quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Post de Férias!

Bom, como o Natal já passou, e estamos naquele clima de feriadinho resolvi fazer um post diferente. Diferente é comigo! hahaha Então, já que moro no Sul do Brasil e aqui tem algumas belezas, vou postar algumas fotos, nada de fotos profissionais, só do meu celular mesmo. Quando saio, sempre o levo, e querendo ou não, às vezes sai umas fotos legais! (haha) Convencida? Imagina! Mas tirando a brincadeira, lá vamos nós! haha Preparados para a sessão férias do blog??? ^^














Perceberam que eu gosto de guarda-sol né? hehehe


Beijo grande! <3 p="">

sábado, 21 de dezembro de 2013

Oiii Gente!


Bom, esse é um dos últimos posts desse ano aqui do blog e não podia deixar de escrever alguma coisa legal, pois vocês que leiam as minhas baboseiras de sempre e ajudam diariamente, adoro muito tudo isso.
  Esse ano foi muito bom o que passei aqui e também fora desse mundo virtual. Muitas coisas aconteceram, alguns acontecimentos maravilhosos e outros nem tanto. Mas essa é a vida. Como disse Pedro Bial "Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo." Então, se você está por cima aproveite o máximo que puder da situação, não ature os palpites das outras pessoas e viva o que há pra viver. Mas também tem horas que temos que sair um pouco de cena, mas é só uma fase, que logo passa e no final tudo estará certo. Ah, e se a sua vida não é aquilo que você desejou, lute para que seja diferente. Leia, estude, trabalhe, tire férias, faça exercícios, compre uma roupa nova, viaje, compre livros novos, decore a casa, sorria, aprenda, namore... Seja lá qual for seu desejo, tente o diferente, o novo. A vida é caminhos cheio de escolhas, cabe  a nós escolhermos. E fazendo escolhas estamos traçando o nosso destino. Escolha o que te faz feliz, que te faz o coração bater forte e a emoção explodir. Seja alegre, tenha tolerância, paciência, as coisas não acontecem da noite pro dia, tudo que é importante e verdadeiro leva tempo a acontecer. É isso aí!!!
Eu desejo a todos Um feliz natal, cheio de esperanças, amor, paz e dias maravilhosamente melhores! 

Beijos enormes!

Foi muito bom estar aqui todo esse ano! :)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A Cadeirante!



Eu vivo com pernas e asas
Sem pernas e com asas
Sem asas e com pernas
Sou um dilema
Em cima de uma
Cadeira de rodas vermelha,
vermelha, vermelha...


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A gente não quer só comida! (A gente também quer fazer amor)

Adaptações, adaptações e adaptações! Ah, essa palavra que vira o cotidiano da gente, que significa mais liberdade para uma pessoa com alguma deficiência ou locomoção reduzida. Estamos sempre precisando nos adaptar mesmo sem querer e perceber. E hoje em dia quem não precisa de alguma adaptação nesse mundo maluco, corrido e cheio de coisas pra fazer. Vou contar a vocês um fato real, que aconteceu faz um tempinho. Bom, eu tive um namorado que não posso reclamar, ele topava tudo, e não reclamava de nada em se tratando da minha deficiência, eu sei que você deve tá pensando, quem está com você deve e tem o dever de te aceitar como você é. Bom, mas não é assim que as coisas funcionam. Vamos ao fato, sabe como é quando começa  namorar e depois de algum tempo as coisas vão ficando "quentes", é  gente, não é diferente com deficiente viu. Para com essa ideia retrógrada. Todo mundo que ama e consequentemente faz sexo, amor, transa, seja lá que palavra você usa, mas o significado é o mesmo. E vocês sabem como é a família, então imagina em se tratando de um deficiente, super, hiper, mega protetores, claro que com o tempo as coisas melhoram e você tem que mostrar que é capaz, assim irão confiar mais em você. Infelizmente, ainda é assim que as coisas funcionam. Mas voltando ao assunto, depois de um tempo, não adianta protelar vocês irão fazer e tem que ser um lugar legal, tranquilo e tal. (risos) Então a gente foi num motel, tá, foram alguns até a família liberar. (risos)  Um deles a porta do banheiro era tão estreita, que claro que a cadeira não entrou. Como ele era um super herói que salva a cadeirante em apuros, e também era um cara prevenido, ele tinha chaves no carro... O que ele fez? É, isso que você está pensado sim,  tirou a porta do lugar e a minha super cadeira entrou no banheiro. E para piorar a situação existia  um degrau, então ele usou a porta como rampa como vocês estão vendo aí na foto. Ele colocou um travesseiro debaixo da porta para sustentar e assim a rampa foi feita. Infelizmente aqui no Sul é bem raro motéis que tenham suítes adaptadas. Liguei para alguns, mas nada... Alguns não tem degraus e as portas são um pouco mais largas. Claro que meu ex namorado é andante. Agora, pensam comigo, se fossem dois cadeirantes, (Isso me lembra alguma coisa... hehehe), ou um muletante e cadeirante. Como todo mundo por aí, a gente ama, transa. Isso que eu uso uma cadeira número 38 e se a cadeira for maior. As pessoas tem que perceber que existem várias possibilidades e o direito de ir e vir é de todos. Por isso que alguns cadeirantes nem saem de casa para evitar dor de cabeça, saindo você vai enfrentar problemas e as outras pessoas irão perceber que precisam mudar sua atitude e até o lugar para que você e outros deficientes também possam ser recebidos como qualquer outra pessoa. Só precisamos de um pouco de vontade e alguns ajustes. Porque o direito de amar também é de todos!


Aqui tem uma listinha de alguns motéis adaptados, quem souber mais algum, favor deixar nos comentários. Assim podemos atualizar essa listinha!

Para visualizar, clique aqui.

Beijos enormes!


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

OI?

Oi gente! 

Bom, agora o blog está com uma novidade.  A partir de agora todo mês vai ter um post de algum convidado, seja deficiente ou não. E também pode ser qualquer assunto, não precisa ser só ligada a deficiência. Pois assunto é que não falta, não é mesmo!!! hehe 


E vamos começar bem. O texto de hoje é do queridíssimo Mario Sergio, morador de São Paulo que também possui uma deficiência chamada
Osteogênese Imperfeita, mais conhecida como "A doença dos ossos de vidro". Mas é isso aí,a vida continua e nós também continuamos, mesmo com as nossas dificuldades. Então, é melhor sentar e curtir o texto. hehe




OI?

Bom... A dona do blog me convidou para falar um pouco sobre deficiência. Algo que me toca de perto, já que possuo alguma. Todo ser humano possui. Se não fisicamente, psicologicamente, culturalmente ou espiritualmente, mas falo especificamente de uma deficiência no corpo, na carne, mais especificamente ainda nos ossos. É, nos ossos. Eu tenho uma síndrome rara conhecida como Osteogênese Imperfeita. Na verdade, não muito conhecida por esse nome. É mais facilmente lembrada se você disser que é "a doença dos ossos de vidro". Com aspas e tudo para dar um tom mais dramático e emocionante.
Bem... Não sei muito bem como falar sobre ela. Digo desde já que é a minha companheira mais fiel, sempre comigo, onde quer que eu vá. Não sei se uma mulher tão grudenta pode ser considerada uma boa parceira, mas é isso. Desde pequeninho, ela tem estado comigo. Perturbando e moldando a minha vida como bem quer, ou como eu bem deixo. E tento não deixar muito. Quero ser um marido autoritário. Que ela saiba que quem manda nessa bagaça aqui sou eu!
Brincadeiras à parte, como o próprio jeito popular de nomear a doença deixa claro, ela é um tipo de fragilidade óssea. Os meus ossos são bem mais frágeis do que os do pessoal "normal". E isso traz alguns inconvenientes. Como não poder praticar atividades muito radicais. Como piscar os olhos, por exemplo. Tá... Zoei. Mas jogar futebol é melhor não tentar. Nem manobras espetaculares no skate. É melhor nem tentar se equilibrar no skate só para garantir... Enfim.
A minha vida é o mais comum que eu consigo fazer com que seja. Fora as limitações que vêm ou podem vir da OI (jeito mais tranquilo e simples de chamar a parada. Favor não confundir com operadora de celular), eu tenho todas as potencialidades que qualquer outro ser humano tem. Aprendo, ensino, amo, odeio, sou magoado, magouo, alegro, sou alegrado, me entristeço e trago tristeza. Totalmente monstruoso e maravilhoso como qualquer outro. E até poderia enfeitar isso com uma história de vida, mas não estou muito a fim de biografias hoje. 


Mario Sergio



sábado, 23 de novembro de 2013

É!

É...
Eu não quero mais você.
Ou quero você?
Existe um dilema...
Quando seu nome vem de repente.
Meu coração bate mais forte.
Mas é só um nome, uma palavra, sem nenhum significado...
Será felicidade disfarçada?
Porque o destino é assim, faz a cadeirante rir e chorar ao mesmo tempo...
É apenas a vida!
Vida querida... Vida com felicidade e sorrisos estampados em rostos já conhecidos.
Olhos lacrimejados, sentidos aguçados...
Isso sim é viver... Vivo para que nossos destinos se cruzem novamente.


(A Cadeirante)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Muito mimimi!

Oii gente! 

Como vocês sabem ser blogueira já é considerada quase uma profissão, e por ter esse espaço aqui muitas pessoas me adicionam no facebook e pedem conselhos e tal e também recebo e-mails todos os dias com alguma pergunta, dúvida e tal que eu acho muito válido essa troca de informações sobre a respeito da deficiência. Então, alguns meses atrás uma pessoa me adicionou no facebook e como eu estava online ela começou a puxar assunto e tal. Na verdade essa pessoa nem é deficiente. A mesma falou que eu era muito bonita (risos), mas que era uma pena por eu estar na cadeira de rodas. Putz, fiquei louca com isso e infelizmente ainda há muitas pessoas como essa que não enxergam a pessoa como ela realmente é e sim a primeira coisa que veem em sua frente é a cadeira de rodas. Tá, não vou dizer que ser cadeirante é a coisa mais legal do mundo, mas cada um é o que é, e se eu não posso andar tenho que me adaptar com a minhas condições de hoje, minha realidade. Eu tenho muito orgulho das minhas cicatrizes e marcas, minhas pernas finas, e  é por pessoas como essas que o preconceito anda latejante por onde ela vá. Preconceito existe em todo lugar, não só em pessoas com deficiência. E nós, deficientes somos os mais prejudicados, mas não é por isso que vamos desistir agora. Muita coisa tem mudado e para melhor em pequenos passos, ops, rodadas o mundo anda menos exigente com o fato de relacionamentos entre cadeirantes e não cadeirantes. As adaptações estão evoluindo a cada dia, ruas, avenidas, estacionamentos, claro que temos muitos passos para dar e uma luta muito grande, sem tamanho. Mas quem sabe daqui há 50 anos, os próximos cadeirantes sofram menos e ganhem mais respeito. Não somos heróis nem nada, só queremos o direito de ir e vir  e claro, o respeito como qualquer cidadão "normal". 

Beijo grande!


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Romance no ar!



Oi gente!

Eu sei que estou devendo alguns posts mais voltado para a deficiência, mas  para começar bem o mês de novembro vamos de romance... Esses dias eu estava sem sono e peguei meu celular e comecei a escrever, até que saiu um texto legal, então decidi postar aqui no blog!  Na verdade tem uma série de mini textos sobre isso, mas o que eu achei mais legal foi esse. hehe


O amor que eu não tive.

Sempre quis ter um namorado roqueiro, tipo pop star... Iríamos ao show juntos, e eu ficaria nos bastidores só ouvindo  sua voz e sua melodia, enquanto as garotas gritavam seu nome enfurecidas...
Ou então esperaria em casa e quando ele chegasse de madrugada depois de uma noite de muita música, ele pegaria sua guitarra envenenada e tocaria aquela canção mais melodiosa para mim. Naquela hora seria só eu e ele. Eu ouvindo, enquanto seus gestos estariam todos voltado para a música, seus olhos fechados, seus dedos grifados na sua guitarra, cada nota, cada letra, palavra lembraria nós. Porque roqueiros também são poetas, talvez disfarçados. Rebeldia que nada! E depois que terminasse a "nossa canção" encostaria a guitarra e viria ao meu encontro. E com a sua voz rouca e extasiada diria: Oh! Baby, (sim ele me chamaria de Baby) como senti saudade!  E assim acaba a noite entre vinhos, beijos, guitarras e canções.


Ah, eu sou romântica assumida, não tenho jeito mesmo!

Beijo grande!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dia do Deficiente Físico!



Oiii Gente!


Hoje, 11 de outubro comemora-se o dia do deficiente físico...Na verdade eu nem sabia que existia essa data! Mas acho muito válido, pois assim as pessoas se conscientizem que existe o diferente e aprendem mais com isso para que a nossa sociedade seja um dia igualitária.
    Essa foto traduz bem esse momento, foi uma das primeiras fotos que tirei depois de sentar na cadeira de rodas. Nota-se que as borboletas ainda nem estavam na mesma. A cadeira novinha, com seu vermelho brilhante e reluzente. Depois  desse dia muitas coisas mudaram, eu mudei, a cadeira mudou. Agora, ela não é mais a mesma e nem eu. Juntas crescemos, descobrindo uma apoiando a outra, de alguma forma. Eu sei que pode ser loucura. Mas independente do que aconteça ela sempre estará ao meu lado, a cadeira. De uma maneira maluca ela me fez encontrar pessoas que nunca imaginei conhecer. Somos uma cadeira e uma pessoa, duas coisas que geralmente as pessoas tem estranheza e vivemos juntas. Ela agora está toda arranhada, seu cinza está aparecendo cada vez mais. Enfrentamos muitas coisas juntas. E eu só vejo o sol lá fora e um horizonte, onde não sei onde vai chegar. Só sei que de alguma forma, as coisas estão encaminhando para momentos melhores. E eu tenho muito orgulho da minha cadeira e das minhas marcas e cicatrizes, sei que sem elas eu não seria a mesma. Uma louca, varrida e desvairada e dona desse blog. Agora, sabe de uma coisa que eu acho que a gente não quer muitas coisas, queremos uma rampa legal, dignidade, e um banheiro decente pra fazer xixi. Será que é pedir muito? Ou eu sou essa inconstante exagerada!

Beijos grande!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sete coisas que não deixei de fazer!

Oiii Gente!

Prometi, e agora tenho que cumprir não é mesmo? E eis que aparece a  lesada aqui para distrair um pouco esse blog que "roda" um pouco na lenta e chega de tristeza, pois a vida continua. Já varri tudo que tinha que varrer, limpei a casa, varri toda a sujeira e os sentimentos ruins pra fora dessa casa. E com certeza, guardei tudo que foi bom numa gavetinha daquelas bem antigas, e quando quiser relembrar é só abri-la e como um passe de mágica as lembranças e sentimentos bons irão aflorar. Essa é a nossa vida, sem tirar nem por. Apenas simples, como sair por ai numa tarde qualquer sem ter o que fazer, ou o que encontrar e de repente encontra pessoas de anos ou para em algum lugar e come aquela sobremesa que esborda chocolate por todos os lados. (Nossa, que pensamento de gorda)
Mas tirando tudo isso, vamos a listinha da lesada aqui:


1- Não deixei de subir rampas- Pensando antes e depois da minha vida, eu sempre subi rampas e haja rampa e empenho. Eu subi rampas mancando, com as botas ortopédicas (que eram um horror, mas eram minhas.), subi rampas com as minhas órteses futurísticas, subi com as muletas pretas e depois a rosa. Esses dias estava lembrando os nomes das minhas muletas queridas. (risos) E por fim subi com a minha cadeira de rodas.

2- Não deixei de andar - Pensem comigo, mesmo que a forma de andar seja diferente, não deixei de andar por aí!

3- Não deixei de amar - Ah, eu sou tão sentimental! (risos) Isso também faz parte da vida de qualquer ser humano, seja ele raça, cor, religião, deficiência ou time de futebol. E claro que tudo tem seu tempo, e pode jogar pedras quem quiser, porém eu Tuigue ou mais conhecida como Tô acredito nas pessoas e em um mundo um pouco melhor para todos. E é escrevendo que eu me liberto. (risos)

4- Não deixei de ser deficiente- Uma deficiência não é fácil, tem gente que fala: Ah, se eu fosse cadeirante eu faria isso ou aquilo. Mas eu falo que só passando o que nós cadeirantes passamos, essa pessoa poderia ter propriedade para falar. Ninguém sabe até sentir na pele, sentir a cadeira rasgando a sua alma como se fosse parte de você. Ela rasga, nos faz chorar, leva a tristeza  ao desespero, mas ao mesmo tempo nos leva a alegria e a gente conquista até o céu. Vai por mim!

5- Não deixei de fazer as minhas coisas sozinha - Ser cadeirante não é doença, então se você pode fazer tudo o que for possível, faça. Claro, não vá se matar. (risos)

6- Não deixei de ser feliz - Bom, felicidade é uma questão de ser, então seja!

7- Não deixei de ser exatamente eu- Apenas, eu.

Beijos enormes!



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Recomeçando!



Faz muito tempo que não entro aqui e escrevo algo descente para esse blog. (risos) Muitas coisas aconteceram e por forças maiores tive que dar um tempo daqui. Pois o blog também faz lembrar coisas felizes e legais que não estava podendo naquele momento. Mas agora tudo voltou quase ao normal e eu devo um post merecedor nesse espaço. Pois sem vocês, meus queridos e amados dois leitores eu não conseguiria seguir com as minhas maluquices. (risos) Primeiro quero agradecer a tantos e-mails que eu recebo todos os dias e também os recadinhos nas redes sociais, sendo agradecendo, parabenizando ou pedindo alguma ajuda. É fato que quem se doa recebe muitas coisas em troca. É muito válido esse carinho todo que recebo dia-a-dia. Como falou  Clarisse Lispector "Escrevo o que sinto e não que quero." E com certeza o blog tem me ajudado nos mais diversos assuntos. É aqui que estravazo escrevendo os meus pensamentos insanos, malucos, divertidos, ou seja o que for. É aqui que aprendi a ser como eu sou. Mesmo que as correntes desse rio chamado vida esteja contra os nossos propósitos, que ele sempre traz alguma surpresa nova. Somos pessoas e com certeza, como seres humanos estamos sempre em busca do melhor, seja para a nossa vida ou a vida dos outros. Porque ajudar sempre é bom, compartilhar, cooperar um com o outro.
  Sempre é muito difícil recomeçar, a gente se vê um pouco perdida, onde multidões passam e você não sabe o rumo que seguir. Ficar perdida, despedaçada é tão normal quanto sair sem ter nada o que fazer e com um turbilhão de ideias novas na sua cabeça. Ficar perdida é como sair numa quarta-feira cinzenta com a esperança que o sol apareça entre as nuvens. Mas os perdidos se acham. E nos achando que recomeçamos uma nova história, talvez recomeçamo de onde e como menos esperamos. Mas a vida é assim, a cada dia uma surpresa nova, um desafio de saber viver, de ser feliz apesar das dificuldades. E assim me reinventado novamente, levantando e caindo a vida segue e eu posso me dizer feliz apesar das consequências não muito agradáveis, mas tudo tem um propósito e estamos aqui é para aprender a superar as nossas próprias dificuldades. (putz, escrevi bonito) haha

Beijo grande!


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Só mais um vídeo!

Oiii Gente!

Esse vídeo está rolando pela internet  e todo mundo está intitulando na "Vingança dos Deficientes." Acho que esse negócio de vingança não é legal, é só um direito que todos nós queremos, ser respeitado como qualquer cidadão, ter o direito de ir e vir. Mas sentir na pele as dificuldades que um cadeirante tem no seu dia-a-dia isso é válido. Quem sabe assim as pessoas possam ter um olhar diferente, um olhar de inclusão, de acesso, onde todos possam ir e vir sem nenhuma dificuldade. Porque o acesso não é só uma questão de ter, acesso é um direito de nós cidadãos, deficiente ou não. 

Agora senta e curti!  Ah, quem já sentado, fica sentado mesmo! kkkkk



Beijo grande! 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Três anos!



Queria palavras bonitas, doces, enfeitadas e coloridas. Mas agora só vejo a cor vermelha, ela me acompanha por onde eu for. Queria saber coisas antigas, novas e futurísticas. Queria apenas regredir alguns anos e poder tocar as minhas muletas cor-de-rosa. Talvez regredir mais alguns anos e poder caminhar com as minhas órteses futurísticas. Só que o passado ficou para trás e o que vale é o presente. Presente esse, que valeu cada choro, cada alegria, cada vida de ser quem eu sou. Sofri, mas  constantemente a alegria transbordou o meu ser.  Me reinventei, e novamente me redescobrir. Me apaixonei, e desapaixonei. Tomei banho de mar, subi escadas fantasmas. Subi e desci muitas rampas imagináveis. E onde me encontro agora?  Na vida e na constante arte de aprender. Futuro? Bom, isso só vou saber o que serei lá na frente. Quero estar em constante aprendizado. Me apaixonar novamente, subir e descer, altos e baixos. Isso faz parte da vida. Sofrimentos e alegrias. Dualidades que temos que saber lidar. Meu lugar é aqui, nesse momento, agora. São três anos de aprendizado, crescimento e porque não felicidade. Ser feliz não significa que temos que estar andando ou correndo. Felicidade transcende o nosso espírito, a nossa condição de ser humano. Quero transcender na vida, crescer como ser humano e também aprender que a vida é aqui e agora. E você tem apenas duas opções, ou escolhe ser feliz, ou escolhe ser feliz!

Beijo grande!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Playlist!


Bom gente como havia prometido mais um playlist dos muletas. Música boa pra ouvir  debaixo do cobertor e tomando um chocolate quente. Com esse frio que anda fazendo aqui no Sul, até que essa semana está mais quentinho!  Haha

Vamos para a listinha de hoje!

Ah, só uma curiosidade: Eu amo essa música do Coldplay "Viva la Vida" e a mesma foi feita em homenagem a um quadro com o mesmo nome da  pintora Mexicana Frida kahlo que também tinha uma deficiência. Vou prometer aqui e também vou cumprir em fazer um post sobre a mesma. A história dela é magnífica e ao mesmo tempo sofrida, mas ela soube usar a vida da melhor forma possível.

"Ela passou por um monte de merda, é claro, e então ela começou uma grande pintura em sua casa que dizia 'Viva la Vida'", explicou Martin da escolha. "Eu simplesmente amei a ousadia disso". ( Chris Martin- Vocalista do Coldplay)  

Legal né? O blog também tem cultura! (risos)



1- Pense e Dance - Barão Vermelho
2- Viva la Vida - Coldplay
3- Romance Ideal - Os Paralamas do Sucesso
4- Águas de Março - Elis Regina e Tom Jobim
5- Black - Pearl Jam
6- Garotos - Leoni
7- Sobre o Tempo - Pato Fu
8- Pra Quem Gosta de Nós - Pouca Vogal
9- As Coisas Mais Lindas - Nando Reis
10- Felicidade - Marcelo Jeneci

Pra ouvir é só CLICAR AQUI.

Beijos!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Dicas para resolver seus problemas de verdade!



Oi gente!!!



Navegando na net encontrei esse texto super bacana no site Entenda os homens e resolvi compartilhar com vocês. Nessa vida corrida sempre temos problemas e o que é pior a culpa é sempre do outro. A vida é tão fácil, mas o ser humano é estranho e complica cada vez mais. De um acontecimento pequeno faz uma tempestade. Eu acho que seria bom se todo mundo lesse pelo menos uma vez. Saber nunca é demais, e aí vai! E não fique pensando que é inutilidade viu! (risos) Mesmo quem abomina a auto-ajuda, mas no fundo todo mundo precisa, ou precisará um dia.


1 – Não tenha dó de si (enfrente o que existe de difícil na sua vida).
2 – Olhe os outros pelos outros (e não pelo que interessam a você).
3 – Deixe um pouco de lado seu vício de colocar seus desejos acima de tudo.
4 – Se desapegue da necessidade de ter todas as suas vontades atendidas.
5 – Pare de perguntar a origem do seu comportamento problemático e apenas aja na direção contraria dele.
6 – Desista de tentar esquecer as pessoas que passaram na sua vida, você não tem problema de memória, apenas ressignifique a importância que dá a elas.
7 – Aprenda a se comunicar com clareza.
8 – Pare de adotar sua opinião como se fosse uma verdade universal. E assim pare de reclamar (e colocar uma lente de aumento em impasses banais).
9 – Abandone a autoilusão de que é menos do que gostaria de ser ou mais do que realmente é.
10 – Coloque o amor no seu devido lugar e pare de transformar seu relacionamento (ou a falta dele) numa ideia fixa de religião pessoal.
11 – Aprenda a ficar só e enfrentar os seus demônios.
12 – Se você que é anfitrião de sua vida não cuida dela bem não espere que os outros façam diferente.
13 – Se você ainda lamenta dizendo “tudo acontece comigo” entenda que é redundante, afinal tudo o que acontece em sua vida é realmente com você.
14 – Se sua opinião contraria a realidade, abandone sua opinião.
15 – Se a sua imaginação não corresponde aos fatos, fique com os fatos.
16 – Não tente resolver um problema do mesmo jeito que o criou.
17 – Não fique remoendo o passado, um amor frustrado ou uma oportunidade perdida, deixe a vaidade de ter controle sobre o que não tem controle de lado.
18 – Não reclame da inutilidade dessa lista se você nem tentou colocá-la em prática.
19 – Não espere resultado imediato, pois imediatismo é irmão do egocentrismo, provável causa de seus problemas.
20 – Imaginar ou se queixar que os itens da lista são distantes ou impossíveis é o mesmo que dizer “gosto do meu problema, levei muito tempo para criá-lo”

Beijo grande!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

....



Quanto você tem 18, 20 anos seu sonho é encontrar um cara bonito, sarado e forte...
Mas com o tempo você  vai vendo o que realmente importa...
Você não tem mais 18 anos e as prioridades também mudam com o tempo.
Se ele olha pra você quando está distraída,  se ele sorri, se é presente, se está ali firme e forte...
Se te ouve, se segura a sua mão, se não faz pouco dos seus sonhos, se escuta seus medos, se é companheiro nas horas boas e ruins.
Se topa ver um filme chato  só pra ver você sorri, se te abraça sem motivo, se tem paciência, se te ensina coisas novas.
Se topa fazer um programa super chato só pra te fazer companhia, se te olha nos olhos, se te rouba um beijo de vez em quando. Se ele está ali por você. Mesmo sem tempo, dá um jeito e vai te ver. Se aceita as diferenças, acredite, ele curti você. Se ele compartilha esse momentos com você, faz acreditar que a vida realmente vale a pena. Talvez, daqui  há alguns anos você leia e ache besteira, mas agora fez a diferença no que realmente você acredita.

Beijo grande!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Livro: O Segundo Suspiro


A História-  Philippe Pozzo di Borgo era um executivo de sucesso e herdeiro de duas tradicionais famílias francesas. Porém em 1993 sua vida sofre uma reviravolta dramática quando, após um acidente de parapente, ele fica tetraplégico. Na mesma época, sua mulher, Béatrice, enfrenta uma doença terminal. Em meio à dor, Pozzo di Borgo isola-se em sua luxuosa casa em Paris e passa a ter como acompanhante o argelino Abdel, genioso e desinibido com as mulheres — mas que, por trás de sua fachada temperamental, também sofre da solidão e da sensação de deslocamento.
Entre o aristocrata e seu “diabo guardião”, surge uma inesperada camaradagem que transforma suas vidas. Abdel introduz em seu cotidiano a aventura e o imprevisível, e Pozzo di Borgo descobre que, mesmo nas mais adversas das condições, é possível cultivar um intenso apetite pela vida, voltar a amar e ser amado.

Bom, falar de livros sempre nos remete  lembranças boas e esse em especial me tocou profundamente. É acima de tudo um livro de superação, amor, rebeldia, adrenalina e também nos remete  situações difíceis enfrentadas por um tetraplégico. Ele é considerado um drama, porém entre as linhas também existe  a esperança de uma pessoa como as outras de parecer normal entre as dores, e o sofrimento, onde de uma hora para outra viu sua vida mudar radicalmente. É a mescla de tragédia com ironia. A sensibilidade é inerente ao leitor, ele é puro e sincero. A história é linda! A história de vida é comovente. Várias vezes me peguei com água nos olhos por um momento em que ele, Philippe passava por um momento radicalmente insatisfatório para não falar uma palavra mais forte.  Eu não aguentaria tudo como ele soube com maestria enfrentar a vida e dar a volta por cima (radicalmente) nessa história toda. A história é  forte e bela, porém se perde entre o fraco desenvolvimento. Imagino que isso tudo tenha um sentido, talvez ele queria que a sua história fosse realmente verdadeira, nada de fantasias ou inevitáveis lágrimas. O que é mais importante ele tinha, sua história, e ninguém poderia mudar cada linha, palavra e sentido, principalmente o amor por Béatrice. A tetraplegia é forte, dolorosa, brutal, não há como definir essa palavra, mas também pode ser doce, cheia de caminhos floridos, onde podemos passar dependendo do olhar daquele que a adquiri. 

" No hospital, eu descobri a miséria da dor, a solidão dos estrupiados, a exclusão dos velhos, dos não produtivos, a perda da inocência de tantos jovens. Até que o acidente me fizesse entrever a imensidão desse sofrimento, eu estava protegido dele! Alguns jovens passam um ano nesse tipo de clínica. Não têm televisão, rádio nem visitas. Eles se escondem para chorar suas aflições, suas culpas o sentimento de uma extrema injustiça." ( Página 100)


"Ele é insuportável, vaiodoso, orgulhoso, brutal, inconstante e humano. Sem ele, eu estaria morto por decomposição. Abdel cuidou de mim sem cessar, como se eu fosse um bebê de colo. Atento ao menor sinal, presente em todas as minhas ausências, ele me liberou quando fiquei preso, me protegeu quando eu estava fraco. Ele me fez rir quando eu não aguentava mais. Ele é meu diabo guardião." (página 108)

Eu termino esse post com uma frase do livro; 

Eles são anjos.


Beijo grande! 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Rampas e escadas rolantes!

Eu na rampa rolante.


Sabe o que todo cadeirante deseja? Acesso, acessibilidade, porém nem sempre existe em todos os lugares. Digamos que na maioria das vezes é raro o lugar que tem uma rampa, só mesmo em shoppings, onde se encontra estacionamento adequado e banheiro adaptado. Só que tem um detalhe, às vezes o elevador está quebrado, ou você quer vestir um personagem radical, sabe,  e tem que usar a escada rolante.A primeira coisa que vem a sua mente é que cadeirante e escada rolante não são compatíveis e por vários motivos que nem preciso mencionar, o medo toma conta de você. Sozinha (o) em escadas rolantes são para aqueles cadeirantes com espirito aventureiro ou suicida. Pra dizer que nunca andei de escada rolante: foi somente uma vez, mas meu boyfriend me segurou.  Ele empinou um pouco acadeira pra trás, onde as rodas traseiras ficaram na escada e  subimos assim, foi tranquilo desse modo. Um dia desses  fui em uma loja famosa aqui de Santa Catarina, do piso térreo para o primeiro andar não existe elevador, só uma rampa rolante, pedimos para parar a rampa, o moço deixou as pessoas descerem e parou a mesma, ele nos deu a ideia de reverter o sentido da rampa, assim conseguimos subir tranquilamente, eu só travo a cadeira e fico esperando pra quando chegar no fim da mesma destravar. Simples! Minha irmã ficou fazendo piadinha que eu paro a rampa. (risos). Mesmo que o acesso ainda seja precário, sempre há um jeito de transformar as dificuldades em algo melhor.

Beijo grande!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sete coisas que considero TOP!

1- Converse- Esse só poderia ser o primeiro da minha listinha, pois desde os tempos da ortese na perna esquerda ele me salvou de poucas e boas. Atire a primeira pedra quem nunca usou um converse. E eu simplesmente amo, tenho alguns, depois tiro fotos e posto  aqui, porém meu sonho de consumo ainda é o converse botinha vermelho. Ainda não o comprei, medo de me arrepender depois. :D

2- Chocolate- Sendo preto, pode ser qualquer um, mas o meu preferido é o amargo, tem mais gosto. O chocolate branco não gosto muito, mas uma vez comi um da Cacau Show com gosto de menta, muito diferente, até que suportei.

3- Adesivo de Borboletas- Os que eu tenho na minha cadeira, seja qualquer tipo, eu adoro as voadoras.


4- Instax Mini Fujifilm - Então, nessa vida vocês já ouviram falar da famosa Polaroide que tornou febre nos anos 80 , 90 e nos anos 2000 pelos  nostálgicos de carteirinha. Isso tudo porque além do design é famosa por revelar a foto na hora. Era apertar o disparador e em questão  de segundos saia a foto. O melhor é que a  Fujifilm lançou na metade desse ano a Insta Mini  7S que faz tudo igual a Polaroide, além disso o design mudou, muito mais cool, mas o charme da câmera é o preço, a Instax Mini sai aqui no Brasil por R$ 350,00.  As fotos possui um acabamento brilhante com o tamanho de 8cm x 6cm e com aquele efeito vintage. Os filmes sai em média R$ 35,00 (10 fotos)  Legal né? Pra quem gosta de fotografia e revelação rápida  é uma mão na roda! (risos) 

5- Cor Vermelha - A minha favorita, como a minha cadeira de rodas.

6- A música "Modern Man"do Arcade Fire no Cd The Suburbs. (Minha homenagem ao Dia dos Homens) risos 
Para ouvir é só clicar aqui


7- O filme "As sessões" - Mark O'Brien (John Hawkes) é um escritor e poeta que, ainda criança, contraiu poliomielite. Devido à doença ele perdeu os movimentos do corpo, com exceção da cabeça, e precisa passar boa parte do dia dentro de um aparelho apelidado de "pulmão de aço". Mark passa os dias entre o trabalho e as visitas à igreja, onde conversa com o padre Brendan (William H. Macy), seu amigo pessoal. Sentindo-se incompleto por desconhecer o sexo, Mark passa a frequentar uma terapeuta sexual. Ela lhe indica os serviços de Cheryl Cohen Greene (Helen Hunt), uma especialista em exercícios de consciência corporal, que o inicia no sexo. (Muito interessante o filme, vale a pena assistir e refletir sobre as dificuldades amorosas e sexuais das pessoas tetraplégicas e porque não  paraplégicas. Pois dificuldades todos nós temos, senão a vida não teria graça.) Trailer aqui



Espero que vocês gostem das minhas coisinhas TOP
Beijinhos top pra vocês também! 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Apenas uma cadeira de rodas!

Oi  gente!

Sabe quando a gente fica feliz por ter um blog, ego narcisista aflorado, mas sem brincadeira, o blog é uma das coisas mais legais e bonitas que eu tenho. Muita gente fala e se reconhece nos meus posts, que ri, chora, (tá gente, eu deixo rs) que eu ajudei em tal situação. Isso  tudo é muito bacana, saber que de alguma forma eu ajudei uma pessoa enfrentar alguma dificuldade, pois dificuldades que não faltam na vida de um cadeirante. Saindo desse mundo virtual e entrando para o real. Alguns meses atrás estava eu  em uma cidade vizinha em um domingo de família, sabe como é quando a parentada se reúne, muita conversa, risadas, comidas e assim vai.  Então, eu estava lá sentada na minha cadeira de rodas, quando de repente para um carro em frente da casa da minha tia, um senhor sai do carro abre a porta do caroneiro e uma senhora sai do mesmo com muita dificuldade, esse casal vem andando de braços dados, ele segurando ela até onde estávamos. Bom, a conversa continua normalmente e eu sentada em minha cadeira vermelha. O senhor começa a puxar conversa comigo, me pergunta o que aconteceu por eu estar sentada ali. Conversa vai e conversa vem também falou sobre a doença da mulher dele, e assim terminamos a tarde com muita conversa de "estrupiadas".  Depois de algum tempo minha Tia falou que a senhora em questão não aceitava a doença, e o marido já tinha feito de tudo para comprar uma cadeira de rodas e nem muletas ela usava. Também falou que como pode uma menina de 28 anos (gostei da idade rs) ser tão alegre, extrovertida (melhor parar com os elogios, pois ficarei muito convencida rs) em uma cadeira de rodas. Depois disso tudo, ela resolveu aceitar a cadeira e até a encomendou. Eu sei que isso não é nada, perto do que acreditamos realmente, mas ao menos as minhas palhaçadas, tolices e "lesadices" ajudou uma pessoa.  O que estamos fazendo aqui? Bem, isso não tem resposta. O que a gente leva é o que fazemos de bom, eu acredito nisso, em uma força maior. Por isso não reclame, não seja infeliz, acredite em você e que tudo tem seu tempo certo. Não tenha uma vida mais ou menos, mas sim uma vida inteira e não se arrependa das escolhas que você fez, pois essas escolhas te fazem único(a).

Beijo grande!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Primeiro Playlist do Muletas!



A música sempre esteve presente na minha vida! E quem não gosta de uma música boa? Todo mundo não é mesmo! Meu namorado fala que sou chata, só gosto de um estilo de música. Claro que ele fala isso pra pegar no meu pé, ops, roda. (risos)  Mas isso não é verdade, cada um tem um gosto, isso faz parte da personalidade de cada pessoa, e eu não vou escutar uma música chata só porque a outra pessoa quer. (risos)

Então, agora cada mês vou colocar uma listinha das dez músicas mais TOP que estou escutando ultimamente. Quem quiser comentar, dar sugestões, o espaço está aberto. 

1-On The Radio - Regina Spektor
2- Hey Jude- The Beatles 
3- No Regrets (Non, Je Ne Regrette Riem) Emmylou Harris
4- All Star - Nando Reis 
5- Wonderwall - Oasis
6- Brasil - Casssia Eller
7- Cherish - Renato Russo
8- Love Is - Renato Russo 
9- O Retorno De Saturno - Detonautas
10- Scrivimi - Renato Russo 


Perceberam que sou fã do Renato né?

Beijos! 
Ah, ouça com alguém que você goste, ou sozinho mesmo. O importante é curtir. :)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Aproveita o feriado e vai ler um livro - "Na minha cadeira ou na tua?"



Sabe aquele livro que você começa a ler e a vontade de saber o fim é imensa, então esse é um deles. Você ri, chora, e dá gargalhada junto com a autora. É um livro leve que revela os pensamentos e a vida de uma menina de 19 anos, onde uma doença colocou a cadeira de rodas no caminho da sua vida. (realidade de muitos jovens no nosso Brasil seja por alguma doença ou acidente). Sem esconder a vontade de desistir, este relato autobiográfico traz humor e esperança das situações difíceis e também não poderia faltar à tragédia, como parte da vida de uma cadeirante, pois só quem senta em cima dessas rodas sabe realmente o que a realidade. Não tem palavras para explicar os sentimentos que passam por nossa cabeça, alegria, tristeza tudo ao mesmo tempo, mas nós seres humanos somos pessoas adaptáveis e adaptar a nova realidade é o começo. Juliana Carvalho, com muito humor conta os desafios do dia-a-dia.  Sem falar das "Las Turbinadas" (risos) Ela também conta seus amores e desamores. Recomendo muito esse livro, seja cadeirante ou não, pois na vida temos que seguir um caminho, não importa se seja fácil ou difícil o importante é percorrer até conseguir os nossos sonhos.

Como ela mesma relata no livro, Juliana Carvalho passou cinco anos da sua vida "assexuada" e foi no Sarah que conheceu o primeiro parceiro pós-lesão. Desde 2001 ela está em uma cadeira de rodas. "Eu vivi relações antes e depois de estar numa cadeira de rodas. O curioso é que, depois da lesão, tive um dos melhores orgasmos da minha vida. Tem muita mulher que anda, e nunca soube o que é isso. Mesmo com limitações, o tesão é o mesmo, a capacidade de dar e receber prazer também", assegura.

"Fazia sete meses que minha vida tinha dado uma grande virada. Da água pro rum. Sete meses que eu não caminhava, não jogava futebol, não tomava uma cerveja. Sempre acreditei que ficaria boa. Precisava acreditar nisso, e essa esperança vai morrer comigo. Foi ela que me manteve viva. 
Eu sabia que tinha uma grande guerra pela frente, mas valorizava muito as batalhas vencidas. Era engraçado está ciente de tudo o que tinha passado, como se eu fosse uma criança, só que com plena consciência das minhas limitações. Lembro que com poucos meses antes eu não conseguia nem escovar os dentes ou abrir um zíper.
Após muita reflexão, descobri que era possível sobreviver a essa experiência colocando em prática o sábio trio: fé, paciência e perseverança. “Fé, porque se acreditarmos, a coisa acontece; paciência, porque depender dos outros é um grande desafio, lesão medular é escola de humildade; e perseverança porque nada cai do céu, e o esforço, por mais demorado que seja, traz a recompensa.”

Espero que gostem! 
Beijo grande!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Necessito!


Necessito de um sorriso. Necessito de  um abraço. Necessito de lágrimas. Necessito elogios. Necessito de uma conversa. Necessito de pessoas. Necessito amigos. Necessito de risadas gostosas. Necessito de banho de chuva. Necessito de ar, sol e mar. Necessito escrever. Necessito ler tudo o que posso e não posso. Necessito aprender dizer não. Necessito escutar Gil e Caetano. Necessito de raiva. Necessito ficar sozinha por alguns instantes. Necessito me desligar de tudo. Necessito de crianças. Necessito da vida sem prós e contras. Necessito de rodas e mais rodas. Necessito de rampas. Necessito de espaço. Necessito de liberdade. Necessito de inteligência. Necessito de elegância.Necessito matar as saudades. Necessito ser compreendida e compreender os que estão ao meu redor. Necessito de elogios. Necessito mudar o rumo. Necessito de amor. Necessito de paixão. Necessito compreender o que há de novo. Necessito de mudança. Necessito observar o pôr do sol. Necessito desabafar. Necessito deitar na grama e olhar o céu. Necessito pensar. Necessito ficar de pé novamente por um instante. Necessito de tempo. Necessito me organizar. Necessito esquecer tudo o que me faz mal. Necessito de confiança. Necessito ter coragem. Necessito de paz. Necessito de compaixão. Necessito de motivação. Necessito fugir  por um dia, sem dar satisfação a ninguém. Necessito dormir ao ar livre. Necessito saber ouvir. Necessito falar as coisas certas. Necessito sentir o vento bater ferozmente em minha pele.  Necessito de um dia totalmente perfeito. Necessito de você. Necessito de alguém. Necessito de alguém que me abrace forte e me fale que tudo vai ficar bem, que no final, vai valer a pena. Necessito de muito e ao mesmo tempo de tão pouco. Necessito da vida. Necessito ser feliz.

(Simplesmente eu) (Tuigue)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cadeira!

Oi gente!

Hoje vim aqui contar uma experiência não muito boa.(risos) Algumas semanas atrás como qualquer pessoa normal fui ao shopping com a minha irmã e eu tive a infeliz ideia de deixar a minha cadeira em casa, pois não iríamos demorar, assim poderia usar aquelas cadeiras de rodas que estão disponíveis para o uso de qualquer pessoa com a locomoção reduzida, ou seja os quebrados mesmo. Chegando no shopping, minha irmã estacionou o carro e foi até a recepção pegar a cadeira,  a aparência não era das piores, comentei com ela, trocaram as cadeiras, essa deve ser melhor. Engano meu, sabe aquela sensação de você sair de um carro sedã e entrar em um fusca. (não estou criticando quem gosta de fusca, é só um exemplo) A cadeira era pesada, acho que pesava uns 100 quilos, sem brincadeira, vocês não tem noção... Rezei até pra Nossa Senhora dos Cadeirantes para eu conseguir tocá-la, se é que existe algum Santo que ainda ouve nossas preces. Deve estar atolados de tanta reclamação, rampas, acesso e lá vai. Mas
Meus pés na cadeira de rodas do shopping.
continuando, até que consegui por algum tempo, depois minha irmã empurrou um pouco que estava exausta, os braços cansados, desconfortável naquela cadeira. Pior que quando a minha irmã entra no shopping, ela demora anos luz pra sair de lá. (risos) Quando ela falou: - Vamos embora! O alívio tomou conta de mim. Ruim foi no outro dia, senti uma dor imensa nas costas e nos braços de tanto esforço, nunca senti uma dor como aquela, deve ser a idade que está ajudando. Por isso, nunca reclame da sua cadeira de rodas, existem piores por aí! 
Mais uma experiência da lesada! 

Beijo grande! 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pouco a Pouco!

Oiii Gente! 

Esse é mais um vídeo que fiz para o blog , um sábado sai com minha cadeira e uma câmera digital e filmei o trajeto de 20 minutos, só que cortei algumas partes para não ficar cansativo! Vocês irão conhecer um pouco mais da minha cidade, até que as ruas são legais, o calçamento, pois a calçada de passeio simplesmente é um artigo de luxo, então temos que andar pelo calçamento mesmo. Perigo? Não, imagina! Dei umas rodadas com a cadeira no vídeo, não se assustem. Espero que gostem!



Ah! O título do post é a tradução da música do Oasis, que simplesmente amo. "Little by little" e também a música que usei para abafar o barulho do vento, mas não adiantou muito. (risos)

" Nós, o povo, lutamos por nossa sobrevivência
Nós não nos pretendemos perfeitos, mas sermos livres
Sonhamos nossos sonhos sozinhos sem resistência
Desvanecendo com as estrela que desejamos ser." (Oasis)


Beijos cadeirantes! ;)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A sexualidade dos Cadeirantes!





Ser deficiente físico não é fácil, sempre existe dúvidas quanto a nossa realidade de estar sentado em uma cadeira de rodas. Como é isso? Como é aquilo? E lá vão perguntas que nunca acabamos de responder durante a nossa vida inteira. Não estou criticando, sei que o ser humano é curioso e acho válido de querer saber como é, assim construiremos um mundo quem sabe, com menos preconceito e mais aceitação entre as pessoas diferentes. Uma das coisas que mais nos perguntam de como é? É, estou falando nisso mesmo. Como se faz? Como é? Às vezes dá vontade de responder: - Bom a gente começa desabotoando a camisa e.... Claro, que não vou colocar detalhe aqui, mas que dá vontade, isso dá. O sexo é um tabu, imagina então, em se tratando de pessoas com alguma limitação física, mas estamos aqui para desmistificar a vida sexual do cadeirante.O sexo está sempre relacionado a cintura, bunda, pernas, então, as pessoas imaginam que como temos déficit nesses requisitos, a vida sexual não faz parte do nosso cotidiano. É bom lembrar que as pessoas em cadeiras de rodas são iguais a você em quase tudo, a única diferença é a mobilidade. Os sentimentos, as conversas, os interesses são iguais. Há algum tempo atrás acreditava- se que o deficiente era um ser assexuado. Você pode ser frígida, não sentir tesão, ter impotência, mas chegar pensar que somos assexuados está totalmente fora de questão. Sinto muito informar, mas temos vida sexual sim e de muita qualidade, eu garanto. (risos) Geralmente a família protege demais o deficiente, assim atrapalhando a vida sexual e afetiva do mesmo. Aceitar que nós, deficientes temos o direito de amar, que como qualquer pessoa precisamos de afeto, autonomia é o primeiro passo para nos tornar independentes sexualmente.  Vou falar aqui como mulher e cadeirante e com as minhas experiências. (risos) Como nós cadeirantes temos pouca sensibilidade da cintura pra baixo, muitas pessoas imaginam que não sentimos prazer. Claro, que cada pessoa é única, mas de modo geral as cadeirantes sentem prazer, orgasmo, igual a qualquer mulher, só que o jeito de chegar lá é um pouco diferente. Mas você vai me perguntar: Como é isso? Vamos por partes pra ficar com mais suspense. (risos) A principal diferença está na maneira de sentir prazer, uma vez que as zonas erógenas, responsáveis
pelo prazer não estão mais ligadas á parte genital. Um beijo mais "quente", ou toque em uma parte não convencional, pode se tornar mais excitante que o habitual. O cadeirante explora mais os sentidos, e o estímulo visual ganha mais atenção.  O prazer está diretamente ligado ao cérebro,  então é válido explorar a imaginação. Se você sente tesão em imaginar que está em uma praia deserta com o seu amor, vai em frente.  E tem mais, o orgasmo é uma função cerebral. Segundo a sexóloga Laura Müller:  "No cérebro  há o que se chama de centros de prazer: diversos núcleos onde se concentram as células nervosas responsáveis pelo prazer." Ou seja, é possível ter orgasmo sem sentir nada da cintura pra baixo. Alguns movimentos estão perdidos, mas mesmo assim podemos explorar de outros jeitos. Arrancamos algumas páginas do Kama Sutra e reinventamos outras, pode até não acertar na primeira tentativa, mas com jeito tudo se ajeita. Outra preocupação que as cadeirantes enfrentam é a questão fisiológica, esvaziar a bexiga antes da relação para não correr o risco de vazar, para elas isso é  primordial. O preconceito é nato do ser humano, quando uma parte do casal não é deficiente, os andantes são vistos como heróis, corajosos por "assumir" uma grande responsabilidade. Quando, isso é uma grande bobagem, já que ninguém está à procura de um enfermeiro, e sim de namorados. E o que todo mundo quer é carinho, prazer e amor. Então, relaxa e curte o momento! E você  vai me perguntar: Como fica a vida sexual depois de uma lesão medular? Eu respondo - Ela continua...

Beijo Grande!


domingo, 31 de março de 2013

Relacionamentos amorosos.


Falar de relacionamento amoroso e deficiência gera muita discussão, mas hoje, esse assunto está sendo muito mais ocorrente e fico feliz que as pessoas estão tomando consciência que o deficiente físico é igual a qualquer pessoa. Claro, que temos nossas limitações, mas isso não nos torna inferior as outras pessoas. Sei, que o corpo é o nosso cartão de visita, e geralmente esse corpo gera estranheza por parte das outras partes.  Quando alguém se apaixona por você não leva em consideração o estado físico. Pois a paixão, o amor, está acima desses fatores. Quando nos apaixonamos, apaixonamos pelo conjunto inteiro, pelo sorriso, o modo de falar, como se comporta, como sorrir, o corpo é só um agregado. Nós deficientes, temos a mania de ser inseguros perante as relações amorosas, sei que o medo de nos decepcionar nos torna mais frágeis. Somos como uma sapateira velha no canto da casa com muita poeira e cheia de sapatos, um dia alguém descobre aquela sapateira velha e ao abrir redescobre que a algo de bom nela, os sapatos. (risos) as imensidões de coisas bonitas. Quando alguém tá afim de você de verdade ele (a) não vai se importar do jeito que você anda, nem como seu corpo se apresenta. Pode ser a garota mais linda e sexy do mundo, mas quando o cara não tá afim, ele não vai correr atrás de você. Felizmente, as coisas acontecem de maneiras adversas, eu penso que isso é muito válido. Como todo mundo, temos nossas relações, como qualquer pessoa temos nossas diversidades. Ninguém é igual a ninguém e com isso aprendemos a respeitar o espaço do outro, refletir sobre o que realmente queremos. Não somos bibelôs, somos pessoas e isso acontece com qualquer ser na face da terra. Claro, que no começo tudo são flores, você pensa que encontrou o cara perfeito, mas com o tempo vão aparecer os defeitos. E com você será exatamente igual. Defeitos e qualidades existem pra provar o quanto a gente ama determinada pessoa.  Com o tempo você vai aprendendo a lidar melhor com as outras pessoas e as relações vão se tornando mais fáceis. RELACIONAMENTO não é fácil, mas cada um com seu jeito, suas diversidades, vamos nos acostumando um com o outro e se nessa relação o amor estiver em evidência, vai tornar um caminho sólido. Nada é tão gratificante quanto superar esses caminhos de pedras.  Relaxa, que no fim a vida toma o caminho certo.

Beijo grande! 

sexta-feira, 1 de março de 2013

3 anos de blog e alguns pensamentos soltos.




Pra começo de post, eu esqueci o aniversário do blog, deve ser a velhice, porém o importante é que eu lembrei depois de uma semana. (risos) Então, no dia 21 de fevereiro   o blog completou três anos de existência,  e digo a vocês leitores que foram anos muito bons. Entre o blog e eu existe uma linha tênue que separa a Tuigue antes e depois do Muletas. Depois, que comecei a escrever as minhas experiências como muletante e agora cadeirante comecei a perceber que há um mundo de possibilidades e também de transformação nessa vida de pessoas com alguma deficiência. Não quero fazer falsa propaganda, mas em fator de heróis e mocinhos, ninguém se torna um herói de verdade só por atravessar uma rua má calçada. Precisamos de acesso sim, é um direito que qualquer cidadão, de poder ir e vir com um pouco de dignidade. As cidades estão muito mal preparadas para receber uma pessoa com deficiência, mas não é por isso que vamos desistir. Sabe aquele lema: "Nois se vira." Então, quando queremos alguma coisa de verdade, conseguimos, não é questão da lei do mais forte, quem dera fosse assim. A deficiência ainda é uma das coisas que causa mais preconceito em uma sociedade, e acho que desmistificar esse pré- conceito é uma das formas com mais habilidade de tirar essa ideia que pessoas com deficiência não podem casar, namorar, trabalhar, dirigir e por aí vai.
   E sabe de uma coisa, eu melhorei muito como pessoa depois que comecei a escrever, meu ego narcisista foi a alturas nesse momento, mas sem brincadeiras, quem escreve mata os monstros que vivem dentro de nós mesmos. Sabe aquela coisa, você é deficiente, então tem que ser 100% feliz, pra mostrar para as outras pessoas como superou tudo! Cansei! Verdadeiramente, eu sou feliz por mim só, porém esse negócio de mostrar isso ou aquilo não é comigo, se preocupar o que as pessoas vão pensar. O importante é ser você,  pensamentos tristes vão inundar o nosso cérebro  não é porque somos deficientes que ganhamos um dispositivo eletrônico que diz: Você está sempre feliz! (imagine uma voz de robô) Momentos tristes, sofrimento faz parte do ser humano, acho que fazer perguntas sobre porque comigo? Isso é muito válido, pois assim a mágoa que um dia sentimos de ser diferente vai sumindo de maneira gradativa. Falando em mágoa, acho que isso eu nunca senti, mágoa por ser diferente, na verdade eu já nasci com uma deficiência e me acostumei com ela. Acostumar não é igual se conformar, mas eu não fico pensando em quando eu voltar a andar, pois vivo o presente, e penso que esses momentos estão me dando muitas lembranças que vou levar pra vida toda. Então, não saberia responder qual a pior situação nascer com uma deficiência que aos poucos vai paralisando  seus movimentos, ou de uma hora para outra você se ver em uma cadeira de rodas. Bom, o importante é saber olhar pelo lado mais suave, pois a vida é uma só pra sofrer com coisa pouco importantes, como: movimentos, pernas, braços, o que vale de verdade é o coração. (risos) Obrigada a todos por esses momentos aqui vividos, por ter paciência de ler as loucuras dessa maluca desvairada!

Feliz Aniversário ao blog e a nós todos! E que essa vida seja longa!

Beijo Grande!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Duas crianças e uma cadeira de rodas!

Oiii gente

Esse fim de semana eu filmei meus dois sobrinhos sequestrando a minha cadeira de  rodas.  Então, resolvi postar aqui no blog. Eles têm um fascínio com a cadeira de rodas. Sempre aprontam, mas eu sou uma tia muito orgulhosa. Desde muito pequenos eles estão acostumados com a deficiência e a estranheza não faz parte do cardápio desses dois. Claro que as perguntas sempre são frequentes, imagina o que se passa  nas mentes curiosas, mas respondo do jeito mais fácil possível. Às vezes não consigo driblar eles. (risos) O Gustavo um dia me falou que o sonho dele era ser cadeirante, porque ficaria sempre sentado, só rodando pra lá e pra cá. Mal sabe ele que essa é a parte boa de ser cadeirante... (risos)
Qualquer dia  farei um post falando das peripécias dos dois.

Vamos ao vídeo!!! Um vídeo de amadora, mas o que importa é a intenção.

video


Beijo Grande!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Só um post!




Depois que você se torna cadeirante tudo muda, principalmente seu corpo. Ele muda completamente e isso nos remete estranheza, pois tudo aquilo que é diferente assusta. Agora, você se encontra sentada e com muitas limitações. É um momento de reflexão. E também de avaliar tudo que restou. Movimentos, esperanças e claro, objetivos. As dificuldades não serão poucas, mas ultrapassar cada uma delas nos torna pessoas mais fortes em amplo sentido. Os momentos de raiva, rancor e ódio fazem parte desse processo, pois sem colocar tudo o que você realmente sente pra fora não irá conseguir ultrapassar essa fase complicada. Mas, depois a maré fica mais suave e é hora de seguir a sua vida. Quando esse processo de aceitação acaba você consegue olhar para trás e até colocar um sorriso nos lábios.  Eu posso afirmar com propriedade, pois já passei por isso e sei como os sentimentos e tudo que a gente acredita ficam de certa forma abalada. Eu lhes digo, é só uma fase, e sempre ter o olhar positivo diante dos acontecimentos não tão bons nos torna pessoas comuns como qualquer outra, como todos temos as nossas angustias e dificuldades e não vou mentir.  Elas prevalecem por algum tempo, mas não é por não andar que nos tornamos heróis  existem tantos heróis por outros motivos.  Sabe o que realmente somos? Pessoas, gente, ser humano que quer o direito de ir e vir como qualquer outro.  Bom, e o corpo como fica depois disso tudo? Muitos cadeirantes têm a imaginação fértil  e o costume do pessimismo, outros colocam na cabeça que só irão voltar a viver quando os movimentos por um passe de mágica voltar. Ah, como seria bom viver nesse mundo surreal. Como se de uma hora pra outra só com um copo de ovomaltine com células tronco dentro e pronto. Os movimentos viessem. Ah, mas a vida não teria graça se as coisas fossem tão simples assim. O que vale a pena de verdade nessa vida de cadeirante são dificuldades que passamos os perrengues, e olha que não são poucos. Eu que o diga! (risos) As mudanças no seu corpo é uma forma agressiva que você acorda e... Alô acorda você é um cadeirante, entendeu agora? Pernas finas, dores, coluna torta e movimentos cada vez mais reduzidos. Bom, agora não vou poder pular, correr? Será que vou poder tomar banho sozinho? Essas são as mais frequentes perguntas que todo "malacabado" faz depois de está sentado em uma cadeira. Eu lhes digo que tudo depende da lesão e também da vontade do cadeirante. Fazer fisioterapia ajuda muito na recuperação, pois assim ser tornará independente, que é um fator crucial na vida de qualquer "lesado" Correr, pular, subir escadas isso é muito relevante, você pode rodar por aí, muito melhor. (risadas altas) Agora, pernas finas, coluna torta, quem vai perceber isso? Coloca uma saia curta e seja feliz!

Beijo Grande! ;)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Projeto: Desmontando a Cadeira de Rodas...

Halteres de 2 e 4  quilos
Depois de alguns meses de fisioterapia os resultados já estão aparecendo. Claro que não são muitos, aos poucos eu vou conseguir alcançar o meu objetivo. Para ser mais disciplinada comprei até dois halteres de dois e quatro quilos, assim podendo continuar os meus exercícios em casa. Quanto mais, melhor  e com mais rapidez vou conseguir o meu objetivo, que no caso é ganhar força nos braços.  Então, pra quem não sabe sou uma cadeirante (novidade) e quero conseguir desmontar a minha cadeira de rodas pesando aproximadamente 15 quilos e eu  pesando mais ou menos uns 52. Ahhhhhh, que saudades dos meus 48 quilinhos, quando tinha 20 anos, agora que completei 25 as coisas mudaram.... KKKKK   No começo da fisioterapia comecei com os pesos, até aí tudo bem, depois fui para a máquina de musculação, quando cheguei a esse ponto surgiram muitas dores nos ombros e nas costas. Mas tudo é o começo, agora meu corpo já acostumou com os pesos e sente até falta... rsrs  O negócio de juntar as escapulas que pegou, até hoje às vezes me esqueço, to aprendendo. Tornar- se independente custa tempo e também provoca dores, é necessário para o crescimento do ser humano, ainda mais se for cadeirante. Eu quero isso  pra mim, nunca se sabe o dia de amanhã. Essa semana vou testar novamente desmontar a cadeira e qualquer avanço posto aqui para vocês saberem as minhas conquistas.

Ah, conto com a torcida de vocês, meu leitores queridos!
Eu não sei o que seria de mim sem esse blog, onde conto minhas alegrias e tristezas. Eu adoro escrever, mesmo escrevendo pouco. (Entenderam né?)  Na realidade escrevendo é onde me transbordo completamente, eu não sou muito de falar, sempre fui muito tímida, isso tem melhorado bastante ao longo do tempo. Vamos crescendo por dentro e por fora como pessoa, fazendo amigos, somos um emaranhado de coisas esquisitas que alguns aceitam e outros não. 

Como disse Dona Canô (mãe do Caetano Veloso)

"Ser feliz é pra quem tem coragem."

E é com essa frase que vou ficando por aqui!
Beijo Grande!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Almofadas...

Bom, como qualquer cadeirante que se preze não vou colocar a minha bunda em qualquer coisa né? Hoje, vim falar das minhas almofadas queridas,  porque sem elas não saberia o que seria da lesada aqui. Em dois anos e meio passei por três almofadas. Como  tenho sensibilidade e também  me mexo  muito na cadeira, ainda não tive escaras. ( e não quero tê-las tão cedo). A primeira almofada foi a que enviaram junto com a cadeira de rodas, e ela era feita  de esponja. Nada confortável, pois ficamos sentados praticamente o dia inteiro e conforto é um dos requisitos primordiais para que seu corpo não sofra as consequências do dia- a - dia, mas mesmo assim ela me acompanhou durante um ano e meio, até que durou a coitada, mas já estava um pouco desgastada.

Roho Mosaic
Então, em  janeiro de 2012 conheci a Roho Mosaic, que é um  tipo de boia inflável, muito boa por sinal, bastante confortável, no meu caso pelo menos ela me ajudou muito, só um pouco alta quando a enchia demais. Ela te dá uma ótima estabilidade, isso também é importante nessa vida sentada.  Uma das coisas desconfortáveis da Roho é que no verão eu transpiro muito nas pernas, e ela esquenta também.

Almofada de Gel


Agora, faz três dias que troquei de almofada, uma feita de gel, achei que  não seria aquelas coisas, mas a tal está me  surpreendendo, eu sei que posso está exagerando, já que estou só  há três dias sentada nela.  Dizem que ela esquenta no inverno e esfria no verão. Eu não senti nenhum calor por enquanto e é esquisito, eu tenho a impressão que não estou sentada em nada. É difícil explicar, mas ela é bastante confortável. Só um ponto negativo, achei ela um pouco pesada, assim a cadeira ganha mais alguns quilinhos. Também é fina comparando com as outras almofadas, no primeiro dia eu estranhei a altura, pois estava acostumada com almofadas mais altas, com o tempo você acostuma com esses detalhes. A minha impressão sobre essas três almofadas para cadeirantes são essas. Sempre é  bom experimentar coisas novas e se for pra prevenir as malditas escaras, melhor ainda. Quando estou muito tempo sentada eu seguro nos paralamas  da cadeira (protetor de roupa) e dou uma levantadinha na bunda, assim aliviando a pressão sobre o osso.   Essa é a minha dica. 

Se alguém tiver mais alguma dica sobre almofada ou escaras é só enviar pelos comentários!

Beijo grande!