domingo, 21 de maio de 2017

O desencontro (Parte II)




No outro dia Sabrina abriu os olhos e não pode acreditar em tudo que vivera no dia anterior. O sábado estava lindo, o sol quente que ardia lá fora, entrava pela fresta da janela e ensolarava seus pés inertes na cama. Sabrina resolveu levantar, tomar café, se arrumar e ir ao mercado. Antes olhou o celular e estava lotado de mensagens das amigas querendo saber de alguma novidade e também mensagens de Gustavo, o moço misterioso do bar do dia anterior. Eles trocaram algumas mensagens e Gustavo a convidou para sair à noite. Ela aceitou e resolveu não falar nada sobre a cadeira de rodas.

Sabrina saiu de casa para ir ao mercado, fez compras, passou na livraria, comprou um livro que queria muito ler, até pensou em comprar algo para Gustavo, no entanto não sabia nada sobre ele. Ela ficou imaginando como ele seria, seus gostos, sua personalidade, talvez gostasse de economia. Talvez fosse um arquiteto, ou trabalhasse com informática, tantos talvezes que culminavam seu pensamento que a mesma nem conseguia pensar direito. Também bem lá no fundo do seu coração um sentimento ridículo sobre a sua condição de cadeirante estava deixando muito ansiosa. Resolveu não pensar voltar para casa, preencher seu tempo para que a noite chegasse logo.

A noite chegou, Gustavo mandou mensagem perguntando se ela queria que a pegasse em casa. Ela pensou e respondeu que os dois poderiam se encontrar no restaurante. Ela se aprontou, não provou muitas roupas, sabia que não poderia deixar ele esperando, se maquiou, chamou um táxi e foi.  Ele escolheu um restaurante italiano muito bonito, um ambiente calmo, música baixa. Quando ela chegou lá por sua surpresa havia uma rampa na entrada, ela sorriu por dentro ao ver a rampa, nunca apreciou tanto uma rampa em sua vida. Será que ele sabia que ela era cadeirante, ou foi mera coincidência? Tantas dúvidas perturbavam sua mente. Ela entrou no restaurante e pediu o número da mesa que ele tinha feito a reserva. Acompanhando a recepcionista, o avistou e o medo tomou conta do seu corpo.

Ele levantou e sorriu, ela a retribuiu o sorriso, ele veio até a ela, tirou a cadeira debaixo da mesa para dar espaço para a cadeira de rodas e então a beijou no rosto. Os dois pediram sua comida e uma onda de timidez tomou conta sobre aquela mesa de número 13. Com o tempo os dois foram se abrindo, conversa aqui, ali. Ela se empolgava com cada risada dele. O Jantar terminou, ele a levou para casa e ao se despedir falou que gostou muito dela e gostaria de repetir- ela respondeu o mesmo. Os dois se encontravam três a quatro vezes por semana, teatro, cinema, bares, praças e restaurantes. A cidade era pequena para os dois, toda a fome e sede que possuíam para viver esse amor. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

O desencontro



Sabrina é cadeirante quase uma década, ao mesmo tempo que ela se orgulhava da cadeira de rodas também  a escondia. Sempre que saia com as amigas, em bares e restaurantes, escolhia um lugar que a cadeira ficasse encostada na parede assim ninguém podia imaginar que havia alguém sobre as quatros rodas ali. Ela sempre foi muito inteligente. Gostava de ler, filmes, fazia fisioterapia para manter a sua vida ativa como qualquer  pessoa. Ela se sentia normal, mesmo que o mundo às vezes não a reconhecia como tal. Ainda existia a falta de acessibilidade arquitetônica por onde  passava.


Sabrina sabia de tudo isso, de todo esse mundo um pouco mais complicado, porém ela não desistia da vida, do amor e de tudo e todos que a cercavam. Trabalhava em uma em uma grande empresa de cosméticos, gostava de tudo aquilo que o cercava. Adorava o cheiro das plantas, das flores que havia no local onde trabalhava, onde a alquimia se fazia e tudo aquilo se transformava. Era de poucos amigos, no entanto tinham alguns bons amigos que saia de vez em quando para se divertir.

Sabrina morava em um pequeno apartamento, porém confortável e adaptado para as necessidades de uma cadeirante. Gostava da sua vida tranquila e calma que levava. Às vezes saia com as amigas do trabalho para barzinhos ou pubs, elas sempre se divertiam muito, riam e contavam histórias hilárias de romances mal sucedidos. Sabrina nunca se abria nesses episódios. Foi num desses encontros que o garçom lhe entregou um  bilhete de alguém que teria  mandado com o telefone e o nome. As amigas de Sabrina ficaram eufóricas e pediram até um espumante para brindar com estilo como diziam.

As amigas fizeram Sabrina adicionar o número na agenda de contatos do celular, assim poderiam ver a foto do moço misterioso. Assim Sabrina fez e escreveu um oi no aplicativo de mensagem. Todas acharam o máximo tudo que estava acontecendo naquele momento, pois elas entendiam que Sabrina como elas também estavam esperando o grande primeiro amor. Sabiam que poderia ser apenas alguém querendo  brincar com os sentimentos de Sabrina, assim como amigas a alertaram. O aplicativo de mensagem não parou a noite inteira enquanto os dois conversavam. Ele falou que teve que sair do bar às pressas para resolver problemas familiares e quando viu Sabrina deixou o papel com o garçom para lhe entregar, pois assim não perderiam contato.

Quando chegou em casa Sabrina sorriu por dentro, que tudo poderia mudar a partir de agora, no entanto ela achou melhor não guardar muita esperança.  Talvez, ele provavelmente não teria visto a cadeira de rodas e poderia ser apenas um alarme falso como todos os outros. Ela sorriu para a foto que ele mandou  e adormeceu.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Maior Medo





Meu maior medo é um dia acordar e perceber a casa vazia, de sentimentos, de gente. É almoçar sozinha, jantar sozinha e viver uma vida tranquila sozinha. Meu maior medo é ser incapaz de ajudar alguém, estender nem que seja as mãos para alguém, pois mesmo com falta de pernas sempre há algo a se encontrar, se fazer, ser capaz.

Meu maior medo é desperdiçar tempo com o que não me faz feliz, e ser capaz de proporcionar um tanto de felicidades para as outras pessoas. Meu maior medo é não ter a capacidade de olhar no espelho e me reconhecer como alguém com um sorriso no rosto e os olhos brilhantes com a vida. Meu maior medo é não conseguir me amar por quem eu sou e quem fui capaz de me descobrir durante a vida.

Meu maior medo é não poder receber abraços apertados de quem é que seja. Meu maior medo é que um dia me falte amor, paz, esperança e compreensão. Meu maior medo é não conseguir escolher um presente para mim. Meu maior medo é a indecisão que assombra todas as escolhas que temos que fazer durante a vida. Meu maior medo é não conseguir ler todos os livros que ainda pretendo devorar durante a vida. Meu maior medo é que a vida seja ausente de música, pois as canções  é que embalam lentamente e impulsionam a vida. Meu maior medo é não poder sentir o calor que o sol provoca em minha pele em dia ensolarado de verão.

Meu maior medo é assistir um filme e poder interpretar a lição do mesmo e não ter alguém para discordar da minha sempre teimosia. Meu maior medo é não poder dividir uma taça de alguma bebida com baixo teor alcoólico, tem dias que precisamos somente uma conversa com os pés esticados na varando enquanto o dia se despede e sorrimos sem graça para a vida. Meu maior medo é ter a TV ligada durante o dia como companhia. Meu maior medo é assistir todos aqueles programas chatos de final de domingo sozinha. Meu maior medo é que a cama tenha espaço demais. 


Meu maior medo é poder pensar freneticamente e não poder passar os turbilhoes de emoções que estou sentindo naquele momento para o papel. Meu maior medo é não poder escrever. Meu maior medo é não poder simplesmente ser eu, com todos os defeitos aqui impressos.

Beijo grande! 

domingo, 7 de maio de 2017

Filmes que assisti e recomendo

Oi gente!
Prepara a pipoca e um lugar bemmmmm confortável que lá vem dicas dos últimos filmes que assisti e super recomendo para vocês. 
Assista com alguém que você goste! :D 

1- Um brinde à amizade 

Esse é um daqueles filmes para a gente assistir no final de domingo. Kate e Luke (Olivia Wilde e Jake Johnson) são funcionários de uma fábrica de cerveja. Com gostos parecidos, os dois sempre flertam um com o outro, mas nunca entraram em um relacionamento, porque Luke está pensando em casar com sua namorada, e kate namora um produtor musical. Mas quanto mais eles bebem, mais ficam abertos à possibilidade de saírem juntos. Torci até o ultimo momentos para os dois ficarem juntos. (haha) 




2- Já estou com saudades

Filme lindo que trás como tema central a dificuldade de vidas com as pequenas e grandes questões (sociais, físicas e psicológicas) são  apresentadas de forma clara e honesta. Temos como pano de fundo a amizade sólida de duas parceiras de vida, Jess e Milly  que se conhecem desde a infância e partilham aventuras e desventuras ao longo da vida. 



3- Blue Jay 

A história do filme gira em torno de dois ex-namorados (Mark Duplass e Sarah Paulson) do ensino médio que se encontram por acaso. Os dois lembram do passado que compartilham e passam a refletir sobre ele, levando em conta suas vidas atuais, que parecem não serem satisfatórias para eles.
*Tornou-se um dos meus filmes favoritos. 




4- Requisitos para ser uma pessoa normal

Adorei o filme, é super fofooo. Me identifiquei. :D Esse filme espanhol é  bemmmm legal, onde conta a história de Maria de la Montañas, que é uma mulher de 30 anos, que acredita ser um grande fracasso por não preencher os requisitos para ser uma pessoa normal. Até que ela conhece Borja, um colega de trabalho do seu irmão, com quem ela acaba fazendo um trato: ele vai ajudá-la a cumprir a lista para ser uma pessoa normal e ela vai ajudá-lo a emagrecer.






5- O farol das orcas 

Beto, que é um homem solitário trabalhando em um parque nacional argentino. Amante da natureza e dos animais, ele passa seus dias observando orcas. leões marinhos e focas, até a chegada de Lola, uma mãe espanhola e seu filho autista de 11 anos, Tristan. Desesperada, Lola pede ajuda a Beto para tratar do filho, ao que ele aceita relutante. Emoções e problemas se seguem, obviamente.



6 - The fundamentals of caring


Vocês sabem que não poderia deixar a deficiência de lado, né? :D  O filme conta a história de Ben, um escritor que decide ser cuidador após sofrer uma tragédia pessoal. Seu primeiro cliente, Trevor, é um jovem boca-suja de 18 anos com distrofia muscular. Juntos, eles embarcam em uma viagem por todos os lugares com os quais Trevor ficou obcecado assistindo o noticiario de TV, incluindo seu Santo Graal: O buraco mais profundo do mundo. No caminho, uma garota sem rumo e uma futura mãe fazem a dupla encarar diversos problemas nada simples. Aventurando-se pela primeira vez além das fronteiras do seu mundo milimetricamente calculado, eles descobrem o que é ter esperança e amigos de verdade.




Todos os filmes acima você encontra em qualquer Netflix mais perto da sua casa. (haha) 


Beijo grande e ótimo filme!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Não me abandone


Oi gente!


Faz muito tempo que não posto nada no blog. Não é má vontade, não.O blog está ficando muito cansativo só com os textos, quero diversificar mais, colocar rumos diferentes por aqui. Claro que os textos românticos não vão parar definitivamente, porém acho que ele precisa de uma nova perspectiva. Para quem não sabe ainda estou escrevendo para o jornal e um site aqui da minha cidade e também estou no ultimo ano da faculdade. Estou fazendo o temido TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e também comecei a fazer trabalhos de faculdade para outras pessoas, o tempo está meio reduzido, e não posso deixar de ver meus filmes prediletos! (risos)

Ano que vem tudo estará mais calmo, e por enquanto vou tentar diversificar meus posts. Vai ACONTECER de forma lenta e gradual. Espero que vocês gostem! Quem quiser opinar sobre qual post quer ver por aqui, eu agradeço! Aceito critica, sugestões, qualquer forma de expressão e ajuda é bem vinda aqui. Mudar é algo bom, nos faz crescer e o blog está precisando de um "up"


Ps: Também quero agradecer o acesso do blog, mesmo com a minha ausência os acessos tem aumentado muito. Vocês não tem noção do que isso significa para a lesada que vos escreve! :))))

Beijos enormes.


quinta-feira, 30 de março de 2017

Antes do amor

Imagem do arquivo pessoal.

Antes do amor fomos amigos por longos anos, desde a infância.  Nossos gostos sempre combinavam, seja na música, teatro ou cinema. Antes do amor sentávamos naquela lanchonete antiga bem anos setenta e dividíamos um x-burguer gigante, enquanto ríamos das nossas histórias adolescentes. 
Compartilhamos as baladas inesquecíveis, as bebedeiras, os mesmos amigos, as mesmas loucuras, porém nunca avançaram o sinal.

Antes do amor estudávamos na mesma escola, fomos para a mesma faculdade, a presença um do outro era constante. A presença um do outro nos contaminávamos de uma maneira desesperadora.
Certo ou errado? Nunca saberíamos sem antes experimentar esse sentimento de amor. No cinema nunca ousamos pegar na mão. Não era a hora, pensávamos em conjunção. E os dois lá no fundo nutriam uma esperança de um amor correspondido. Tentamos alguns encontros, mas o beijo não aconteceu, não foi a hora, não foi o dia e a vida seguia desesperada.

Antes do amor, eles não se desgrudavam todos os dias que podiam se viam, no parque, na vida e contavam histórias démodés sobre a vida, os sentimentos que não cabiam no peito. Ele olhou para ela em um dia e ficaram anestesiados com o olhar um do outro. Sem falar nada, sem piscar, aquele olhar ficou por longos segundos até que ele não segurou e a beijou.


Tarde? Não, nunca é tarde, no entanto poderiam viver esse amor mais precocemente. Nunca esqueça de falar, de demonstrar, o quanto você ama aquela pessoa. Para que perder tempo? A vida é breve. O tempo, bom esse minha amiga ele passa tão depressa que você não será capaz de senti-lo escapar de suas mãos.  Demonstre tanto quanto for capaz e não esqueça de ter gratidão com os momentos maravilhosos que acontecem ao seu redor. 

Texto publicado originalmente no Jornal: A Novidade. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Depois de você


Depois de você o riso ficou mais frouxo, mais fácil. A casa está mais movimentada com gostos, cheiros e barulhos, a desordem está em todos os cantos, uma desordem cômoda como dentro dos nossos corações. Depois de você a vida tem mais gosto que varia do doce ao cítrico e os gostos de todos os sabores para experimentar com você, com a nossa vida.

Depois de você eu não sou mais a mesma, mudei de planos, de sobrenome, de status, mas principalmente mudei por dentro, da minha bagunça interna que agora está leve como um barco em um mar calmo. Aprendi a ser eu mesma e não precisar de ninguém e ao mesmo tempo aprendo todo dia a ter você ao meu lado nos momentos mais precisos da minha vida.

Depois de você os domingos ficaram longos como aquela sombra bonita que se estende em torno do seu corpo enquanto você dirige em uma tarde ensolarada. Depois de você, a vida não é mais a mesma, está sempre em constante movimento. Você sempre me faz sorrir onde nossas covinhas de nossos sorrisos se encontram um dentro da outra e formam apenas um sorriso em que a felicidade toma conta do nosso ser. Depois de você o vazio não me pertence mais e o medo já não é um sentimento que me pertence.

Depois de você sempre há vinhos, massas, leituras e a música que não para de uma guitarra antiga que estava presa na parede da sua casa. Depois de você a vida é mais doce, mais aguçada, mais sólida tudo em torno de nós nos faz sentir de verdade de quem somos por dentro de todas as nossas loucuras internas, sonhos e decepções. Depois de você não é que há felicidade constante, no entanto aprendemos a suportar as diferenças e resolve-las sempre.


Depois de você aprendi de verdade o significado de parceiro, não só na vida como no amor. Eu sei que mais que as diferenças batam de frente, sabemos que a principal verdade da vida é que temos um ao outro e melhor afetividade que essa não existe. Depois de você somos dois em um, um e dois ao mesmo tempo, e não há melhor maneira de sermos um casal que essa. Depois de você eu sei que todo aquele meu discurso de desprendimento emocional era só porque estava esperando você chegar. 

Texto publicado originalmente no Jornal: A Novidade.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ah, amor!


Nunca sentei de verdade para te escrever. Sabe, é difícil escrever sobre uma pessoa que amei tanto. Você pode até achar démodé, ou eu entrarei sem aviso na sua vida novamente. Eu sou cliché e minha alma se arrasta pelas ruas onde você passa. Minha alma segue o rastro do teu cheiro pela cidade invadida de amor, carinho e compreensão. Minha alma é vazia quando não ouço o tom da sua voz. 
Ela vive na penumbra da noite contando as estrelas que restam no céu.

A gente foi feliz, eu sei. Você foi e é ainda aquele onde eu decoro poemas e escrevo calada ao lado de uma xícara de café quente. Teu riso sempre foi fácil, e também me fazia feliz do jeito mais rebelde que a felicidade poderia ser. Nós vivemos flutuando em um mundo paralelo onde o que mais importava era o amor – o nosso.

Ficamos irreconhecíveis quando nossos olhos se olhavam com frisson. Ninguém sabia ou reconheceria a gente na rua em um dia qualquer. Você era eu, eu era você. Nossos rostos, nossas cores, cheiros, sabores se misturavam de uma tal maneira que nossas almas não seriam mais as mesmas.


Ah, amor! Você me despertenceu, sorriu e seus olhos se encheram de lágrimas. Só para te avisar que homem não chora. O tempo, não fez nenhuma diferença, anos se passaram e parece que foi ontem, onde sua mão se soltou da minha e foi voar pelas ruas sozinho. Ah, amor, eu te reconheceria de costas com a sua camiseta verde claro como o mar- dizem que o mar é azul. Para mim sempre será verde. A tua voz grossa, o sotaque de algum lugar distante ainda pertence as minhas memórias.

Ah, amor! Os dias de verões sempre foram os meus preferidos, e todos eles, todo dia em algum momento você chegou na minha vida de um jeito que nem eu soube o que fazer. O amor é grande, enorme e cabe aos montes em um coração tão pequeno. Foram precipitações, ficou inacabado, aberto. Ah, amor! Surge de novo das profundezas desse sentimento gigante. Não sei quem é você novamente, e todos os seus gostos. Deixa-me apresentar essa sou eu- uma quase escritora vestida com os mais sinceros sentimentos. Irreconhecível? Talvez!

Texto publicado originalmente no Jornal: A Novidade.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Quando você chegar


Quando você chegar talvez, nem esteja preparada para te receber da maneira que imaginei. Com certeza estarei ocupada, lendo um romance bobo, escrevendo minhas tolices. Você chegará de uma forma calma, o mundo ficará em pausa só para se deleitar com sua chegada de tamanha importância que seremos um para o outro. Estabanada que sou, posso até suspeitar da sua presença nos cômodos da casa, no entanto demorarei um bom tempo para notar você de verdade.

Quando você chegar vai ser do tipo que vai me ler apenas com um olhar. Saberá dos meus segredos, das nossas promessas e compartilharemos nossas loucuras insanas. Falarei dos meus sonhos, e você dos seus, compreenderemos tudo de uma maneira tão leve que nunca imaginamos que seria daquele jeito, ou quem sabe demoraremos vidas para absorver tudo com a ânsia que temos para viver.

Quando você chegar a casa vai se infestar de barulhos, pela cozinha, pela sala, em todos os cômodos, você irá se fazer presente de um modo tão despretensioso e eu irei me acostumar tão facilmente com tudo, com você, com sua presença e principalmente com o seu amor.  Você vai ter a risada mais gostosa do mundo e vou querer sempre estar presente quando ela se escancarar de um modo tão natural, ou então vou querer falar algo engraçado só para ouvir o seu riso, sua plenitude e sua felicidade encharcando a minha vida de mais e mais pequenas alegrias.

Quando você chegar o lugar que chamaremos de lar estará infestado de você, do seu cheiro, seu gosto, suas roupas, sua música. Quando eu te encontrar que eu esteja preparada para te receber, que seja feliz sozinha, comigo, que você traga leveza, que possa compartilhar bons momentos juntos. Que quando estivermos distantes possamos sentir uma saudade bem bonita, e que possa ser surpreendida no encontro de um abraço. Quando você chegar que sua essência me surpreenda, que você seja diferente de todos os outros. Que você me faça sentir o que eu nunca senti antes, e nunca compararemos nosso sentimento com os antes de nós. Que tenhamos sempre, amor, carinho e principalmente respeito.


Quando você chegar, você será capaz de despertar o melhor de mim, do meu amor, dos meus  amigos, da minha família, da minha inspiração.  Quando eu te encontrar serei melhor não por te encontrar, no entanto porque você também me encontrou entre tantos milhões, você me escolheu e eu a você, e chance assim não haverá outra. Pois amor de verdade não se escolhe, acontece nos dias e horas mais improváveis.

Texto publicado originalmente no Jornal: A Novidade

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Inspire-se







O que inspira você? Alguém já lhe fez essa pergunta antes. Pense. A vida, o amor, as pessoas, as relações humanas, um ator, um físico, um escritor, uma música, o cinema, o teatro, as crianças, alguma pessoa em especial? A gente vive com base em inspirações. Seria muito sem graça a vida sem alguém ou algum momento que nos inspire de alguma maneira.

Mesmo sem você perceber. Acredite! Sempre haverá alguém se inspirando em você. Seja no trabalho que você está fazendo, mesmo por suas ações, ou então pela beleza de como você enfrenta a vida. Sem inspiração ninguém vive.  Podemos achar isso loucura, no entanto não é. Reflita comigo. Em algum momento você foi generoso? Tenho certeza que a resposta é afirmativa.  Ofereceu a sua mão a quem precisava, um abraço, ou até uma palavra que saiu de repente e ajudou o outro. 

A vida não deveria ser uma grande competição de quem é o mais inteligente, bonito ou popular. Todos nós temos um adjetivo que não se destaca por fora dessa casca que carregamos: o corpo físico. Porém, ele está em um lugar particularmente que você sabe onde fica- no coração. Cada um de nós tem seu brilho próprio, somos uma constelação de estrelas desconhecidas em um céu com milhares de outras constelações.
Espero que você ache de verdade o seu brilho próprio e o reconheça. Não queremos apenas ser um brechó de novidades. A vida é tão grande e cheia de obstáculos, onde temos que enfrentar todos os dias. Pode parecer difícil, complicado, no entanto vale cada esforço que fazemos para nos reconhecer como nossa própria inspiração. Se não for por você, por quem mais seria?

Inspire-se em você mesmo e não tenha medo ou vergonha de apenas ser quem você é.  2017 começou mais leve, que não espere muito, mas tenha necessidade de coisas e momentos que te faça feliz. Vibrações é a palavra para esse novo ano, ou seria inspirações? Deixei para você decidir.

Texto publicado originalmente no Jornal: A Novidade.