roupa de cama e colocar fora) é gente o remédio da quimioterapia é muito
forte, e não podem aproveitar essa roupa com xixi. Agora sei que tenho que
fazer o CAT de duas em duas horas. Ninguém me avisou né? As 14:30 horas acabou
a quimioterapia, depois eu e a Paula passamos em uma sala que tem lá no Centro Oncológico para
pegar uns lenços, pois o cabelo começaria a cair e voltamos para casa.
Essa foi o dia da minha primeira. A
gente nunca esquece as primeiras. Foi um dia diferente que vai se tornar comum
nos últimos quatro meses para mim. A gente nunca sabe o que passar e como
passar e na vida tudo é passageiro. A vida é isso, vamos com tempo adquirindo
mais e mais força para não deixar as dores nos abater e de repente uma
vibração diferente toma conta de nós para que as coisas boas passem a fazer
parte da nossa vida!
Beijo grande!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Filme - De carona para o amor
Oi Gente!
Saudades de vocês. Faz tempo que não escrevo nada, né? Devagar vou atualizando o blog, ok?
Hoje vou escrever sobre um filme que assisti no final de 2018. Adoro filmes Franceses!
Sabe aquela comédia romântica que te de pega? Então prepara a pipoca e lugar bem confortável que lá vem mais uma indicação da lesada.
SINOPSE: Jocelyn é um empresário muito bem-sucedido, extremamente egocêntrico e egoísta, sempre disposto a inventar mentiras para tirar vantagens em qualquer situação promissora. Um dia ele resolve seduzir uma bela mulher fingindo ter uma deficiência. No entanto, fica mais difícil sustentar a farsa quando ele é apresentado a nova cunhada, Florence que é realmente deficiente.
O filme é bonito, traz a personagem principal de uma forma leve, como se fosse uma pessoa "normal", claro que com as suas limitações - a vida deveria ser assim. Florence é super independente, isso é bem interessante, alegre, para-atleta e leva a vida de uma forma única. E o Jocelyn? O que falar dele. Bom, na minha opinião achei fofo o jeito que ele quer conquistar a cadeirante. é engraçado, às vezes atrapalhado, isso torna o filme ainda mais cativante. Algumas vezes que ele a encontra está com uma cadeira de rodas s diferente. Isso a intriga.
Acho que deveriam ter abordado mais a acessibilidade, seria bem pertinente para o filme e também para nós, cadeirantes. Vale muito a pena se aventurar em filmes diferentes - pode ser que isso seja por eu ser cadeirante. Valorizo muito temática de filmes que apresentam os personagens com alguma deficiência, pena que os atores não sejam deficientes de verdade para dar mais realidade de fato a obra. Assista e divirta-se!
Se você tem um filme para me indicar pode colocar aí nos comentários.
Ainda não está disponível na NETFLIX.
Beijo grande!!!
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